Pesquisar
Close this search box.

Economia

Petrobras adere a subsídio de R$ 1,12 no diesel rodoviário

Publicado em

preço diesel petrobras

Conselho de Administração aprova subvenção federal a importadores e produtores; medida visa proteger o mercado interno da volatilidade cambial.

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou na segunda-feira (1º) a adesão à subvenção econômica federal destinada a produtores e importadores de combustíveis. Com a decisão corporativa, o valor de venda do óleo diesel de uso rodoviário sofre ajuste e fixa-se subsídio de R$ 1,12 por litro comercializado. A medida entra em vigor a partir desta terça-feira (2).

A adoção da norma responde às diretrizes da Medida Provisória nº 1.363, instituída pelo governo federal no final do último mês. A manobra econômica tem o objetivo de frear o repasse imediato das instabilidades globais para as bombas brasileiras, afetando diretamente a cadeia de transporte.

Alinhamento da estratégia comercial

A direção da petroleira justifica o ingresso no programa governamental com base na autonomia de mercado. “Diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia e preserva a flexibilidade da Petrobras na implementação da sua estratégia comercial”, informa o registro documental da reunião.

Leia Também:  ATENÇÃO:Granizo, mínimas de 14 C, ventos de 40 a 60 km/h e chuva de até 50 milímetros no feriado em 106 cidades de MT;veja lista completa

A diretriz comercial em curso visa otimizar o uso dos ativos de refino sob controle da companhia e manter os níveis de rentabilidade em patamares sustentáveis. Ao aderir ao modelo de subvenção de R$ 1,12 por litro, a estatal evita o repasse direto da volatilidade conjuntural das cotações internacionais do petróleo para os preços internos, mitigando também os impactos das oscilações da taxa de câmbio no país.

Advertisement

Complementaridade de medidas federais

O novo arranjo financeiro aprovado pelo conselho não atua de forma isolada na formatação de preços da estatal. A resolução firmada nesta primeira semana de junho atua como uma complementação a regulações formuladas nas semanas anteriores pelo governo federal.

A primeira etapa do subsídio foi autorizada pela Medida Provisória nº 1.358, editada no dia 13 de maio, que iniciou o processo de participação do Estado na contenção de preços do setor. A consolidação do valor atual ocorreu com a publicação da MP nº 1.363, datada de 30 de maio, que viabilizou os valores ratificados pela empresa com sede no Rio de Janeiro.

Leia Também:  Clima MT : 42°C em quatro cidades e ar seco em 129 municípios;veja lista completa

Prazos e monitoramento de mercado

Com a vigência do ajuste iniciada nesta terça-feira (2), a Petrobras monitora as flutuações de demanda. O volume de distribuição leva em consideração a fatia de participação da estatal no mercado doméstico, garantindo a entrega para o setor rodoviário sob as novas condições subsidiadas.

 

Leia também:

Advertisement

Documento do tarifaço dos EUA cita Mato Grosso como exemplo de retrocesso no combate ao desmatamento

A PEC da hora trabalhada e o que ela tira do trabalhador que a escala 5×2 protege

Exclusivo: Homicídio de jovens cresce 42% em Mato Grosso em cinco anos

Relatório da ONU lista 20 espécies de peixes migratórios da Amazônia que precisam de proteção internacional

Em MT uma mulher é assassinada a cada 7 dias: feminicídios disparam 11% e deserto de proteção mantém MT no topo letal pelo 5º ano

Advertisement

EXCLUSIVO: ex-assessor acusa deputado Dr. João de confiscar salários e manter funcionários fantasmas;VÍDEO

CONSUMIDOR

Preço de ultraprocessados cai e fica menor que o de alimentos in natura

Published

on

impacto reforma tributária cesta básica

Pesquisa da UFMG e do Idec aponta que inversão de valores ocorreu em 2024; produtos industrializados devem baratear ainda mais até 2026

O preço médio de alimentos ultraprocessados no Brasil registrou queda de cerca de 16% entre os anos de 2018 e 2024. O declínio fez com que, a partir do ano passado, a média de custo dos produtos industrializados se tornasse inferior à dos alimentos in natura ou minimamente processados.

A convergência de valores antecipa uma alteração de mercado prevista inicialmente pelos pesquisadores apenas para 2026. A mudança na dinâmica de custos afeta o padrão de consumo das famílias e levanta discussões sobre a aplicação de impostos seletivos.

Os dados integram estudos conduzidos pelo Grupo de Estudos de Inquéritos Populacionais de Saúde (GEIPS) e pelo Grupo de Estudos, Pesquisas e Práticas em Ambiente Alimentar e Saúde (GEPPAAS) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), elaborados em parceria com o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec).

A trajetória dos custos

O relatório elaborado pelas entidades avalia a configuração atual como um “cenário preocupante”. Em 2018, o valor médio dos produtos ultraprocessados era de R$ 22,20. O preço recuou para R$ 18,80 em 2024. A categoria de alimentos processados acompanhou o movimento de queda, passando de R$ 26,10 para R$ 22,60 no mesmo intervalo.

Advertisement

Os alimentos in natura ou minimamente processados e os ingredientes culinários seguiram trajetória oposta. O grupo custava, em média, R$ 18,90 em 2018. Durante a pandemia de Covid-19, os produtos registraram aumento, atingindo o pico de R$ 21,30 em 2021. Em 2024, após ligeira redução, a categoria fechou com média de R$ 18,60.

O levantamento detalha o impacto nos itens que compõem a rotina alimentar do país. O arroz polido encareceu de R$ 4,50 em 2018 para R$ 5,90 em 2024. O feijão passou de R$ 7,10 para R$ 9,30 no período, mantendo-se em patamar acima de R$ 9 desde 2020. A banana prata saltou de R$ 6,60 para R$ 8,20, com alta ininterrupta a partir de 2021. O estudo classifica a cotação do azeite no ano passado, estabelecida em R$ 63,70 por quilo, como um “valor alarmante”.

Leia Também:  Teles Pires 2,81 metros abaixo da mediana e rio Cuiabá, que abastece 722 mil pessoas, no segundo 1º de setembro mais baixo desde 1968

Na seção dos ultraprocessados, o refrigerante sabor cola recuou de R$ 5,60 para R$ 4,70 por litro entre 2018 e 2024. A mortadela caiu de R$ 21,10 para R$ 15,10, com redução contínua após 2020. A margarina encerrou o ano passado custando R$ 13,90 por quilo, cifra inferior aos R$ 15,80 registrados em 2018. O iogurte com sabor diminuiu de R$ 16 para R$ 14,70 por quilo no mesmo recorte temporal.

Projeções e clima

A pesquisa aponta que eventos extremos vinculados às mudanças climáticas, como secas, enchentes e ondas de calor, afetam diretamente a produção agrícola. O impacto restringe a oferta de frutas, verduras, legumes e grãos, pressionando os preços e afetando a disponibilidade para a população.

A tendência projetada pelas entidades para o biênio 2025-2026 indica manutenção da queda de preço dos ultraprocessados. A categoria tem previsão de atingir média de R$ 18,40 por quilo em 2025 e R$ 17,90 por quilo em 2026.

Advertisement

Os alimentos in natura, minimamente processados e os ingredientes culinários processados devem manter estabilidade relativa. A projeção para o grupo é de R$ 19,50 em 2025 e R$ 19,60 em 2026. Diante dos números, o relatório alerta para a necessidade de políticas públicas de isenção fiscal para alimentos saudáveis e de tributação sobre os industrializados.

Reforma Tributária

Um segundo estudo elaborado pela UFMG e pelo Idec avaliou os desdobramentos da Reforma Tributária sobre a dieta nacional. O texto indica que a mudança nos hábitos dependerá da aplicação do imposto seletivo e das regras de isenção sobre a nova cesta básica.

Os dados mostram que os itens da cesta básica apresentam menor sensibilidade a variações de preço, com consumo alterado em menor escala. Em contrapartida, produtos ultraprocessados e bebidas adoçadas possuem alta sensibilidade em relação à renda e ao preço. Se o rendimento familiar cresce, a ingestão destes produtos aumenta de forma acelerada. Quando frutas e verduras ficam mais caras, ocorre a substituição por itens como pães, biscoitos e refrigerantes.

A modelagem indica que restringir o imposto seletivo exclusivamente aos refrigerantes é medida insuficiente para conter o avanço no consumo dos ultraprocessados. A simulação da Reforma Tributária demonstra que as alterações causam pouca variação no consumo total de alimentos, mas promovem redistribuição: há pequena redução nos gastos com itens básicos e aumento moderado na compra de ultraprocessados.

Leia Também:  Minha Atividade: o registro que o Google mantém do que você pesquisa e assiste — e como desligar

Como foi feito

Advertisement

A análise dividiu-se em dois estudos. O primeiro aferiu a evolução de preços utilizando a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017/2018, o Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC) e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD contínua). Os valores foram deflacionados para dezembro de 2024 e os itens separados pelo sistema de classificação Nova. O recorte avaliou dados de janeiro de 2018 a dezembro de 2024. As projeções até o final de 2026 usaram modelos ARIMA.

O segundo estudo analisou o impacto da Reforma Tributária empregando a POF 2017-2018 (IBGE), com informações de mais de 57 mil domicílios em todas as regiões. O trabalho simulou dois cenários: o imposto seletivo apenas sobre refrigerantes (proposta atual) e o tributo incidente sobre todos os ultraprocessados (proposta da sociedade civil).

Entenda os termos metodológicos

  • QUAIDS (Quadratic Almost Ideal Demand System): modelo econométrico para medir como mudanças de preço e renda afetam o consumo.
  • Elasticidades de demanda: métrica que define a variação do consumo de um produto mediante alteração de preço ou renda.
  • Diferenças-em-Diferenças (DiD): técnica de simulação que isola o efeito causal da Reforma Tributária sobre a alimentação.
  • Bootstrap paramétrico: técnica estatística usada para validar resultados na pesquisa.

 

Leia também:

EXCLUSIVO-Antivacina: posts de Ranalli alcançam 430 mil visualizações em uma semana

Advertisement

“Isso aqui é o matadouro”: vídeo mostra cães mortos e vivos em barracão sem luz do Zoonoses de Cuiabá

EXCLUSIVO:compras pela internet: o guia completo dos direitos do consumidor

EXCLUSIVO:Mato Grosso mata mais mulheres por serem mulheres;revela anunário

EXCLUSIVO: ex-assessor acusa deputado Dr. João de confiscar salários e manter funcionários fantasmas;VÍDEO

Glifosato aparece em 31 de 75 ultraprocessados testados pelo Idec, saiba quais

Advertisement
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA