Pesquisar
Close this search box.

POLÍCIA

Polícia Civil mira grupo investigado por sextorsão contra influenciadora digital em Mato Grosso

Publicado em

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16.6), a Operação Falso 9, para cumprimento de ordens judiciais contra investigados por extorsão na modalidade conhecida como “sextorsão” praticados contra uma influenciadora digital do interior de Mato Grosso.

Na operação são cumpridas cinco ordens judiciais, dentre eles, um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de quebra de sigilo telemático. Os mandados são cumpridos nos municípios de Juína e Castanheira.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), apontam que os suspeitos utilizavam identidades falsas em aplicativos de mensagens, se passando por um jogador de futebol famoso, para estabelecer contato com a vítima, uma influenciadora digital e modelo do interior do Estado.

Após conquistarem a confiança da vítima, os criminosos obtiveram imagens privadas e passaram a exigir dinheiro, chegando a cobrar R$ 20 mil para não divulgar o conteúdo. Sob intensa pressão psicológica, a vítima chegou a realizar uma transferência via Pix no valor de R$ 4 mil.

Leia Também:  Rotam prende mais dois homens envolvidos em roubo à propriedade rural em Cuiabá

Durante as investigações, foi possível identificar o principal responsável pelas extorsões, morador de Juína e outros possíveis envolvidos no município de Castanheira.

Advertisement

Com base nos elementos produzidos durante a investigação, que apontaram a atuação coordenada dos suspeitos na prática do crime de extorsão, o delegado da DRCI, Guilherme Campomar da Rocha, representou pelas ordens judiciais, que foram deferidas pela Justiça. “A operação tem como objetivo reunir novos elementos de prova, interromper a prática criminosa e evitar a revitimização da vítima”, disse o delegado.

As investigações prosseguem para elucidação de todos os fatos e a identificação de outros possíveis vítimas e envolvidos.

Nome da operação

O nome da operação “Falso 9” faz referência ao principal artifício empregado pelos criminosos, que se passavam por um jogador de futebol para criar um vínculo de confiança com a vítima e, posteriormente, praticar a extorsão mediante ameaça de divulgação de imagens íntimas.

Operação Pharus

Advertisement

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, para combate à atuação de grupos criminosos envolvidos em diferentes crimes em todo estado.

Leia Também:  Polícia Militar conduz cinco faccionados e apreende duas armas de fogo em Cáceres

Fonte: Policia Civil MT – MT

DESTAQUE

Polícia desarticula esquema de sextorsão contra influenciadora

Published

on

operacao falso 9

Operação cumpre mandados em Juína e Castanheira após grupo criminoso exigir R$ 20 mil usando perfil falso de jogador de futebol

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta terça-feira (16) a Operação Falso 9 para cumprir cinco ordens judiciais contra um grupo investigado por chantagear uma influenciadora digital do interior do estado. A ação desarticula um esquema no qual criminosos utilizaram identidades falsas em aplicativos de mensagens para obter imagens íntimas da vítima e, posteriormente, cobrar dinheiro para não vazar o material na internet.

As apurações apontam que a rede criminosa elaborou um perfil se passando por um jogador de futebol famoso, estabelecendo contato direto com a vítima, que também atua como modelo. Sob o peso de intensa pressão psicológica descrita no boletim de ocorrência institucional, a influenciadora chegou a realizar uma transferência bancária eletrônica via Pix no valor de R$ 4 mil, cedendo parcialmente à cobrança imposta pelos suspeitos para evitar a exposição pública.

Segundo o texto oficial divulgado pela Assessoria da Polícia Civil-MT, a ofensiva policial foca no cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra o principal responsável pelas extorsões, morador do município de Juína. As diligências se estendem ao município vizinho de Castanheira, onde as equipes policiais buscam localizar outros possíveis envolvidos na prática delitiva coordenada.

A engenharia social e o crime de “sextorsão”

O inquérito, conduzido pelos agentes da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), mapeou a modalidade criminosa enquadrada tecnicamente como “sextorsão”. A prática consiste na extorsão financeira mediante a ameaça contínua de divulgação de imagens ou vídeos privados de teor íntimo. O documento da Polícia Civil-MT relata que os suspeitos criaram uma narrativa fictícia para conquistar a confiança da vítima antes de iniciar as exigências financeiras.

