Pesquisar
Close this search box.

Logística agrícola

Safra recorde de soja pressiona fretes rodoviários em Mato Grosso e dispara custos em todo o Centro-Oeste

Publicado em

fretes rodoviários soja Mato Grosso 2026
Escoamento da safra recorde de soja eleva os fretes rodoviários em todo o Centro-Oeste em fevereiro de 2026.

Em fevereiro, o escoamento da oleaginosa elevou os valores do transporte em até 19% em MT; em Goiás, rotas registraram altas de até 58%

Os fretes rodoviários começaram a disparar em fevereiro de 2026 conforme a colheita de soja avançava pelo Brasil, com Mato Grosso na dianteira. O Boletim Logístico de março da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) rastreia um cenário que combina safra recorde de 177,8 milhões de toneladas, chuvas persistentes e demanda forte no mercado internacional. O sexto levantamento da Conab estima que a safra brasileira de grãos alcance 353,4 milhões de toneladas em 2025/26, um novo recorde. Mato Grosso, sozinho, movimentou perto de 50 milhões de toneladas de soja, e isso teve impacto direto nas rotas.

MT puxa a pressão sobre os fretes

Mato Grosso trabalhou contra o relógio em fevereiro. A chuva intensa criou gargalos operacionais, mas terminais de transbordo e investimentos em infraestrutura rodoviária evitaram paralisações maiores. A produtividade também superou as expectativas iniciais.

Nas rotas que saem do estado, os fretes subiram até 19% em relação a janeiro. A Querência-Colinas (TO) pulou de R$ 270 para R$ 320 por tonelada. Em direção aos portos, Sorriso-Santos atingiu R$ 520 por tonelada, alta de 2% no mês e de 6% ante fevereiro de 2025. O trecho Sorriso-Paranaguá chegou a R$ 500 por tonelada, com reajuste acumulado de 9% em um ano.

As maiores altas concentraram-se onde a colheita ganhou ritmo em fevereiro. Querência, no Vale do Araguaia, sentiu mais pressão. Sorriso e Campo Novo do Parecis, que já avançavam em janeiro, mantiveram a tendência de alta, porém com menos intensidade.

Advertisement

A soja mato-grossense segue dois caminhos. Pelo Arco Norte, 38,4% da soja e 40,8% do milho foram embarcados no início de 2026. O porto de Santos recebeu 36,8% da soja e 33,5% do milho.

Leia Também:  Produção de café da Colômbia cresce 29% em maio e interrompe sequência de sete meses de queda

Goiás lidera as altas percentuais

Goiás viveu dias mais difíceis. As chuvas pararam máquinas na primeira quinzena de fevereiro, deixando caminhões parados nos pátios enquanto esperavam o tempo abrir. Transportadores repassaram o custo da frota parada ao preço do frete.

A rota Rio Verde-Araguari (MG) saltou de R$ 111 para R$ 175,20 por tonelada, alta de 58%. Rio Verde-Uberaba (MG) subiu 56%, e Rio Verde-Santos avançou 32%. Em Bom Jesus de Goiás, a rota para São Simão disparou 59%.

Apenas 35% da safra 2025/26 goiana tinha venda até fim de fevereiro, contra 45% no ano anterior. A chegada da soja nova somada ao milho da colheita passada intensificou a pressão em armazéns e terminais.

Os demais estados

Mato Grosso do Sul acompanhou a alta. Chapadão do Sul-Guarujá (SP) subiu 36%, São Gabriel do Oeste-Maringá (PR) avançou 28%. O estado colheu cerca de 55% da área até fim de fevereiro e exportou 303,2 mil toneladas de soja e 119,5 mil toneladas de milho naquele mês. A entrada em vigor da Resolução 6.076/2026 da ANTT, que atualizou os pisos mínimos do frete incorporando a inflação de diesel, pneus e manutenção, reduziu a margem para negociações abaixo da tabela.

Advertisement

No Distrito Federal, os reajustes ficaram entre 4% e 6%, dentro do normal para o período. O diesel S10 chegou a R$ 6,11 por litro, pressionado pelo reajuste da alíquota do ICMS sobre combustíveis em janeiro.

Na Bahia, os fretes subiram até 10%, puxados por transportadores que migraram para o Centro-Oeste em busca de carga. No Maranhão, o escoamento de soja de Balsas elevou os fretes 5% na comparação anual. No Piauí, o início do escoamento aqueceu a logística local, com fretes 11% acima de janeiro.

Leia Também:  Dependência de fertilizantes importados ameaça competitividade e segurança do agronegócio brasileiro

Minas Gerais apresentou um quadro fragmentado. Os grãos registraram alta generalizada, enquanto o café recuou em rotas do sul do estado. Cafeicultores reduziram as negociações ante projeções de safra maior em 2026/27 e vendem apenas o necessário para cobrir despesas correntes. O Paraná oscilou conforme as particularidades de cada região. Em São Paulo, os fretes permaneceram estáveis, com leve queda.

