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Arrecadação estadual

Recuperados R$ 18,5 milhões de falhas em benefício fiscal

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beneficios fiscais icms

A Secretaria da Fazenda de Mato Grosso resgata montantes não recolhidos ao Fungefaz por contribuintes com redução de ICMS na compra de maquinário rodoviário.

A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) recuperou R$ 18,5 milhões que deixaram de ser recolhidos de forma correta ao Fundo de Gestão Fazendária (Fungefaz) durante as operações financeiras do setor produtivo.

O montante restituído ao Estado configura uma obrigação acessória mandatória exigida das empresas que usufruem diretamente da desoneração no regime do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Esse benefício estadual em específico é direcionado exclusivamente para a aquisição de máquinas e de equipamentos rodoviários pesados. Conforme a norma tributária, a ausência da destinação de fundos compromete o sistema de contrapartidas fiscais do estado.

O secretário adjunto da Receita Pública, Lucas Elmo, ressalta a postura adotada pelo poder público na condução da cobrança e a priorização do diálogo antes da imposição de medidas punitivas severas contra o empresariado. “Nosso foco foi estimular a regularização espontânea e fortalecer a conformidade tributária. Ao identificar as divergências, oportunizamos que as empresas apresentassem esclarecimentos ou efetuassem os recolhimentos devidos, garantindo segurança jurídica aos contribuintes e o cumprimento das obrigações previstas na legislação”.

A regra da contrapartida de 15% na renúncia do imposto

A dinâmica operacional do benefício fiscal concedido pela autoridade fazendária estadual obedece a um critério de retorno pecuniário preestabelecido. As companhias que optam por investir na renovação de frota ou na ampliação da capacidade de infraestrutura por meio da aquisição de equipamentos rodoviários têm acesso imediato à redução do ICMS, o que alivia os pesados custos da operação inicial em Mato Grosso. Ocorre que o Regulamento do ICMS condiciona explicitamente a fruição desta vantagem contábil a um aporte compensatório que visa alimentar os sistemas de controle e de desenvolvimento do próprio Estado.

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A regra elementar imposta aos beneficiários dita que as corporações devem obrigatoriamente recolher o equivalente a exatos 15% do valor total correspondente à renúncia fiscal obtida no momento da transação comercial. Todo o saldo gerado por essa fração percentual possui uma vinculação exclusiva com o Fundo de Gestão Fazendária.

Na prática contábil apurada, as frentes de fiscalização governamental detectaram que existiam quebras neste ciclo de conformidade. Parte das empresas contempladas com o abatimento do ICMS omitiu totalmente os repasses exigidos como condição primária para se valer do benefício, enquanto outra base corporativa realizou os pagamentos para o Fungefaz, contudo em montantes globais substancialmente inferiores aos 15% devidos por lei.

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Emissão de dezenas de notificações e regularização voluntária

Diante do grande volume financeiro estacionado nas escriturações das beneficiárias e não repassado ao Fundo de Gestão Fazendária, a administração optou por instaurar uma varredura abrangente pautada no incentivo à regularização voluntária. A cronologia analisada pela Receita Pública para identificar os furos de arrecadação focou em uma série histórica rigorosa de cinco anos. O extenso período auditado que fundamentou a cobrança retroativa avançou entre as operações realizadas em 2021 até os registros consolidados de 2025.

Durante este quinquênio (2021-2025), o cruzamento dos dados comerciais da aquisição de máquinas e equipamentos pesados culminou na elaboração tática de 83 notificações formais. Estes 83 documentos oficiais de alerta foram emitidos e diretamente encaminhados aos contribuintes que carregavam as pendências tributárias. A finalidade desta frente documental foi garantir a transparência da operação, assegurando que o setor corporativo tomasse pleno conhecimento das irregularidades atreladas às suas guias de recolhimento e tivesse prazo hábil para alinhar os passivos sem a judicialização dos casos.

O esforço resultou na efetiva reintrodução dos R$ 18,5 milhões ao controle da Secretaria de Fazenda. Após acusarem o recebimento das notificações, as empresas corrigiram as inconformidades por meio de vias administrativas pacíficas. Os valores devidos pela renúncia fiscal foram integralmente quitados à vista pelas corporações com fluxo de caixa disponível, bem como absorvidos e divididos nas tabelas de parcelamento de dívidas tributárias formalizadas junto ao Estado.

