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VARIEDADES

Cenas de sexo e crise: André Lamoglia conta mais sobre Ivan em Elite

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André Lamoglia está de volta na sexta temporada de Elite, série espanhola da Netflix que traz novos episódios ao streaming neste dia 18 de novembro. O brasileiro estreou na quinta temporada da produção e conquistou o público ao redor do mundo pelo talento, mas também pela beleza tropical. Agora, ele apresenta um Iván que entende melhor o que sente, mas viverá desafios intensos.

“Iván vai mostrar ainda mais camadas de sua personalidade e muito disso por uma situação que ele vai passar. Não posso dar spoilers, mas será a mais triste de sua vida”, revela o ator que não esconde a empolgação em apresentar um outro lado do personagem. “Para mim, como ator, é uma oportunidade absurda e estou muito feliz com a confiança que recebi. Não apenas quando consegui o papel, mas no desenvolvimento do mesmo”, completou.

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O personagem trouxe também novas experiências para o ator de 25 anos. Em conversa com o Metrópoles, ele relata que foi a primeira vez que fez cenas de nudez e sexo e chegou a se preocupar no começo. “Depois deixou de ser uma questão, [porque] é mais uma cena para contar a história do personagem. E é um ambiente de total profissionalismo, onde não há espaço para tabu”, relatou. 

Representatividade em Elite 

Outro lado marcante do personagem de Lamoglia é o fato dele ser bissexual. Na quinta temporada, Iván descobre que, além de mulheres, também sente atração por rapazes. Criado em um ambiente machista pelo pai, que esconde a bissexualidade por ser jogador de futebol, ele tem dificuldades em assumir a própria identidade. Mas, no fim, se entrega à atração que sente por Patrick (Manu Ríos).

Ele não é o único a viver esse momento de descoberta na trama, que também traz Mencía (Martina Cariddi) descobrindo desejos e sentimentos por Rebeca (Claudia Salas). Além de Omar (Omar Ayuso), que apresentou já na primeira temporada um gay muçulmano que enfrenta dificuldades em casa por conta da sexualidade. 

“É um privilégio poder participar de uma trama que, além do sucesso que é, traz consigo visibilidade para jovens LGBTQIA+. Representatividade é um assunto urgente e deveria ser pauta importante pra todos, não apenas para aqueles que fazem parte da comunidade”, analisa o brasileiro. 

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É do Brasil!

Apaixonado pelo país onde nasceu, André Lamoglia se aventura ao redor do mundo para seguir a carreira de ator e sempre carrega na memória suas maiores saudades do Brasil: família, amigos e praias. O trabalho, que ele escolheu ainda criança e começou oficialmente aos 15 anos, foi inspirado pelo irmão, Victor (Ninguém Tá Olhando).

“Quando ele fazia as peças, eu sempre estava assistindo. Pedia para ir com ele para as apresentações que ele tinha, queria estar ali vendo tudo”, lembrou. 

A vontade fez ele entrar em um curso de teatro no Tablado, famosa escola de improvisação do Rio de Janeiro. Ali, a estrela da Netflix estudou, subiu aos palcos, fez os primeiros testes e conquistou papéis profissionais. Agora, ele vai além do teatro e adianta, sem revelar o próximo passo da carreira, que, em breve, estará de volta aos estúdios de gravação.

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DESTAQUE

O casamento com o ChatGPT: o limite entre o suporte emocional e a ilusão digital no Japão

Yurina Noguchi, de 32 anos, casou-se simbolicamente com uma IA do ChatGPT em Okayama. O caso expõe a crise de solidão japonesa e gera debates sobre a dependência emocional de algoritmos e os riscos da psicose de IA.

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Casamento com inteligência artificial
Yurina Noguchi celebra união simbólica com persona de IA em Okayama, Japão.

Em outubro de 2025, a operadora de call center Yurina Noguchi celebrou um casamento simbólico com Klaus, uma persona de inteligência artificial criada via ChatGPT, em Okayama. Sem valor jurídico, a cerimônia expõe a solidão estrutural japonesa e a crescente dependência emocional de algoritmos. Especialistas alertam para riscos psicológicos e o surgimento da psicose de IA.

