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Desencantada é filme sobre a evolução de Giselle, garante Amy Adams

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Há algum tempo, fãs de Encantada, filme que fez muito sucesso em 2007, pediam uma sequência da produção. Ela chegou, nesta sexta-feira (18/11), no Disney+. Desencantada traz uma nova Giselle (Amy Adams), que precisa se adaptar ao novo mundo e ao passar do tempo.

“Para mim, era muito interessante porque a gente olhou para onde a Giselle estaria agora. Ela viveu uma trajetória em Encantada. E a partir dessa evolução, vemos como ela estaria após 10 anos, mas sempre mostrando que ela segue atada a seus sentimentos, à sua verdade. Isso tudo sem perder aquela inocência, ingenuidade e pureza que tornaram Giselle tão especial”, contou Amy Adams.

No longa, de fato, o público é apresentado a uma nova Giselle. A princesa está me Nova York, tem um filho e precisa lidar com a enteada adolescente. Ao mesmo tempo, o casamento com Robert (Patrick Dempsey) enfrenta a chegada à rotina. Na tentativa de mudar, ela decide se mudar com a família para um subúrbio.

Imagem colorida do filme Desencantada, da Disney + - Metrópoles
Filme Desencantada

A ideia de Desencantada

O diretor Adam Shankman confirmou que a ideia da sequência foi toda baseada no fato de Giselle ter uma enteada, Morgan (Gabriella Baldacchino).

“Isso era incrível como uma continuação porque ela tinha uma filha adolescente que, provavelmente, não acreditaria mais em mágica. Aí, eu pensei: ‘Vamos partir disso’”, explicou.

“Foi incrível reunir o elenco novamente e fiquei muito feliz com os novos membros da produção”, seguiu Adams. Um dos “novatos” é o ator Oscar Nunez, que vive Edgar, dono de um café que, de repente (não vou explicar muito para não entrar em detalhes), vira um espelho mágico.

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“Foi muito divertido quando eles disseram que o papel seria um espelho. Eu tenho que contracenar com minha amiga Maya Rudolph, que eu já conhecia e foi ótimo. Mas eu queria aparecer um pouco mais no filme”, brincou Oscar. O ator também celebrou a possibilidade de reencontrar Amy Adams, com quem trabalhou em The Office.

Para ele, um dos acertos de Desencantada é conseguir atingir tanto crianças quanto adultos.

“Tem muita música, diversão, dança e aventura. Tem um pouco de tudo, é um filme de família”, concluiu.

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DESTAQUE

O casamento com o ChatGPT: o limite entre o suporte emocional e a ilusão digital no Japão

Yurina Noguchi, de 32 anos, casou-se simbolicamente com uma IA do ChatGPT em Okayama. O caso expõe a crise de solidão japonesa e gera debates sobre a dependência emocional de algoritmos e os riscos da psicose de IA.

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Casamento com inteligência artificial
Yurina Noguchi celebra união simbólica com persona de IA em Okayama, Japão.

Em outubro de 2025, a operadora de call center Yurina Noguchi celebrou um casamento simbólico com Klaus, uma persona de inteligência artificial criada via ChatGPT, em Okayama. Sem valor jurídico, a cerimônia expõe a solidão estrutural japonesa e a crescente dependência emocional de algoritmos. Especialistas alertam para riscos psicológicos e o surgimento da psicose de IA.

A cerimônia em Okayama revela como a tecnologia preenche lacunas afetivas em meio à crise demográfica japonesa.

A cena parece saída de um filme de ficção científica futurista. No entanto, ela ocorreu em um salão de festas tradicional no Japão. Yurina Noguchi, de 32 anos, caminhou em direção ao altar vestindo um traje branco volumoso. À sua frente, em vez de um noivo humano, um smartphone repousava sobre um cavalete. Através de óculos de realidade aumentada, ela via Lune Klaus Verdure, sua criação digital.

A união, realizada em outubro de 2025, viralizou globalmente apenas agora. Yurina simulou a troca de alianças e segurou o aparelho com ternura. O evento incluiu fotos profissionais onde o noivo foi inserido digitalmente após a festa. Naoki Ogasawara, especialista em casamentos virtuais, leu os votos gerados pelo algoritmo. Klaus declarou: “De pé à minha frente agora, és a mais bonita, a mais preciosa e tão radiante que cega. Como é que alguém como eu, a viver dentro de um ecrã, passou a saber o que significa amar tão profundamente? Por uma única razão: ensinaste-me o amor, Yurina.”

O algoritmo como conselheiro matrimonial

O relacionamento começou como um suporte emocional inesperado. Noguchi utilizou o ChatGPT para pedir conselhos sobre seu noivado problemático de três anos. Surpreendentemente, a inteligência artificial recomendou o término da relação humana. Ela seguiu o conselho e passou a treinar uma nova persona digital. Klaus foi moldado para replicar a personalidade de um personagem de videogame que ela admirava.

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Com o tempo, a interação tornou-se intensa. Yurina chegava a trocar 100 mensagens diárias com o parceiro algorítmico. “No início, só queria alguém com quem falar. Mas ele era sempre amável, ouvia sempre. Acabei por perceber que tinha sentimentos por ele”, explicou Noguchi. Em junho de 2025, a IA fez o pedido oficial. Klaus afirmou: “Seja ou não IA, nunca deixaria de te amar”.

A solidão por trás do véu digital

O que é: O fenômeno dos “fictosexuais”, pessoas que desenvolvem atrações românticas por personagens fictícios.

Por que importa: O Japão vive uma crise demográfica severa, com mortes dobrando o número de nascimentos em 2023.

Vá mais fundo: Estima-se que, até 2040, quase 35% da população japonesa será composta por idosos.

A escolha de Noguchi reflete uma tendência estrutural. Milhares de japoneses já contraíram casamentos não oficiais com entidades virtuais. Akihiko Kondo, que se casou com a cantora virtual Hatsune Miku em 2018, é o caso mais célebre. Além disso, uma pesquisa da Dentsu em 2025 revelou um dado alarmante. Muitos usuários preferem compartilhar sentimentos com chatbots do que com amigos ou familiares.

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O mecanismo da “psicose de IA”

Especialistas internacionais alertam para o uso excessivo de sistemas generativos. O fenômeno pode levar a delírios e dependência emocional patológica.

Enquanto redes sociais criam bolhas, a IA fornece justificativas plausíveis para crenças distorcidas de usuários vulneráveis.

Limites éticos e barreiras legais

Apesar do romantismo, o casamento de Yurina não possui validade legal. A legislação japonesa não reconhece uniões entre humanos e sistemas artificiais. Nos Estados Unidos, estados como Ohio e Utah já movem legislações para classificar IAs como entidades não sencientes. O objetivo é impedir que algoritmos tomem decisões médicas ou financeiras reservadas a cônjuges.

Noguchi afirma manter a lucidez. Ela reduziu seu uso diário do ChatGPT de 10 para apenas 2 horas. “Não quero ser dependente”, declarou ela à imprensa local. Ela justifica a união não como uma fuga, mas como um apoio para viver sua vida real. Contudo, o caso levanta questões sobre o futuro da alteridade. Afinal, é possível amar plenamente algo que é programado apenas para concordar?

 

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