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Falhas contábeis e gargalos operacionais no empresariado

Segundo o aprofundamento investigativo das equipes responsáveis pelas notificações estaduais, a totalidade das divergências que somaram a dívida milionária não esteve ancorada apenas em atos de sonegação deliberada. Ao longo das tratativas com o setor produtivo, ficou comprovado que uma parcela expressiva do descompasso monetário ocorreu por motivos ligados a falhas técnicas nas rotinas diárias e em erros puramente operacionais cometidos pela escrituração das empresas mato-grossenses auditadas.

O primeiro grande entrave identificado se deu na sistemática da devolução de mercadorias. Quando uma empresa efetiva a aquisição de um maquinário e posteriormente, por questões logísticas ou técnicas, necessita devolver o equipamento, o tributo outrora isento precisa passar por retificações sistêmicas. O descontrole na comunicação oficial destas devoluções corrompeu a base de cálculo da contrapartida e inviabilizou o depósito dos 15% corretos ao Fungefaz.

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Somado a isso, o próprio preenchimento burocrático dos impostos gerou desvios. Ocorreu de forma reincidente a utilização incorreta de códigos de arrecadação no sistema. O uso de identificadores errados nas guias impediu que o capital transitasse corretamente até o fundo destinatário, deixando a companhia inadimplente mesmo havendo a tentativa de depósito.

Ainda dentro do escopo dos equívocos contábeis corporativos, a fiscalização isolou os problemas documentais derivados de logísticas internas. As corriqueiras transferências de equipamentos entre as filiais de uma mesma organização não foram acompanhadas pelo rito documental exigido, ocultando a destinação de uso do benefício concedido e configurando infrações acessórias que demandaram os ajustes do período de regularização.

Desdobramentos punitivos na ausência de conformidade

A Secretaria de Fazenda formaliza de forma incisiva que as pessoas jurídicas amparadas pelos recursos de benefícios fiscais estaduais necessitam aplicar rotinas contínuas para acompanhar e auditar suas obrigações acessórias e o adimplemento financeiro destas concessões governamentais. Os contribuintes atuantes em Mato Grosso que permanecerem ignorando a regularização espontânea de passivos estarão submetidos às instâncias coercitivas de cobrança de ofício. A recusa na readequação e quitação de divergências nos recolhimentos resultará na aplicação automática de auditorias fiscais agressivas, convertendo a abordagem orientativa atual na deflagração iminente de multas e pesadas penalidades previstas em lei.

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Obras de viaduto fecham Avenida Miguel Sutil neste fim de semana

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interdição Avenida Miguel Sutil

Lançamento de vigas exige maquinário pesado na pista e bloqueia trecho em frente à Todimo Lar Center a partir da manhã de sábado (13)

As obras de construção do novo viaduto interrompem de forma integral o trânsito de veículos na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, neste sábado (13) e domingo (14). A interdição ocorre no trecho posicionado em frente à Todimo Lar Center para a execução do lançamento das vigas de sustentação da estrutura elevada.

A suspensão do fluxo atende a critérios técnicos de segurança viária e ocupação de espaço físico. O posicionamento do maquinário sobre as faixas de rolamento viabiliza o avanço estrutural da obra, etapa mandatória para o início da pavimentação das pistas superiores que atenderão os condutores após a inauguração do complexo viário.

Operação de guindastes e logística de bloqueio

A intervenção na Avenida Miguel Sutil demanda a utilização de guindastes de grande porte. O dimensionamento destes equipamentos exige a ocupação total da largura da via para garantir a estabilidade durante o içamento das vigas de concreto. A presença do maquinário pesado no traçado principal anula qualquer margem de segurança para a manutenção do tráfego compartilhado, forçando o isolamento físico de 100% do perímetro em frente à Todimo Lar Center.

O cronograma operacional estabelece o início do bloqueio para as primeiras horas da manhã de sábado (13). As equipes de engenharia projetam a manutenção do isolamento da área de forma contínua durante todo o final de semana. A previsão máxima para a remoção das barreiras e do maquinário estende-se até a noite de domingo (14).