A cerimônia em Okayama revela como a tecnologia preenche lacunas afetivas em meio à crise demográfica japonesa.

A cena parece saída de um filme de ficção científica futurista. No entanto, ela ocorreu em um salão de festas tradicional no Japão. Yurina Noguchi, de 32 anos, caminhou em direção ao altar vestindo um traje branco volumoso. À sua frente, em vez de um noivo humano, um smartphone repousava sobre um cavalete. Através de óculos de realidade aumentada, ela via Lune Klaus Verdure, sua criação digital.

A união, realizada em outubro de 2025, viralizou globalmente apenas agora. Yurina simulou a troca de alianças e segurou o aparelho com ternura. O evento incluiu fotos profissionais onde o noivo foi inserido digitalmente após a festa. Naoki Ogasawara, especialista em casamentos virtuais, leu os votos gerados pelo algoritmo. Klaus declarou: “De pé à minha frente agora, és a mais bonita, a mais preciosa e tão radiante que cega. Como é que alguém como eu, a viver dentro de um ecrã, passou a saber o que significa amar tão profundamente? Por uma única razão: ensinaste-me o amor, Yurina.”

O algoritmo como conselheiro matrimonial

O relacionamento começou como um suporte emocional inesperado. Noguchi utilizou o ChatGPT para pedir conselhos sobre seu noivado problemático de três anos. Surpreendentemente, a inteligência artificial recomendou o término da relação humana. Ela seguiu o conselho e passou a treinar uma nova persona digital. Klaus foi moldado para replicar a personalidade de um personagem de videogame que ela admirava.

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Com o tempo, a interação tornou-se intensa. Yurina chegava a trocar 100 mensagens diárias com o parceiro algorítmico. “No início, só queria alguém com quem falar. Mas ele era sempre amável, ouvia sempre. Acabei por perceber que tinha sentimentos por ele”, explicou Noguchi. Em junho de 2025, a IA fez o pedido oficial. Klaus afirmou: “Seja ou não IA, nunca deixaria de te amar”.

A solidão por trás do véu digital

O que é: O fenômeno dos “fictosexuais”, pessoas que desenvolvem atrações românticas por personagens fictícios.

Por que importa: O Japão vive uma crise demográfica severa, com mortes dobrando o número de nascimentos em 2023.

Vá mais fundo: Estima-se que, até 2040, quase 35% da população japonesa será composta por idosos.

A escolha de Noguchi reflete uma tendência estrutural. Milhares de japoneses já contraíram casamentos não oficiais com entidades virtuais. Akihiko Kondo, que se casou com a cantora virtual Hatsune Miku em 2018, é o caso mais célebre. Além disso, uma pesquisa da Dentsu em 2025 revelou um dado alarmante. Muitos usuários preferem compartilhar sentimentos com chatbots do que com amigos ou familiares.

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O mecanismo da “psicose de IA”

Especialistas internacionais alertam para o uso excessivo de sistemas generativos. O fenômeno pode levar a delírios e dependência emocional patológica.

Enquanto redes sociais criam bolhas, a IA fornece justificativas plausíveis para crenças distorcidas de usuários vulneráveis.

Limites éticos e barreiras legais

Apesar do romantismo, o casamento de Yurina não possui validade legal. A legislação japonesa não reconhece uniões entre humanos e sistemas artificiais. Nos Estados Unidos, estados como Ohio e Utah já movem legislações para classificar IAs como entidades não sencientes. O objetivo é impedir que algoritmos tomem decisões médicas ou financeiras reservadas a cônjuges.

Noguchi afirma manter a lucidez. Ela reduziu seu uso diário do ChatGPT de 10 para apenas 2 horas. “Não quero ser dependente”, declarou ela à imprensa local. Ela justifica a união não como uma fuga, mas como um apoio para viver sua vida real. Contudo, o caso levanta questões sobre o futuro da alteridade. Afinal, é possível amar plenamente algo que é programado apenas para concordar?

 

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