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POLÍCIA

Delegada-geral destaca fortalecimento da Polícia Civil e avanço no combate às facções criminosas em MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso recebeu investimentos expressivos ao longo dos últimos sete anos, garantindo melhores estruturas, mais valorização dos servidores, reforço no efetivo e o aprimoramento das ações de inteligência, resultando no fortalecimento da instituição e na melhoria de indicadores criminais.

À frente da instituição desde 2023, a delegada-geral, Daniela Silveira Maidel, ressalta as principais ações desenvolvidas pela instituição, os resultados alcançados no combate à criminalidade e os desafios enfrentados na área da segurança pública.

Confira a entrevista abaixo:

Quais foram os desafios encontrados quando a senhora assumiu a gestão da Polícia Civil?

Assumimos a gestão em 2023 com o desafio de fortalecer a estrutura da Polícia Civil, valorizar os servidores e ampliar a capacidade de resposta da instituição em um estado de dimensão continental como Mato Grosso – um trabalho exigiu planejamento, diálogo e decisões firmes desde o início.

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Na época, os principais desafios foram recompor e fortalecer o efetivo, e conseguimos o reforço de 46 delegados, 384 investigadores e 290 escrivães, além de continuar a modernização da investigação, ampliar a presença da Polícia Civil no interior e promover um intenso combate às facções, aos crimes violentos e a violência contra grupos vulneráveis.

Agora, o grande desafio é acompanhar a evolução da criminalidade com uma polícia cada vez mais técnica, moderna e eficiente. Para isso, temos investido em inteligência, tecnologia, capacitação, integração entre unidades e fortalecimento das delegacias no interior.

Quais foram os avanços da Polícia Civil ao longo dos últimos anos?

A Polícia Civil conquistou muitos avanços nos últimos sete anos, mas, especialmente nesses três anos e 6 meses de gestão, avançamos muito na valorização profissional, na melhoria das condições de trabalho, na capacitação de servidores e na modernização das ferramentas utilizadas na atividade policial. Também buscamos uma gestão mais próxima, ouvindo as demandas das unidades e dos profissionais. Despertamos o sentimento de pertencimento.

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A população também passou a contar com uma Polícia Civil mais estruturada, mais integrada e mais presente. Houve avanço no atendimento digital, na qualificação das investigações, na ampliação de operações e no atendimento mais humanizado, especialmente às vítimas de violência doméstica.

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Vejo esses avanços como resultado de planejamento e compromisso institucional. Os investimentos em tecnologia, estrutura, viaturas, equipamentos, especialmente na capacitação e inteligência trouxeram mais eficiência à investigação e melhores respostas à sociedade.

O que a senhora considera que deixará como legado à Polícia Civil desse período em que está na gestão?

Acredito que o principal legado é uma instituição mais estruturada, mais valorizada e mais consciente do seu papel estratégico na segurança pública. Uma Polícia Civil que investiga com técnica, atua com firmeza e mantém o compromisso com a sociedade.

Ao longo dos anos a Polícia Civil vem aumentando gradativamente o número de operações e o volume de prisões, apreensões e outras medidas cautelares. Qual foi a metodologia adotada pela Polícia Civil para garantir mais eficiência em todo o Estado de Mato Grosso?

Adotamos uma metodologia baseada em planejamento, inteligência policial, análise de dados e integração entre as unidades. As operações passaram a ser construídas com foco em alvos prioritários, repressão qualificada e enfraquecimento das estruturas criminosas, promovendo especialmente na asfixia financeira. Tudo isso fortalece a investigação e permite uma resposta mais rápida e precisa.

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E como a senhora avalia a atuação da Polícia Civil no enfrentamento às facções criminosas?

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A Polícia Civil tem atuado de forma firme, técnica e estratégica. O enfrentamento à criminalidade não se limita às prisões; também buscamos descapitalizar as facções, bloquear valores, apreender bens e enfraquecer financeiramente essas organizações.

Como quanto ao combate aos crimes informáticos praticados por meio eletrônico?

Temos ampliado a atuação nessa área com capacitação, ferramentas tecnológicas e unidades preparadas para investigar crimes praticados no ambiente virtual. É uma criminalidade dinâmica, que exige atualização constante e resposta técnica.