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) adota um protocolo de flexibilidade temporal vinculado à eficiência da execução técnica. O planejamento prevê a liberação imediata do tráfego na Avenida Miguel Sutil caso os serviços de fixação das vigas atinjam a conclusão antes do teto estipulado no cronograma oficial. A medida busca reduzir o tempo de impacto na mobilidade da capital.

Rotas de desvio para o Centro e Rodoviária

O rompimento temporário da artéria viária obriga a adoção de rotas alternativas para a absorção do volume de veículos. A engenharia de tráfego divide o fluxo em dois sistemas distintos de desvio. Os motoristas com destino à Rodoviária de Cuiabá e à região do Centro utilizam a própria infraestrutura em construção para contornar o bloqueio dos guindastes.

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Nesta rota, o condutor acessa o novo elevado edificado no local da intervenção. O desvio direciona os veículos para a pista posicionada à esquerda, permitindo a passagem em desnível sobre o canteiro de obras e a área de içamento das vigas. A manobra elimina o contato físico do trânsito leve com a área de risco.

A transposição pelo elevado configura um desvio de curta extensão. O retorno das faixas temporárias para o traçado original da Avenida Miguel Sutil ocorre poucos metros à frente do bloqueio principal. O ponto de convergência e reingresso na pista definitiva fica localizado nas proximidades do supermercado Comper, a partir de onde o motorista retoma o fluxo habitual em direção ao Centro da capital.

Trajeto alternativo para o sentido Coxipó

Os condutores que trafegam na direção oposta, com destino à região do Coxipó, enfrentam um desvio que penetra na malha viária dos bairros adjacentes. A impossibilidade de transpor a área da Todimo Lar Center pelo traçado original exige a execução de conversões sucessivas em vias de menor capacidade de escoamento.

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O primeiro passo da rota alternativa obriga o motorista a acessar a Rua Estrela do Norte. Esta via corre de forma paralela à Avenida Miguel Sutil e funciona como o canal inicial de absorção do tráfego desviado. A progressão pelo bairro exige atenção à sinalização provisória que coordena o fluxo redirecionado da via expressa.

Após o trânsito pela Rua Estrela do Norte, o condutor realiza uma conversão à direita para ingressar na Rua Desembargador Trigo de Loureiro. O trajeto por esta rua transversal deságua na Avenida do CPA. A retomada do curso original exige a utilização do retorno viário situado em frente à Decorliz Lar Center. Cumprida esta sequência de manobras, o veículo acessa novamente a Avenida Miguel Sutil no sentido Coxipó.

Integração tecnológica e orientação aos condutores

O volume histórico de tráfego da Avenida Miguel Sutil projeta um aumento na densidade de veículos nas vias secundárias utilizadas como desvio. A Sinfra-MT orienta os condutores a realizarem o planejamento antecipado dos deslocamentos durante os dias 13 e 14. O acréscimo no tempo de viagem compõe a dinâmica natural da intervenção viária desta escala.

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A mitigação dos impactos no trânsito urbano conta com o suporte de plataformas digitais de mobilidade. Uma parceria estabelecida entre a administração estadual e o aplicativo Waze assegura a atualização em tempo real das condições de trafegabilidade na região da obra.

O sistema de navegação recebe as coordenadas exatas dos bloqueios físicos na Avenida Miguel Sutil. A integração de dados sinaliza a interdição na tela dos usuários e automatiza o recálculo de rotas. A ferramenta indica os acessos corretos para a pista do novo elevado ou para a Rua Estrela do Norte, reduzindo o risco de retenções causadas por motoristas desorientados nas imediações do canteiro de obras.

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Como funciona a interdição O planejamento de execução para o lançamento das vigas envolve a ocupação da Avenida Miguel Sutil e a ativação simultânea de duas rotas de desvio:

  • Período de bloqueio: Início nas primeiras horas da manhã de sábado (13) até a noite de domingo (14).

  • Local exato: Trecho em frente à Todimo Lar Center, em Cuiabá.

  • Causa técnica: Posicionamento de guindastes de grande porte na pista.

  • Desvio (Sentido Centro): Acesso à pista esquerda do novo elevado, com retorno à Miguel Sutil na altura do Comper.

  • Desvio (Sentido Coxipó): Entrada na Rua Estrela do Norte, conversão à direita na Rua Desembargador Trigo de Loureiro, chegada à Avenida do CPA e retorno na Decorliz Lar Center.

 

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