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VARIEDADES

Sonia Abrão compara Gkay a Cássia Kis por suposto ataque de estrelismo

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Sonia Abrão detonou Gkay pelo suposto ataque de estrelismo durante as filmagens de Um Natal Cheio de Graça, da Netflix. A apresentadora repercutiu, no A Tarde É Sua desta sexta-feira (18/11), a notícia de que a influenciadora digital teria chegado a rasgar o próprio figurino ao ser contrariada no trabalho.

“Virou a Cássia Kis da Farofa”, ironizou Sonia Abrão, chamando a criadora de conteúdo de “criadora de caso” e comparando-a à atriz da Globo que tem tumultuado os bastidores da novela Travessia. “A batata da Gkay está assando, não é só a farofa não”, debochou a apresentadora da RedeTV!.

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Acusação de estrelismo

De acordo com o colunista Lucas Pasin, do Splash UOL, Gkay não gostava de ser contrariada pelas pessoas presentes nas filmagens, abusava dos atrasos e até chegou a rasgar o seu figurino e ameaçou ir embora após uma chamada de atenção. A influencer também foi acusada de ter uma atitude diferente na frente das câmeras.

Segundo o colunista, Gkay teria se atrasado cinco horas para a prova do figurino e uma pessoa do RH da produtora do filme teria acompanhado as filmagens para que excessos da influenciadora não virassem processos de assédio moral.

“Quando me chamaram para fazer o filme fiquei muito feliz, e ainda pensei: ‘A Gkay deve ser muito legal’. No primeiro dia já me avisaram: ‘Ninguém queria fazer o filme por ser com ela, e achei que você fosse desistir também’. Foi o meu primeiro contato com o medo que as pessoas têm dela, e que depois eu veria de perto”, relatou um profissional da produtora, que não quis se identificar.

A fonte de Pasin também falou sobre os atrasos. “Ela se atrasava para tudo, por horas, e deixava toda a equipe esperando. Atraso de cinco horas para uma prova de figurino, por exemplo. E nunca se desculpava, era como se todos estivessem na obrigação de esperá-la. Ninguém falava nada, já era comum que ela gritasse, e isso intimidava”, contou.

Ainda de acordo com Pasin, Sérgio Malheiros, que fez par romântico com Gkay na produção, reclamou com a produtora do filme “porque Gkay teria chegado reclamando que pegou sapinho na festa de Anitta. ‘Beijei não sei quantas bocas. Chupei não sei quantas rolas. E peguei sapinho. Vou passar para todo mundo’. Aquilo ali deixou todos assustados, estávamos no meio de uma pandemia”, disse um profissional.

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Após a situação, Gkay teria levado uma chamada de atenção e a reação não foi das melhores. “Ela rasgou o figurino, que tinha sido confeccionado para ela, e saiu chorando e gritando. Entrou no carro e falou que ia embora. Toda a equipe ficou esperando. Ela gritava que nós tínhamos vergonha dela, que a culpa era nossa. Tentou mudar a situação para sair de vítima”, falou a fonte, que acrescentou dizendo que a influencer voltou ao set pouco tempo depois dos acontecimentos.

O que diz Gkay

Metrópoles entrou em contato com as assessorias da Netflix e de Gkay. Em resposta, o streaming disse que não tem o que comentar sobre o assunto. Já a influenciadora preferiu “não falar sobre a nota publicada”. O espaço segue aberto.

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DESTAQUE

O casamento com o ChatGPT: o limite entre o suporte emocional e a ilusão digital no Japão

Yurina Noguchi, de 32 anos, casou-se simbolicamente com uma IA do ChatGPT em Okayama. O caso expõe a crise de solidão japonesa e gera debates sobre a dependência emocional de algoritmos e os riscos da psicose de IA.

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Casamento com inteligência artificial
Yurina Noguchi celebra união simbólica com persona de IA em Okayama, Japão.

Em outubro de 2025, a operadora de call center Yurina Noguchi celebrou um casamento simbólico com Klaus, uma persona de inteligência artificial criada via ChatGPT, em Okayama. Sem valor jurídico, a cerimônia expõe a solidão estrutural japonesa e a crescente dependência emocional de algoritmos. Especialistas alertam para riscos psicológicos e o surgimento da psicose de IA.

