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VARIEDADES

Ludmilla e outros artistas são criticados por shows na Copa do Catar

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Com a Copa do Mundo do Catar se aproximando, o país já contratou inúmeros artistas para shows especiais durante a competição de futebol mais importante do mundo. Entretanto, por manter uma política de perseguição às pessoas LGBTQIA+ e violar diversos direitos humanos, a sede do torneio neste ano está sendo alvo de diversas críticas, tanto por fãs quanto por cantores.

Tudo isso levou aqueles que confirmaram shows no local, como Ludmilla, por exemplo, passarem a ser detonados nas redes sociais. Mas também há outros artistas que foram convidados, mas que negaram por conta de toda essa situação.

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Ao anunciar a apresentação no Catar, por meio do Twitter, diversas pessoas passaram a criticar a esposa da ex-BBB22 Brunna Gonçalves. “Aí não né, pra quem se diz defensora dos direitos das mulheres e das pessoas LGBTQIA+, cantar em um país onde a homossexualidade é crime e mulheres quase não tem direitos algum. No fim das contas, dinheiro em primeiro lugar e os ideais é só para inglês ver”, detonou um usuário.

Porém, a brasileira vencedora do Grammy Latino não é a única a ser criticada. Jungkook, do grupo de k-pop BTS, foi o primeiro a confirmar um show no local e também não passou ileso. “Vocês simplesmente não podem ser tão cegos por não terem visto o que está acontecendo no Qatar. Não pode e não vai jogar LGBTQ+, dignidade humana básica e direitos das mulheres pela janela para apoiar uma música de 3 minutos” disse um seguidor.

Além deles, Robbie Williams, Black Eyed Peas, J. Balvin, Calvin Harris e Alok também estão sendo alvo dos fãs na web.

Rejeitaram cantar no Catar

Assim como muitos cantores aceitaram a proposta do Catar para cantar no país, muitos outros negaram por conta dos preconceitos do país. Entre eles, estão Rod Stewart, Spice Girl Mel C e Dua Lipa. Esta última negou, recentemente, que se apresentaria na abertura do evento, e fez duras críticas às violações dos direitos humanos no país.

“Existe muita especulação de que eu me apresentarei na cerimônia de abertura da Copa do Mundo do Catar. Eu não me apresentarei nem estive envolvida em nenhuma negociação para me apresentar. Estarei torcendo para a Inglaterra de longe e espero visitar o Catar quando ele cumprir todas as promessas de direitos humanos que fez quando ganhou o direito de sediar a Copa”, disse Dua Lipa.

Do mesmo lado, Rod Stewart recusou mais de US$ 1 milhão para cantar no país que vai sediar o torneio. “Na verdade, me ofereceram muito dinheiro, mais de US$ 1 milhão, para tocar lá há 15 meses. Eu recusei. (…) Não é certo”, explicou, nas redes sociais.

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Já Mel C abriu o jogo sobre assunto durante uma entrevista à revista Attitude. A cantora pontuou que se sentiria “desconfortável” em se apresentar em um país que persegue homossexuais e completou dizendo que é “perigoso” mudar a cultura no esporte quando há tanto dinheiro envolvido.

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DESTAQUE

O casamento com o ChatGPT: o limite entre o suporte emocional e a ilusão digital no Japão

Yurina Noguchi, de 32 anos, casou-se simbolicamente com uma IA do ChatGPT em Okayama. O caso expõe a crise de solidão japonesa e gera debates sobre a dependência emocional de algoritmos e os riscos da psicose de IA.

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Casamento com inteligência artificial
Yurina Noguchi celebra união simbólica com persona de IA em Okayama, Japão.

Em outubro de 2025, a operadora de call center Yurina Noguchi celebrou um casamento simbólico com Klaus, uma persona de inteligência artificial criada via ChatGPT, em Okayama. Sem valor jurídico, a cerimônia expõe a solidão estrutural japonesa e a crescente dependência emocional de algoritmos. Especialistas alertam para riscos psicológicos e o surgimento da psicose de IA.