A Polícia Civil está preparada para dar uma resposta à sociedade no combate à criminalidade?

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Sim. A Polícia Civil está cada vez mais preparada, com servidores capacitados, investimento em tecnologia, atuação integrada e foco na investigação qualificada. Evidentemente, os desafios são permanentes, mas a instituição tem demonstrado capacidade de resposta.

Há um anseio geral da sociedade no combate aos crimes de violência praticada em razão do gênero, especialmente dos feminicídios. Como a Polícia Civil tem contribuído nesse combate?

Esse é um tema tratado como prioridade. A Polícia Civil atua na repressão, na investigação qualificada, no atendimento humanizado às vítimas e na integração com a rede de proteção.

Qual o planejamento da Polícia Civil para os próximos meses deste ano?

Nosso planejamento é continuar fortalecendo a presença da Polícia Civil em todo o Estado, com foco na investigação qualificada, no combate às organizações criminosas, na redução dos crimes violentos e na melhoria do atendimento à população. Também seguimos investindo em tecnologia, capacitação e integração entre as unidades.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil prende suspeita de receber dinheiro de roubo em Jangada

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Ação conjunta localizou mulher beneficiária de transferência após criminosos manterem casal refém por quatro horas no interior de Mato Grosso

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na sexta-feira (26), uma mulher suspeita de receber valores extorquidos durante um roubo a uma propriedade rural na comunidade Tira Barro, no município de Jangada. A ação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Rosário Oeste em conjunto com a Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande.

A prisão ocorre após dois criminosos armados invadirem a residência na madrugada, mantendo um casal de moradores sob seu poder por cerca de quatro horas. O caso ilustra o uso do rastreamento financeiro imediato para descapitalizar e identificar células de apoio, mesmo quando os executores diretos ainda não foram capturados.

Agressões e extorsão de R$ 46 mil

Durante o assalto, as vítimas “foram agredidas e obrigadas a fornecer senhas bancárias”, segundo a Polícia Civil. O casal permaneceu sob coerção para realizar as transferências eletrônicas exigidas pelos invasores.

O levantamento da investigação indica que a dupla exigiu três repasses fracionados. Foi efetuada “uma TED no valor de R$ 20 mil para a conta de uma mulher”. Em seguida, os criminosos forçaram as vítimas a realizarem “dois PIX, nos valores de R$ 15,5 mil e R$ 10,5 mil, para outro favorecido”. Ao todo, as transferências totalizaram R$ 46 mil subtraídos.

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Além dos valores extorquidos eletronicamente, os assaltantes roubaram uma caminhonete Mitsubishi L200, aparelhos celulares e os documentos pessoais dos moradores.

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Prisão em flagrante e rastreio

As diligências para identificar os beneficiários das contas bancárias começaram assim que a unidade de Rosário Oeste registrou a ocorrência do assalto.

Com o apoio operacional da delegacia de Várzea Grande, os investigadores localizaram a titular da conta que recebeu a TED de R$ 20 mil. A mulher foi conduzida à delegacia, interrogada formalmente e autuada em flagrante pelo crime de roubo. Após o procedimento, ela foi “posteriormente colocada à disposição da Justiça”.

Desdobramentos da investigação

A operação para capturar os dois homens que invadiram a casa e identificar o segundo favorecido das transferências continua.

A instituição reforça que o “rápido compartilhamento de informações entre as unidades policiais foi fundamental para a identificação da receptadora” e para a continuidade do inquérito. O objetivo do trabalho integrado é “responsabilizar todos os integrantes da associação criminosa”.

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Glossário do Texto

  • TED e PIX: Sistemas de transferência financeira do Banco Central. Por possuírem rastreabilidade digital, permitem que a polícia identifique o CPF/CNPJ de quem recebe os valores extorquidos, facilitando a prisão de intermediários.

  • Prisão em flagrante: Captura legal de um suspeito que acaba de cometer um crime ou é encontrado logo em seguida com indícios (como o dinheiro roubado na conta) que presumam ser ele autor do delito.

  • Associação criminosa: Delito caracterizado pela união de três ou mais pessoas com o fim específico de cometer crimes (como os executores do roubo articulados com os recebedores das transferências).

 

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