O que esperar de março

Março deve marcar o pico dos fretes rodoviários, segundo a Conab, quando soja e milho disputam simultaneamente o espaço nas rotas. No Distrito Federal, a alta pode chegar a 15%. No exterior, o câmbio, o preço do petróleo e tensões geopolíticas, especialmente na relação entre Estados Unidos e China, continuam moldando os custos logísticos brasileiros. Em fevereiro, o Brasil importou 2,38 milhões de toneladas de fertilizantes, mantendo a segurança para os próximos plantios.

 

Advertisement

Leia também:

Soja, milho e gado: como o “desastre térmico” previsto pelo Cemaden pode atingir o agronegócio de MT

Novas regras sobre crédito rural passam valer a partir de hoje

Ultraprocessados causam 57 mil mortes por ano no Brasil e contêm agrotóxicos, revela dossiê do Idec

TJ-MT pagou R$ 155,7 milhões acima do teto em 2025; média salarial de magistrados chegou a R$ 68,9 mil

Advertisement

Em MT uma mulher é assassinada a cada 7 dias: feminicídios disparam 11% e deserto de proteção mantém MT no topo letal pelo 5º ano

EXCLUSIVO: ex-assessor acusa deputado Dr. João de confiscar salários e manter funcionários fantasmas;VÍDEO

COMENTE ABAIXO:

AGRONEGÓCIO

Dia dos Namorados impulsiona mercado de flores e deve elevar vendas em até 7% no Brasil

Published

on

O Dia dos Namorados segue como uma das datas mais importantes para a cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais no Brasil. Impulsionado pela tradição de presentear com flores, arranjos e buquês, o setor projeta crescimento nas vendas e intensifica as operações logísticas para atender à demanda em todo o país.

Segundo estimativas do Ceaflor, principal mercado atacadista de flores, plantas e acessórios do Brasil, as vendas devem registrar crescimento entre 5% e 7% em comparação com o mesmo período de 2025. Além disso, a movimentação de cargas na semana que antecede a data deverá ser cerca de 50% superior à observada em períodos considerados normais.

Mercado mantém ritmo positivo após o Dia das Mães

O bom desempenho do setor no Dia das Mães, tradicionalmente a principal data para o segmento, contribuiu para fortalecer as expectativas dos produtores, distribuidores e comerciantes para o Dia dos Namorados.

A combinação entre demanda aquecida, oferta equilibrada e reforço logístico tem garantido um ambiente favorável para os negócios, estimulando toda a cadeia produtiva da floricultura brasileira.

Rosas vermelhas lideram preferência dos consumidores

Símbolo clássico do romantismo, a rosa vermelha permanece como o principal produto procurado pelos consumidores nesta época do ano. A preferência abrange tanto as flores cultivadas no Brasil quanto as variedades importadas, especialmente da Colômbia e do Equador.

Advertisement

As orquídeas também figuram entre os presentes mais desejados, oferecendo diversidade de cores, formatos e tamanhos para diferentes perfis de consumidores.

Leia Também:  Dia dos Namorados impulsiona mercado de flores e deve elevar vendas em até 7% no Brasil

De acordo com Daniel Silva, da Flor Fácil, o mercado apresenta equilíbrio entre oferta e demanda, com produção nacional consistente e volume suficiente para atender ao aumento das compras.

Importações reforçam abastecimento para a data

Para garantir o atendimento ao mercado brasileiro, importadores ampliaram suas operações nas últimas semanas. Desde o final de maio, carregamentos internacionais de flores começaram a desembarcar no país.

A Prime Flowers informou que disponibilizará mais de 1,25 milhão de hastes colombianas para o mercado nacional. Já a ZT Flores reforçou sua estrutura logística e fretou uma aeronave cargueira para transportar aproximadamente 1 milhão de hastes provenientes da Colômbia e do Equador.

A estratégia busca assegurar oferta adequada, qualidade dos produtos e estabilidade no abastecimento durante o período de maior demanda.

Advertisement
Flores, plantas e acessórios ampliam oportunidades de vendas

Além das tradicionais rosas e orquídeas, o mercado registra forte procura por flores coloridas, plantas ornamentais, suculentas e arranjos personalizados.

A data também impulsiona a comercialização de produtos complementares que agregam valor aos presentes, como chocolates, cestas, cachepôs, embalagens especiais e itens decorativos.

Leia Também:  Dependência de fertilizantes importados ameaça competitividade e segurança do agronegócio brasileiro

Essa diversificação contribui para ampliar o ticket médio das vendas e cria novas oportunidades para produtores, atacadistas e varejistas do segmento.

Ceaflor reforça posição como principal centro de distribuição do setor

Com logística ampliada, oferta diversificada e expectativa de crescimento nas vendas, o Ceaflor reforça sua relevância como principal polo de abastecimento de flores e plantas do Brasil.

A expectativa do setor é que o Dia dos Namorados mantenha o ritmo positivo observado ao longo do primeiro semestre, fortalecendo toda a cadeia da floricultura e movimentando milhões de reais em negócios em todo o país.

Advertisement

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA