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Transparência pública

Novo pente-fino trava e redefine emendas na ALMT

Auditoria iniciada em 5 de fevereiro de 2026 muda regras das emendas na ALMT: conta específica, rastreabilidade e controle preventivo sob pressão do STF e em ano eleitoral.

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pente-fino nas emendas parlamentares da ALMT
Comissão interinstitucional inicia “pente-fino” nas emendas da ALMT após decisões do STF ampliarem exigências de transparência a estados e municípios.

Por determinação do STF, Comissão com MPMT e TCE-MT cobra rastreabilidade total em ano eleitoral

 

A execução das emendas parlamentares em Mato Grosso passou a ser tratada como área de risco. Com o “pente-fino” iniciado em 5 de fevereiro de 2026, a liberação de recursos foi condicionada a um pacote de exigências que mira o que o STF chamou de “opacidade profunda” e empurra a ALMT para um modelo de controle preventivo, com rastreabilidade do dinheiro até o destino final.

O que mudou, na prática

A auditoria é o efeito acumulado de decisões vinculantes do Supremo no contexto da ADPF nº 854, que ampliaram as regras de transparência para estados e municípios por “simetria constitucional”.

O STF foi claro: ou os entes adaptam sistemas para que cada centavo seja rastreável — do ordenador ao beneficiário (CPF ou CNPJ) — ou os repasses podem ser bloqueados.

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O “efeito Dino” e o recado do Supremo

Flávio Dino, no contexto da ADPF 854 atacou a obscuridade das emendas e puxou o tema para um padrão nacional de rastreabilidade. O debate nasceu do “Orçamento Secreto” federal e das “Emendas de Relator” (RP-9), mas acabou irradiando para a execução local.

Quem compõe a comissão e por que ela pesa

A comissão é apresentada como uma mesa híbrida: fiscalizadores e fiscalizados juntos, o Procurador-Geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa (MPMT) e o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, o Ministério Público de Contas, além da liderança política do Legislativo sob o deputado Max Russi.

Em 2026, cada deputado teria cerca de R$ 27,5 milhões em emendas, e a liberação em ano eleitoral é tratada como disputa de sobrevivência institucional — “adequar para liberar”.

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Como funciona o “pente-fino”

O “pente fino” atuaria como auditoria prévia e completa antes da liberação total dos recursos e enumera três frentes:

  • Conformidade documental: fim das emendas genéricas “para custeio” e exigência de objeto descrito com precisão.

  • Idoneidade do beneficiário (compliance): checagem de ONGs e prefeituras; quem tem prestação pendente ou histórico problemático pode ser bloqueado.

  • Viabilidade técnica: valores compatíveis com referências para evitar sobrepreço.

A conta bancária “geral” dá lugar a conta específica e individualizada por emenda; fiscalização “ex-post” vira controle concomitante e preventivo; e, em despesas com pessoal, aparece a exigência de publicidade de nomes e CPFs dos beneficiários.

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Por que a saúde virou o gargalo

Metade (50%) das emendas devem ir para ações e serviços de saúde e, somando as cotas, o total superaria meio bilhão de reais, com ao menos R$ 330 milhões fluindo via estruturas de saúde.

O “custeio genérico” (insumos, combustível, plantões) dificultava auditoria. Com as novas regras, o pagamento de pessoal com recursos de emendas deverá exigir transparência mensal de profissionais remunerados, com nomes, CPFs e valores, em arranjo que menciona a LGPD.

Escândalos que viraram argumento — “Operação Suserano” e “Emendas Pix”

O rigor nasce no STF, mas atmbém de uma “crise de integridade interna”, tendo dois casos como alerta: “Operação Suserano” e “Emendas Pix”.

“Operação Suserano”

Deflagrada em setembro de 2024, a operação é descrita como investigação sobre desvio via Seaf, com prejuízo potencial de R$ 28 milhões. O texto narra o mecanismo: emendas para “kits de agricultura familiar”, com OSCs executando compras e sobrepreço que chegaria a 80%.

“Emendas Pix” e o caso Jangada

As transferências especiais são chamadas de “Emendas Pix”, desenhadas para agilidade, mas são um “buraco negro” de transparência. Uma emenda para o Município de Jangada, no valor de R$ 29 milhões para pavimentação apresentou falhas graves, com medidas entregues abaixo do previsto.