Advertisement

O nome atribuído à operação, “Falso 9”, faz referência direta ao principal artifício empregado pelos extorsionários durante a fase de aproximação. Ao se passarem por um suposto “jogador de futebol famoso”, os suspeitos forjaram um vínculo de segurança e intimidade, o que facilitou o acesso ao conteúdo restrito da modelo.

Leia Também:  Polícia Civil resgata homem submetido a tortura por facção e impede execução em Juína

Uma vez com as imagens privadas sob o controle do grupo, a abordagem mudou de tom. A quadrilha passou a fazer ameaças incisivas, chegando a cobrar o montante total de R$ 20 mil para assegurar que o conteúdo não fosse compartilhado ou vendido. A Polícia Civil destaca que a extorsão gerou um cenário de coação que resultou no pagamento inicial de R$ 4 mil.

O detalhamento processual e os mandados judiciais

A Justiça de Mato Grosso deferiu integralmente as representações formuladas pela autoridade policial, baseadas nos indícios de autoria e materialidade coletados na fase sigilosa da investigação. O delegado da DRCI, Guilherme Campomar da Rocha, estruturou o pedido demonstrando a atuação coordenada dos suspeitos sediados nas regiões de Juína e Castanheira.

Das cinco ordens judiciais executadas pelas equipes especializadas até o fechamento da matéria, a tipologia se divide em três frentes de atuação para descapitalizar e desarticular a quadrilha. A primeira concentra-se na restrição de liberdade, efetivada pelo mandado de prisão preventiva contra o alvo principal.

Simultaneamente, os policiais cumprem dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. O objetivo destas incursões físicas é recolher dispositivos eletrônicos, mídias de armazenamento e anotações. A terceira frente processual abrange a execução de dois mandados de quebra de sigilo telemático, essenciais para o rastreamento do fluxo de mensagens, do perfil “Falso 9” e do destino final da transferência via Pix realizada pela modelo.

Advertisement

“A operação tem como objetivo reunir novos elementos de prova, interromper a prática criminosa e evitar a revitimização da vítima”, afirmou o delegado Guilherme Campomar da Rocha no documento oficial. A declaração reforça o protocolo de segurança adotado para blindar a identidade da influenciadora, cujas iniciais e nome foram integralmente omitidos nos autos divulgados para preservar sua imagem.

Leia Também:  Polícia Civil prende homem que foi condenado a 53 anos de prisão por estuprar e engravidar enteada

Conexão com a Operação Pharus e próximos passos

De acordo com o material da Polícia Civil-MT, a ofensiva deflagrada nesta terça-feira (16) integra um escopo maior do planejamento estratégico traçado para o ano de 2026.

Essa diretriz macro é classificada sob o escopo da “Operação Pharus”, uma força-tarefa contínua focada no combate rigoroso à atuação de grupos criminosos organizados que operam em diferentes modalidades delitivas em todo o território mato-grossense. O alinhamento da ação da DRCI com a Operação Pharus indica uma padronização na repressão a crimes de base tecnológica que geram lucro ilícito imediato.

Os investigadores prosseguem com o escrutínio dos materiais apreendidos em Juína e Castanheira. A extração de dados telemáticos autorizada pela Justiça busca a elucidação de todos os fatos que envolvem a extorsão de R$ 20 mil. As autoridades policiais informam que a análise do histórico de conversas e das contas bancárias utilizadas para o recebimento do Pix tem a finalidade de mapear a estrutura completa do grupo e viabilizar a identificação de outras possíveis vítimas que tenham caído no mesmo golpe do falso jogador de futebol em Mato Grosso.

 

Advertisement

Leia também:

PSA do Pantanal nasce na Assembleia com régua feita, aplicada e auditada pelo próprio agro

Cocalinho reserva R$ 1,6 milhão para eventos em 2026 e mantém calote de R$ 2,1 milhões na previdência

Plano cancelado no meio do tratamento? STJ diz que operadora tem de manter a cobertura

A PEC da hora trabalhada e o que ela tira do trabalhador que a escala 5×2 protege

Advertisement

EXCLUSIVO: ex-assessor acusa deputado Dr. João de confiscar salários e manter funcionários fantasmas;VÍDEO

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA