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Política

Carnaval na Mira: Após desfile sobre Lula, oposição pede multa de R$ 9,6 milhões ao TSE

Após o desfile em homenagem a Lula na Sapucaí, o Partido Novo e parlamentares do PL acionaram o TSE pedindo multa de R$ 9,65 milhões. A oposição alega abuso de poder e propaganda antecipada, enquanto a defesa cita liberdade de expressão.

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multa desfile Lula
Desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí vira alvo de disputa jurídica; oposição aponta campanha antecipada e pede multa milionária.Foto: Rogério Florentino.

Partido Novo e parlamentares do PL alegam campanha antecipada na Sapucaí; tribunal já negou censura prévia, mas analisará mérito sobre abuso de poder.

 

O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que levou à Sapucaí uma homenagem à trajetória do presidente Lula neste Carnaval de 2026, deflagrou uma intensa batalha jurídica em Brasília. Após a apresentação na avenida, parlamentares de oposição e o Partido Novo formalizaram pedidos de punição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que o evento configurou propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder político e econômico.

A ofensiva ganhou força imediatamente após o desfile. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou a apresentação como um “desfile-comício em rede nacional” e anunciou que acionaria a Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar possível improbidade administrativa. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou que a escola promoveu ataques à sua família e confirmou que buscará a inelegibilidade dos envolvidos na Justiça Eleitoral.

O ponto central da acusação, liderada pelo Partido Novo, envolve cifras milionárias. A sigla solicita uma multa de R$ 9,65 milhões contra o presidente, o PT e a agremiação. O cálculo baseia-se no custo total estimado do desfile e no uso de verbas federais. A representação argumenta que o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” ultrapassou a barreira cultural ao utilizar elementos típicos de campanha, como jingles históricos do partido e referências à polarização de 2022.

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A rota do dinheiro público e a decisão do TSE

Documentos citados nas representações indicam que a Acadêmicos de Niterói recebeu R$ 1 milhão da Embratur. O valor integra um montante de R$ 12 milhões repassados pela agência federal à Liga das Escolas de Samba do Rio (Liesa), divididos igualmente entre as 12 agremiações do Grupo Especial. Aliados do governo sustentam que a distribuição isonômica dos recursos derruba a tese de privilégio financeiro e defendem que o enredo é uma manifestação cultural protegida pela liberdade de expressão.

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Antes mesmo do desfile, o plenário do TSE já havia sido acionado para tentar impedir a apresentação. Em decisão unânime no dia 12 de fevereiro, a corte rejeitou os pedidos de liminar (decisões provisórias) para censurar o evento. A relatora do caso, ministra Estela Aranha, argumentou à época que não havia “juízo de certeza” para caracterizar ilícito prévio.

A presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, reforçou em seu voto que a Constituição veda “toda e qualquer censura”, mas deixou um alerta que agora ganha relevância: o Carnaval não pode servir de “fresta para ilícito eleitoral”.

O que está em jogo: multa ou inelegibilidade?

Com o desfile já realizado, o foco jurídico se volta para as consequências. Especialistas em direito eleitoral avaliam dois cenários possíveis no julgamento do mérito:

  1. Multa por propaganda antecipada: Se o TSE entender que houve pedido explícito de voto ou promoção pessoal indevida fora do período eleitoral, a pena tende a ser pecuniária.

  2. Investigação por abuso de poder: Este é o risco maior. Se ficar comprovado que houve uso da máquina pública e coordenação entre o Planalto e a escola para desequilibrar a disputa de 2026, o caso pode evoluir para uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE). Nesse cenário extremo, a lei prevê a possibilidade de inelegibilidade.

Até o momento, não há condenação formal. O TSE deve analisar agora se os elementos apresentados no sambódromo cruzaram a linha entre a liberdade artística e o abuso de poder econômico.

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Força Tática apreende adolescentes com drogas em Várzea Grande

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Ação no bairro Construmat resulta na detenção de dupla com porções de maconha e simulacro de pistola após tentativa de fuga de viaturas

Policiais militares da Força Tática detiveram dois adolescentes por tráfico ilícito de drogas na noite de quinta-feira (4), no bairro Construmat, em Várzea Grande.

A apreensão expõe a dinâmica operacional do tráfico local envolvendo menores de idade e o uso de simulacros de armas de fogo, evidenciando as exigências do patrulhamento tático territorial na região de cobertura do 2º Comando Regional da Polícia Militar.

Dinâmica da abordagem e evasão frustrada

As equipes policiais pertencentes ao 2º Comando Regional realizavam patrulhamento tático ostensivo pelas vias urbanas do bairro Construmat. Durante o deslocamento, os militares identificaram a presença de dois indivíduos em via pública. A ocorrência confirmou que os suspeitos abordados são adolescentes, com idades de 15 e 17 anos.

Ao perceberem a aproximação das viaturas da Polícia Militar que seguiam em rondas normais, a dupla esboçou reação imediata de fuga. Os menores tentaram se esconder da guarnição e, ao mesmo tempo, jogaram diversos objetos no chão com o objetivo de se desfazerem do material incriminatório que carregavam. A equipe da Força Tática agiu e conseguiu interceptar os suspeitos antes que a evasão fosse concluída, realizando a abordagem no perímetro.

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Varredura territorial e materiais apreendidos

Durante o procedimento de busca pessoal inicial, os militares encontraram porções de substância análoga à maconha em posse direta da dupla. A ação policial prosseguiu com o refazimento do trajeto dos adolescentes.

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Os policiais conduziram os dois menores de volta ao local exato onde eles haviam dispensado os objetos instantes antes da abordagem tática. Na varredura minuciosa da área, a equipe localizou o restante do material ilícito. Ao todo, a ocorrência resultou na apreensão de 14 porções da substância entorpecente.

Além dos entorpecentes descartados, as buscas no chão revelaram a presença de um simulacro de arma de fogo, desenhado com características físicas de uma pistola. Os policiais militares também recolheram aparelhos celulares pertencentes à dupla, os quais se encontravam danificados no momento da apreensão.

Condução à delegacia e desdobramentos legais

Após a localização e o recolhimento integral de todos os itens abandonados na via, os militares questionaram os dois infratores sobre a origem, a propriedade e a destinação final dos materiais ilícitos apreendidos. Diante da interrogação dos agentes, os adolescentes optaram por permanecer em silêncio absoluto.

Ambos receberam voz de prisão em flagrante, autuados por ato infracional análogo ao crime de tráfico ilícito de drogas. A guarnição da Força Tática procedeu com o encaminhamento dos dois menores de 15 e 17 anos para a Central de Flagrantes de Várzea Grande. Eles foram entregues às autoridades civis juntamente com as 14 porções de maconha, o simulacro de pistola e os aparelhos celulares danificados. A Polícia Civil assume o caso a partir do registro da ocorrência para adotar as providências formais e legais subsequentes aplicáveis aos menores infratores.

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