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Reação política: pragmatismo para não travar o caixa

Há um incômodo nos bastidores com a “interferência” do Judiciário e órgãos de controle, mas a estratégia predominante foi pragmática: a ideia de que o confronto poderia significar bloqueio total das verbas.

É “caminho sem volta”: o modelo normativo marca a transição da “opacidade estrutural” para o controle concomitante, com impacto direto na forma como deputados distribuem recursos e como municípios e entidades prestam contas.

Para entender melhor

ADPF: ação no STF usada para questionar descumprimento de preceitos fundamentais. A ADPF nº 854 é um novo eixo, um novo padrão de transparência.
Rastreabilidade: capacidade de seguir o caminho do recurso público até o beneficiário final (CPF/CNPJ).
Controle concomitante: fiscalização durante a execução (e não só depois), com auditoria preventiva antes da liberação total.
Transferências especiais: modalidade apelidada de “Emendas Pix”, por dispensar convênios e acelerar repasses.

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Força Tática apreende adolescentes com drogas em Várzea Grande

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Ação no bairro Construmat resulta na detenção de dupla com porções de maconha e simulacro de pistola após tentativa de fuga de viaturas

Policiais militares da Força Tática detiveram dois adolescentes por tráfico ilícito de drogas na noite de quinta-feira (4), no bairro Construmat, em Várzea Grande.

A apreensão expõe a dinâmica operacional do tráfico local envolvendo menores de idade e o uso de simulacros de armas de fogo, evidenciando as exigências do patrulhamento tático territorial na região de cobertura do 2º Comando Regional da Polícia Militar.

Dinâmica da abordagem e evasão frustrada

As equipes policiais pertencentes ao 2º Comando Regional realizavam patrulhamento tático ostensivo pelas vias urbanas do bairro Construmat. Durante o deslocamento, os militares identificaram a presença de dois indivíduos em via pública. A ocorrência confirmou que os suspeitos abordados são adolescentes, com idades de 15 e 17 anos.

Ao perceberem a aproximação das viaturas da Polícia Militar que seguiam em rondas normais, a dupla esboçou reação imediata de fuga. Os menores tentaram se esconder da guarnição e, ao mesmo tempo, jogaram diversos objetos no chão com o objetivo de se desfazerem do material incriminatório que carregavam. A equipe da Força Tática agiu e conseguiu interceptar os suspeitos antes que a evasão fosse concluída, realizando a abordagem no perímetro.

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Varredura territorial e materiais apreendidos

Durante o procedimento de busca pessoal inicial, os militares encontraram porções de substância análoga à maconha em posse direta da dupla. A ação policial prosseguiu com o refazimento do trajeto dos adolescentes.

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Os policiais conduziram os dois menores de volta ao local exato onde eles haviam dispensado os objetos instantes antes da abordagem tática. Na varredura minuciosa da área, a equipe localizou o restante do material ilícito. Ao todo, a ocorrência resultou na apreensão de 14 porções da substância entorpecente.

Além dos entorpecentes descartados, as buscas no chão revelaram a presença de um simulacro de arma de fogo, desenhado com características físicas de uma pistola. Os policiais militares também recolheram aparelhos celulares pertencentes à dupla, os quais se encontravam danificados no momento da apreensão.

Condução à delegacia e desdobramentos legais

Após a localização e o recolhimento integral de todos os itens abandonados na via, os militares questionaram os dois infratores sobre a origem, a propriedade e a destinação final dos materiais ilícitos apreendidos. Diante da interrogação dos agentes, os adolescentes optaram por permanecer em silêncio absoluto.

Ambos receberam voz de prisão em flagrante, autuados por ato infracional análogo ao crime de tráfico ilícito de drogas. A guarnição da Força Tática procedeu com o encaminhamento dos dois menores de 15 e 17 anos para a Central de Flagrantes de Várzea Grande. Eles foram entregues às autoridades civis juntamente com as 14 porções de maconha, o simulacro de pistola e os aparelhos celulares danificados. A Polícia Civil assume o caso a partir do registro da ocorrência para adotar as providências formais e legais subsequentes aplicáveis aos menores infratores.

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