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Uso indevido de verba pública

Presidente do PT usou verba pública para pagar vinhos e drinks

O senador e presidente interino do PT, Humberto Costa, usou a cota parlamentar para reembolsar despesas com bebidas alcoólicas. O Senado admitiu falha, ordenou auditoria nos gastos de 2024 e 2025 e o parlamentar alegou erro, devolvendo os valores.

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Senador Humberto Costa (PT-PE) teve gastos com bebidas alcoólicas reembolsados com dinheiro público, violando regras do Senado.
Senador Humberto Costa (PT-PE) teve gastos com bebidas alcoólicas reembolsados com dinheiro público, violando regras do Senado.Foto: Reprodução internet.

Senador Humberto Costa teve despesas com álcool reembolsadas pelo Senado, que admitiu falha e ordenou auditoria nos gastos de 2024 e 2025

Em pleno domingo de eleições internas do Partido dos Trabalhadores, uma revelação joga luz sobre o uso de verbas públicas por um de seus mais proeminentes membros. O senador Humberto Costa (PT-PE), que ocupa interinamente a presidência da sigla, utilizou a cota parlamentar para ser reembolsado por despesas com bebidas alcoólicas, uma prática expressamente vedada pelas normas do Senado Federal. A apuração, feita pelo portal Metrópoles, expõe uma falha nos mecanismos de controle de gastos e levanta questionamentos sobre a fiscalização dos recursos.

A investigação identificou pelo menos cinco ocasiões, entre 2024 e este ano, em que o parlamentar teve notas fiscais com itens como vinhos, cervejas e drinks ressarcidas com dinheiro público. Os valores, embora pequenos individualmente, somam-se a uma prática irregular.

Um brinde com o dinheiro do contribuinte

Seja um vinho em um bistrô com vista para a orla de Boa Viagem, no Recife, ou um gin tônica sofisticado na capital federal, a conta acabou, indevidamente, no bolso do contribuinte. Entre os itens pagos com a verba indenizatória estão um vinho Bois Mirail (R$ 50), uma cerveja Cusqueña Clássica (R$ 16) e até mesmo um drink descrito como “GT Britânica” (R$ 13,32), consumido em um jantar na Asa Sul, em Brasília. A lista inclui ainda chope e uma cerveja Lagunitas, de R$ 14 e R$ 24, respectivamente.

O problema é que a regra é clara. O regimento do Senado permite o reembolso de despesas com “alimentação”, mas faz uma ressalva inequívoca: “ressalvadas bebidas alcoólicas do parlamentar ou de terceiros”. Não há, portanto, margem para interpretação. O uso da cota para este fim contraria diretamente a norma, o que transforma o reembolso em uma irregularidade manifesta.

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Falha no sistema, dinheiro devolvido

Após a divulgação do caso, o Senado Federal veio a público admitir o que chamou de “falha pontual no processo de análise das despesas”. Em nota oficial, a Casa legislativa informou que determinou a realização de uma auditoria completa em todas as notas fiscais que foram reembolsadas durante os anos de 2024 e 2025, um procedimento que visa garantir que outros casos semelhantes não tenham passado despercebidos.

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“É importante destacar que o Senado Federal mantém compromisso absoluto com a transparência e a observância rigorosa das normas internas de controle”, afirmou a instituição. O comunicado também confirmou que os valores pagos indevidamente ao senador Humberto Costa já foram devolvidos aos cofres públicos por meio de uma Guia de Recolhimento à União (GRU).

A justificativa do senador

Procurado pela reportagem que originou a denúncia, Humberto Costa atribuiu a situação a “erros no controle” que teriam ocorrido entre o seu gabinete e os setores de fiscalização do próprio Senado. Segundo o parlamentar, a prática do seu mandato é solicitar que os estabelecimentos retirem das notas fiscais os itens que não são passíveis de reembolso, mas, segundo ele, “muitas vezes, por falha ou impossibilidade, o estabelecimento comercial não exclui diretamente o item dos cupons fiscais”.

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O senador petista também argumentou que as descrições dos produtos nas notas poderiam ser um fator de confusão, sugerindo que não deixavam claro se tratar de bebidas alcoólicas, o que teria levado o setor responsável a aprovar o ressarcimento por engano. Ao final, Costa se comprometeu a devolver integralmente os valores.

Não foi um caso isolado

A apuração revelou que o problema não se restringiu a Humberto Costa. O senador Giordano (MDB-SP) também teve despesas com drinks como Fragole Lambrusco (R$ 42) e Aperol Spritz (R$ 43) reembolsadas pela cota. Somados, os valores indevidos recebidos pelos dois parlamentares chegam a R$ 227,32.

