POLÍCIA
Polícia Civil mira liderança de facção criminosa que articulava controle de bairros em Cuiabá
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (5.5), a Operação Roleta Russa para cumprir 12 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos com tráfico de drogas, extorsão e outros crimes na cidade de Cuiabá.
Na operação, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão domiciliar, além do sequestro de um veículo e do bloqueio de valores no limite de R$ 10 milhões nas contas dos investigados. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.
A investigação, conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), tem como alvo principal uma liderança de uma facção criminosa, que atualmente se encontra preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).
O faccionado, que cumpre pena em regime fechado, atingiu os requisitos para progressão ao regime semiaberto no último dia 1º de maio. O novo mandado de prisão tem como objetivo impedir a progressão de regime e mantê-lo custodiado.
O segundo alvo dos mandados de prisão é o primo do investigado, que está em liberdade e é apontado como braço direito no cometimento dos crimes e na tentativa de domínio de territórios.
Atuação no crime
As investigações apontaram que o suspeito, mesmo preso, utilizava sua posição hierárquica na facção para controlar atividades criminosas e tentar exercer domínio em bairros da cidade de Cuiabá, como o Planalto e o Altos da Serra.
De dentro da unidade prisional, ele emanava ordens buscando a liderança do tráfico de drogas, das extorsões e de outras atividades criminosas em áreas designadas, em benefício próprio e da facção. Também atuava na negociação do tráfico de drogas com emissários da Bolívia e no controle dos lucros obtidos com as vendas em Cuiabá. O primo executava esses comandos de fora da cadeia.
Lavagem de dinheiro
As investigações apontam que os alvos movimentaram mais de R$ 20 milhões em três anos, em favor da facção criminosa e dos familiares do conselheiro, sendo ele também o responsável por liderar a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio adquirido com os crimes praticados, com o auxílio da esposa e de um primo.
A esposa, apesar de não possuir profissão ou renda fixa, mantinha uma vida confortável, com casa própria, bens de alto valor e um veículo de luxo, que será objeto de sequestro.
Com base nos elementos apurados, o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas representou pelas medidas judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça. Além das prisões, foram autorizados mandados de busca domiciliar na residência da esposa do conselheiro da facção e em outros dois endereços de pessoas ligadas a ele.
Outras medidas autorizadas pela Justiça incluem o sequestro de um veículo de luxo ocultado e utilizado pela esposa do faccionado, bem como o bloqueio de seis contas bancárias utilizadas na lavagem de dinheiro. Entre as contas bloqueadas está a de uma advogada que já foi alvo da Operação Apito Final, também deflagrada pela GCCO.
Operação Pharus
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
DESTAQUE
Polícia detém seis suspeitos por execução motivada por disputa de facção em Cáceres
Grupo armado invadiu residência para interrogar vítima; operação apreendeu arma, munições e veículo roubado na capital.
Seis pessoas, incluindo três adolescentes, foram detidas nesta segunda-feira (4) em Cáceres, suspeitas de assassinar a tiros Max Rafael Gonçalves da Silva na madrugada do mesmo dia. O crime ocorreu no bairro Lobo Residencial Universitário, logo após a vítima ser submetida a um interrogatório coercitivo sobre o paradeiro de integrantes de uma organização criminosa rival.
O episódio expõe a dinâmica de conflitos diretos por controle de informações no interior do estado. A mobilização tática que se seguiu ao homicídio resultou na desarticulação do grupo, no recolhimento do armamento utilizado e na recuperação de um automóvel produto de roubo em Cuiabá.
Dinâmica do crime
O registro oficial indica que a sequência de eventos começou quando uma testemunha foi abordada em praça pública por dois homens armados. Sob ameaça, a testemunha foi forçada a levar os criminosos até a vítima e, posteriormente, conduzi-la para o interior de uma residência.
Dentro do imóvel, os invasores “passaram a exigir informações da vítima sobre possíveis integrantes de uma facção criminosa”. Durante o interrogatório, outros indivíduos chegaram em um veículo e ingressaram na casa para integrar a ação. Um dos envolvidos efetuou os disparos contra Max Rafael. Equipes do Corpo de Bombeiros atestaram o óbito no próprio local.
A testemunha abordada inicialmente na praça acabou detida e levada à delegacia sob suspeita de participação no esquema criminoso.
Captura e apreensões
O rastreamento tático pós-crime localizou a base temporária do grupo no bairro Jardim Lucélia. Os policiais identificaram no endereço o veículo utilizado no homicídio. O carro apresentava adulterações e constava no sistema como roubado no município de Cuiabá.
Durante a aproximação das viaturas, os ocupantes da casa tentaram fugir pulando os muros, mas foram interceptados em imóveis vizinhos. Um sexto integrante da quadrilha foi localizado horas depois na região central da cidade. Ele carregava um revólver e munições.
Desdobramentos
As ações de patrulhamento tático e ostensivo que resultaram nas prisões integram a Operação Tolerância Zero. A força-tarefa envolveu efetivos da inteligência, 6º Comando Regional, Força Tática, Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam).
Além da arma e do veículo, os militares recolheram cinco aparelhos celulares, material que foi entregue às autoridades investigativas para registro da ocorrência.
Canais para denúncias anônimas envolvendo o crime organizado seguem disponíveis pelos números 190 ou 0800-065-3939.
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