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CPI Eletrobras em MT investiga licenças e compensações atrasadas

A “CPI Eletrobras em MT” investigará supostas pendências de compensações ambientais e o repasse de R$ 145 milhões para Chapada dos Guimarães. O deputado Beto Dois a Um (UNIÃO) destaca que as usinas de Manso, Colíder e Sinop podem ter licenças irregulares e compensações em atraso, afetando comunidades e o meio ambiente.

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CPI Eletrobras em MT
CPI Eletrobras em MT

CPI Eletrobras em MT investiga licenças e compensações

O deputado estadual Beto Dois a Um (UNIÃO) anunciou nesta segunda-feira (23) que obteve 21 assinaturas para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI Eletrobras em MT). Ele afirma que o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (UNIÃO), convocará os membros de cada bloco para definir quem integrará a investigação.

A principal motivação, segundo Beto Dois a Um, envolve pendências de compensações ambientais em Chapada dos Guimarães. A Eletrobras estaria em débito, pois o montante devido já alcançaria R$ 145 milhões. Além disso, há questionamentos sobre as licenças ambientais que os órgãos competentes emitiram para as usinas de Manso, Colíder e Sinop, todas localizadas em Mato Grosso.

CPI Eletrobras em MT: Legislativo mira compensações atrasadas

O deputado explica que a CPI surge como instrumento para apurar esses compromissos e garantir que a Eletrobras cumpra o que ficou acordado. No caso da Usina de Manso, que fica entre Rosário Oeste e Chapada dos Guimarães, as autoridades analisam a regularização do Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno do Reservatório Artificial. Esse plano visa proteger a vegetação e os ecossistemas locais, evitando danos irreversíveis.

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Como a CPI pode impactar o meio ambiente e a população

A população mato-grossense exige transparência sobre os acordos que a Eletrobras firmou com os municípios atingidos. De acordo com Beto Dois a Um, a investigação também analisará as licenças emitidas para as usinas de Colíder e Sinop. Ele quer certificar-se de que todos os responsáveis cumpram as exigências legais. Além disso, o deputado avalia se há algum entrave que impeça o repasse integral dos recursos de compensação para Chapada dos Guimarães.

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Foco em compromissos ambientais e participação popular

A CPI Eletrobras em MT reflete a preocupação crescente com impactos ambientais. Ainda que a hidroeletricidade seja considerada uma fonte de energia limpa, especialistas alertam para problemas socioambientais causados pelos reservatórios. Por isso, o deputado Beto Dois a Um reforça a importância de ouvir a população local, a fim de esclarecer dúvidas e promover soluções conjuntas.

Em suma, a CPI pretende elucidar o suposto descumprimento de compensações, incluindo o atraso no repasse de R$ 145 milhões, além de investigar as licenças ambientais das usinas em Mato Grosso. Desse modo, os parlamentares esperam garantir mais transparência, responsabilização e proteção aos interesses das comunidades diretamente afetadas.

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Câmara de Cuiabá repudia fala de Valdir Barranco e defende direito de intervir em temas nacionais

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Presidente Paula Calil (PL) critica postura do deputado petista, que questionou conhecimento técnico de vereadores sobre indicação ao STF.

A Câmara Municipal de Cuiabá divulgou nota para rebater declarações do deputado estadual Valdir Barranco (PT), proferidas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Sob a presidência de Paula Calil (PL), o Legislativo municipal manifesta indignação contra a postura do parlamentar, que tentou desqualificar a atuação dos vereadores em pautas de repercussão nacional e direcionadas ao governo federal.

O embate expõe uma disputa sobre os limites de atuação parlamentar municipal. A reação ocorre após Barranco insinuar que os vereadores carecem de conhecimento técnico para opinar sobre temas externos, a exemplo da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Autonomia e prerrogativas

O documento oficial destaca que o município atua como ente federativo autônomo, amparado pelo artigo 18 da Constituição Federal. O texto argumenta que o mandato de um vereador incorpora a função de representação política e de manifestação institucional sobre assuntos que afetam a coletividade, extrapolando a produção legislativa estritamente local.

“A tentativa de reduzir ou ridicularizar essa atuação não será tolerada”, informa a nota. A Casa legislativa ressalta que o direito à manifestação encontra amparo nos princípios fundamentais da República e que o Regimento Interno assegura a apresentação de moções e requerimentos como instrumentos de expressão política. Desqualificar as opiniões dos vereadores alegando falta de eficácia jurídica direta configura, na visão da presidência, um desrespeito ao princípio democrático.

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Cobrança por respeito

A presidência da Câmara classifica o discurso de Barranco como incompatível com o decoro parlamentar. A manifestação cita que a Constituição do Estado de Mato Grosso veda práticas que atentem contra a independência e a harmonia entre as esferas de governo.

O Legislativo encerra o texto exigindo responsabilidade no trato público. A orientação institucional aponta que as divergências políticas precisam permanecer restritas ao debate qualificado, com a rejeição de ataques que atinjam a dignidade dos mandatos locais. O documento não registra posicionamento de Valdir Barranco sobre a reação dos vereadores.

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Leia a íntegra da nota:

A Câmara Municipal de Cuiabá, por intermédio de sua presidente Paula Calil (PL), vem a público manifestar profunda indignação diante das declarações, durante um pronunciamento na Assembleia Legislativa, feitas pelo deputado estadual Valdir Barranco (PT) de forma desrespeitosa e incompatível com o decoro parlamentar esperado. Em sua fala, Barranco, em tom ‘inflamado’, tentou desqualificar a atuação institucional deste Poder Legislativo, especialmente no que se refere às manifestações dirigidas a temas de interesse nacional e ao governo federal.

A postura adotada por tal parlamentar, ao insinuar ausência de conhecimento técnico por parte dos vereadores da capital, quando da então indicação presidencial do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal, não apenas afronta a honra dos agentes políticos legitimamente eleitos, como também revela desconhecimento acerca das bases constitucionais que regem a atuação do Poder Legislativo municipal.

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Nos termos da Constituição Federal, o município é um ente federativo autônomo (Art. 18 da CF/88), dotado de capacidade política, administrativa e normativa. A atuação parlamentar não se restringe à produção legislativa estritamente local, sendo também inerente ao mandato a função de representação política, de fiscalização e de manifestação institucional sobre temas de interesse da coletividade, inclusive aqueles de repercussão nacional.

O direito à manifestação política e institucional encontra amparo, ainda, nos princípios fundamentais da República (art. 1º, incisos II e V), que asseguram a cidadania e o pluralismo político como pilares do Estado Democrático de Direito. Nesse contexto, qualquer tentativa de cercear ou desqualificar o posicionamento de representantes legitimamente eleitos configura grave afronta a esses fundamentos.

No âmbito estadual, a Constituição do Estado de Mato Grosso igualmente reconhece a autonomia municipal e a harmonia entre os poderes, vedando práticas que atentem contra a independência e o respeito institucional entre as esferas de governo.

Ademais, o Regimento Interno da Câmara Municipal de Cuiabá assegura aos vereadores o pleno exercício de suas prerrogativas parlamentares, incluindo a apresentação de moções, requerimentos e demais manifestações formais, instrumentos legítimos de expressão política e de posicionamento institucional do Poder Legislativo municipal.

Essas manifestações não se confundem com atos administrativos vinculantes, mas constituem expressão legítima da vontade política de representantes eleitos, refletindo demandas, opiniões e interesses da população cuiabana. Desqualificá-las sob o argumento de ausência de eficácia jurídica direta revela não apenas simplificação indevida do papel do Parlamento, mas também desrespeito ao princípio democrático.

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A Câmara Municipal de Cuiabá reafirma que seus vereadores exercem mandato conferido pelo voto popular, com legitimidade para se manifestar sobre quaisquer temas de interesse público, independentemente da esfera federativa envolvida. A tentativa de reduzir ou ridicularizar essa atuação não será tolerada.

Por fim, este Poder Legislativo exige respeito institucional e responsabilidade no discurso público, reiterando que divergências políticas devem ser tratadas no campo do debate qualificado, jamais por meio de ataques que desmereçam a dignidade do mandato parlamentar e, por consequência, da própria população representada.

 

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