O episódio ganha contornos mais delicados por ocorrer justamente no dia em que o PT define seu novo comando nacional, com Costa na posição de presidente interino desde a saída de Gleisi Hoffmann. Mais do que os valores, o caso reacende o debate persistente sobre a rigidez e a transparência no uso da cota parlamentar, um benefício mensal que pode chegar a R$ 40.724,45 para senadores, e a polêmica serve como uma lupa sobre a necessidade de um controle mais efetivo para que pequenas “falhas pontuais” não se tornem uma prática recorrente.

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Polícia Militar eleva prisões por tráfico e flagrantes em MT

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Dados de janeiro a maio de 2026 mostram alta de 32,3% nas detenções ligadas a entorpecentes em relação ao mesmo período do ano anterior

A Polícia Militar de Mato Grosso aumentou em 14,5% o total de prisões em flagrante de janeiro a maio de 2026, na comparação com igual período do ano passado. O volume de ocorrências convertidas em detenções imediatas subiu de 4.539 para 5.199 registros.

O incremento nas detenções, que inclui a retirada de 1.497 foragidos das ruas e a apreensão de 6,5 toneladas de drogas, reflete a intensificação das operações diárias da corporação e a atuação conjunta com a Secretaria de Segurança Pública sob as diretrizes do Programa Tolerância Zero.

De acordo com o levantamento produzido pela Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística (Spoe-MT), as forças de segurança conduziram 16.874 pessoas para averiguações durante o atendimento de ocorrências nos cinco primeiros meses de 2026. A partir desse montante de abordagens, a corporação efetuou as 5.199 prisões em flagrante.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, vincula a elevação nas estatísticas de detenção ao aumento no número de operações da PM e à integração com outras forças estaduais. Essa estratégia resultou na ampliação do efetivo policial e da estrutura de segurança mobilizada nas vias públicas de todo o estado.

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“Isso significa que a Polícia Militar está cada vez mais com presença forte nas ruas, atendendo a todos os tipos de chamados de ocorrência e denúncias feitas por nossa população. Tudo isso leva a um grande número de abordagens e retirada de criminosos das ruas por seus crimes, para que tenham os devidos procedimentos feitos na Justiça”, afirma o comandante-geral.

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Tráfico de drogas puxa índices

A tipificação penal com maior variação percentual no período analisado foi o tráfico de drogas. As prisões relacionadas a esse crime cresceram 32,3% no estado.

O número de suspeitos detidos por envolvimento com entorpecentes saltou de 1.541 ocorrências, registradas entre janeiro e maio de 2025, para 2.038 prisões no mesmo intervalo de 2026. Paralelamente às detenções, o balanço da Polícia Militar aponta o confisco de mais de 6,5 toneladas de drogas em toda a extensão do território mato-grossense apenas nos primeiros cinco meses deste ano.

O cruzamento dos dados da Spoe-MT evidencia que a repressão ao tráfico de entorpecentes responde por uma parcela significativa do volume total de prisões em flagrante efetuadas pela corporação militar no período.

Execução de mandados judiciais

Além dos flagrantes em abordagens rotineiras e chamados, as estatísticas oficiais registram crescimento na captura de indivíduos procurados pelo sistema de Justiça. As prisões de criminosos foragidos e de alvos com mandados de prisão em aberto somaram 1.497 efetivações nos primeiros cinco meses de 2026.

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O desempenho representa um aumento de 11,5% em relação à marca contabilizada no mesmo recorte temporal de 2025, quando a corporação havia efetuado a prisão de 1.343 pessoas nessa condição judicial.

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Continuidade do Programa Tolerância Zero

A manutenção das ações ostensivas e do cumprimento de mandados está prevista no planejamento estratégico da corporação para os próximos meses, com foco no enfrentamento direto ao crime organizado.

“A Polícia Militar continuará realizando essas operações diárias, feitas por nós ou com as integradas com a Secretaria de Segurança Pública, respondendo ao Programa Tolerância Zero combatendo a criminalidade e as facções, pois isso é possível por sermos uma unidade equipada, fortalecida e reconhecida pela população, dando resposta ao crime e proporcionando mais segurança aos nossos cidadãos de bem”, complementa o coronel Fernando.

As forças policiais mantêm o cronograma de operações integradas nas ruas, sem data para encerramento das abordagens intensificadas previstas pelo programa estadual de segurança.

 

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