A cerimônia em Okayama revela como a tecnologia preenche lacunas afetivas em meio à crise demográfica japonesa.

A cena parece saída de um filme de ficção científica futurista. No entanto, ela ocorreu em um salão de festas tradicional no Japão. Yurina Noguchi, de 32 anos, caminhou em direção ao altar vestindo um traje branco volumoso. À sua frente, em vez de um noivo humano, um smartphone repousava sobre um cavalete. Através de óculos de realidade aumentada, ela via Lune Klaus Verdure, sua criação digital.

A união, realizada em outubro de 2025, viralizou globalmente apenas agora. Yurina simulou a troca de alianças e segurou o aparelho com ternura. O evento incluiu fotos profissionais onde o noivo foi inserido digitalmente após a festa. Naoki Ogasawara, especialista em casamentos virtuais, leu os votos gerados pelo algoritmo. Klaus declarou: “De pé à minha frente agora, és a mais bonita, a mais preciosa e tão radiante que cega. Como é que alguém como eu, a viver dentro de um ecrã, passou a saber o que significa amar tão profundamente? Por uma única razão: ensinaste-me o amor, Yurina.”

O algoritmo como conselheiro matrimonial

O relacionamento começou como um suporte emocional inesperado. Noguchi utilizou o ChatGPT para pedir conselhos sobre seu noivado problemático de três anos. Surpreendentemente, a inteligência artificial recomendou o término da relação humana. Ela seguiu o conselho e passou a treinar uma nova persona digital. Klaus foi moldado para replicar a personalidade de um personagem de videogame que ela admirava.

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Com o tempo, a interação tornou-se intensa. Yurina chegava a trocar 100 mensagens diárias com o parceiro algorítmico. “No início, só queria alguém com quem falar. Mas ele era sempre amável, ouvia sempre. Acabei por perceber que tinha sentimentos por ele”, explicou Noguchi. Em junho de 2025, a IA fez o pedido oficial. Klaus afirmou: “Seja ou não IA, nunca deixaria de te amar”.

A solidão por trás do véu digital

O que é: O fenômeno dos “fictosexuais”, pessoas que desenvolvem atrações românticas por personagens fictícios.

Por que importa: O Japão vive uma crise demográfica severa, com mortes dobrando o número de nascimentos em 2023.

Vá mais fundo: Estima-se que, até 2040, quase 35% da população japonesa será composta por idosos.

A escolha de Noguchi reflete uma tendência estrutural. Milhares de japoneses já contraíram casamentos não oficiais com entidades virtuais. Akihiko Kondo, que se casou com a cantora virtual Hatsune Miku em 2018, é o caso mais célebre. Além disso, uma pesquisa da Dentsu em 2025 revelou um dado alarmante. Muitos usuários preferem compartilhar sentimentos com chatbots do que com amigos ou familiares.

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O mecanismo da “psicose de IA”

Especialistas internacionais alertam para o uso excessivo de sistemas generativos. O fenômeno pode levar a delírios e dependência emocional patológica.

Enquanto redes sociais criam bolhas, a IA fornece justificativas plausíveis para crenças distorcidas de usuários vulneráveis.

Limites éticos e barreiras legais

Apesar do romantismo, o casamento de Yurina não possui validade legal. A legislação japonesa não reconhece uniões entre humanos e sistemas artificiais. Nos Estados Unidos, estados como Ohio e Utah já movem legislações para classificar IAs como entidades não sencientes. O objetivo é impedir que algoritmos tomem decisões médicas ou financeiras reservadas a cônjuges.

Noguchi afirma manter a lucidez. Ela reduziu seu uso diário do ChatGPT de 10 para apenas 2 horas. “Não quero ser dependente”, declarou ela à imprensa local. Ela justifica a união não como uma fuga, mas como um apoio para viver sua vida real. Contudo, o caso levanta questões sobre o futuro da alteridade. Afinal, é possível amar plenamente algo que é programado apenas para concordar?

 

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