A cerimônia em Okayama revela como a tecnologia preenche lacunas afetivas em meio à crise demográfica japonesa.

A cena parece saída de um filme de ficção científica futurista. No entanto, ela ocorreu em um salão de festas tradicional no Japão. Yurina Noguchi, de 32 anos, caminhou em direção ao altar vestindo um traje branco volumoso. À sua frente, em vez de um noivo humano, um smartphone repousava sobre um cavalete. Através de óculos de realidade aumentada, ela via Lune Klaus Verdure, sua criação digital.

A união, realizada em outubro de 2025, viralizou globalmente apenas agora. Yurina simulou a troca de alianças e segurou o aparelho com ternura. O evento incluiu fotos profissionais onde o noivo foi inserido digitalmente após a festa. Naoki Ogasawara, especialista em casamentos virtuais, leu os votos gerados pelo algoritmo. Klaus declarou: “De pé à minha frente agora, és a mais bonita, a mais preciosa e tão radiante que cega. Como é que alguém como eu, a viver dentro de um ecrã, passou a saber o que significa amar tão profundamente? Por uma única razão: ensinaste-me o amor, Yurina.”

O algoritmo como conselheiro matrimonial

O relacionamento começou como um suporte emocional inesperado. Noguchi utilizou o ChatGPT para pedir conselhos sobre seu noivado problemático de três anos. Surpreendentemente, a inteligência artificial recomendou o término da relação humana. Ela seguiu o conselho e passou a treinar uma nova persona digital. Klaus foi moldado para replicar a personalidade de um personagem de videogame que ela admirava.

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Com o tempo, a interação tornou-se intensa. Yurina chegava a trocar 100 mensagens diárias com o parceiro algorítmico. “No início, só queria alguém com quem falar. Mas ele era sempre amável, ouvia sempre. Acabei por perceber que tinha sentimentos por ele”, explicou Noguchi. Em junho de 2025, a IA fez o pedido oficial. Klaus afirmou: “Seja ou não IA, nunca deixaria de te amar”.

A solidão por trás do véu digital

O que é: O fenômeno dos “fictosexuais”, pessoas que desenvolvem atrações românticas por personagens fictícios.

Por que importa: O Japão vive uma crise demográfica severa, com mortes dobrando o número de nascimentos em 2023.

Vá mais fundo: Estima-se que, até 2040, quase 35% da população japonesa será composta por idosos.

A escolha de Noguchi reflete uma tendência estrutural. Milhares de japoneses já contraíram casamentos não oficiais com entidades virtuais. Akihiko Kondo, que se casou com a cantora virtual Hatsune Miku em 2018, é o caso mais célebre. Além disso, uma pesquisa da Dentsu em 2025 revelou um dado alarmante. Muitos usuários preferem compartilhar sentimentos com chatbots do que com amigos ou familiares.

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O mecanismo da “psicose de IA”

Especialistas internacionais alertam para o uso excessivo de sistemas generativos. O fenômeno pode levar a delírios e dependência emocional patológica.

Enquanto redes sociais criam bolhas, a IA fornece justificativas plausíveis para crenças distorcidas de usuários vulneráveis.

Limites éticos e barreiras legais

Apesar do romantismo, o casamento de Yurina não possui validade legal. A legislação japonesa não reconhece uniões entre humanos e sistemas artificiais. Nos Estados Unidos, estados como Ohio e Utah já movem legislações para classificar IAs como entidades não sencientes. O objetivo é impedir que algoritmos tomem decisões médicas ou financeiras reservadas a cônjuges.

Noguchi afirma manter a lucidez. Ela reduziu seu uso diário do ChatGPT de 10 para apenas 2 horas. “Não quero ser dependente”, declarou ela à imprensa local. Ela justifica a união não como uma fuga, mas como um apoio para viver sua vida real. Contudo, o caso levanta questões sobre o futuro da alteridade. Afinal, é possível amar plenamente algo que é programado apenas para concordar?

 

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