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“Queremos integrar floresta, indústria e energia em Mato Grosso”, afirma engenheiro florestal

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O avanço da agroindústria em Mato Grosso, aliado ao aumento da demanda por energia, tem colocado o setor florestal no centro das estratégias de desenvolvimento econômico do estado. Nesse contexto, durante a Norte Show 2026, em Sinop, o engenheiro florestal Filipe Mincache Ueoka, que integra o corpo técnico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), ministrou a palestra “Desenvolvimento florestal no agro mato-grossense: energia, renda e integração produtiva”, na qual apresentou um panorama do setor e os principais desafios para sua consolidação no estado.

“Hoje, o grande desafio está na organização do setor para dar conta dessa demanda crescente. Queremos integrar floresta, indústria e energia em Mato Grosso”, disse.

O crescimento acelerado da produção de etanol de milho tem ampliado de forma significativa a necessidade de biomassa. Entre 2021 e 2024, o consumo desse insumo aumentou 114% em Mato Grosso, impulsionado pela instalação de usinas no estado a partir de 2017. Atualmente, já são cerca de 13 unidades exclusivas de etanol de milho em operação, além de outras em fase de implantação, o que reforça a pressão sobre a cadeia produtiva florestal.

Mato Grosso possui aproximadamente 298 mil hectares de florestas plantadas, sendo cerca de 210 mil hectares de eucalipto e entre 70 mil hectares de teca. Em 2024, o setor movimentou cerca de R$ 593 milhões, com forte participação da biomassa, destino de aproximadamente 80% da produção de eucalipto. Já a teca tem maior valor agregado e é voltada, principalmente, ao mercado externo.

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No segmento de floresta nativa, o estado conta com cerca de 5,3 milhões de hectares sob manejo em áreas privadas, com produção voltada à indústria e à construção civil. No mercado internacional, Mato Grosso exportou aproximadamente R$ 113 milhões, com destaque para a teca.

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De acordo com o engenheiro, a integração entre o setor florestal e a agroindústria é fundamental para garantir sustentabilidade e segurança energética. “O nosso objetivo no estado não é competir com o agronegócio, mas se integrar a ele, aproveitando as oportunidades que existem dentro da própria dinâmica produtiva”, destacou.

Entre essas oportunidades, estão as áreas de pastagens degradadas. Mato Grosso possui cerca de 12 milhões de hectares de pastagens, sendo que aproximadamente metade apresenta algum nível de degradação. Parte dessas áreas, especialmente as menos aptas à agricultura, pode ser destinada ao cultivo florestal, ampliando a oferta de biomassa no médio e longo prazo.

Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa

Nesse contexto, o Plano de Desenvolvimento Florestal e Biomassa de Mato Grosso, lançado em 30 de março de 2026, surge como instrumento estratégico para orientar o crescimento do setor até 2040.

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A secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, destacou o caráter estratégico da iniciativa e o processo de construção.

“Esse plano vem sendo construído desde 2024 e nasce com um objetivo estratégico, de longo prazo, para orientar o desenvolvimento do estado. A proposta é pensar a economia de Mato Grosso de forma mais ampla, integrada e sustentável, conectando diferentes setores e criando bases sólidas para o crescimento nos próximos anos”, afirmou.

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Ueoka também explicou como o plano foi construído ao longo dos últimos anos. “Foi elaborado a partir de um diagnóstico técnico e com participação de diferentes instituições. Ele estabelece diretrizes para organizar e estruturar a cadeia produtiva florestal no estado”.

O documento está estruturado em três pilares: a expansão das florestas plantadas, com foco no aproveitamento de áreas degradadas; o fortalecimento do manejo florestal sustentável, que alia conservação e uso econômico; e a industrialização, com agregação de valor à produção.

Fonte: Governo MT – MT

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Diretor destaca formação em gestão escolar como caminho para fortalecer aprendizagem

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A formação em gestão educacional tem impacto direto na rotina da escola e no trabalho desenvolvido dentro da sala de aula. A avaliação é do professor de matemática Rogério Chagas Major, atual diretor da Escola Estadual Nagib Saad, no Distrito de Agrovila de Palmeiras, em Santo Antônio de Leverger. Ele participa da 3ª Convenção Gestão Escolar Conectada, realizada pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), em parceria com o Sebrae-MT, em Chapada dos Guimarães.

A abertura do evento começou neste domingo (26.4) e a programação segue até quinta-feira (30). A Convenção reúne profissionais do Órgão Central, das Diretorias Regionais de Educação (DREs), Diretoria Metropolitana de Educação (DME), gestores escolares e equipes de apoio, com foco no alinhamento das ações da rede, na organização dos fluxos de trabalho e na construção de planos de melhoria para as unidades escolares.

Diretor desde 2002, Rogério afirma que a gestão escolar exige preparo, escuta e capacidade de formar boas equipes. Na Escola Estadual Nagib Saad, ele acompanha uma rotina que vai do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, com atendimento também no período noturno e no sistema prisional.

“Quem está na direção sabe que a escola só funciona bem quando a equipe caminha junto. Uma formação como essa ajuda a organizar melhor o trabalho, trocar experiências e voltar para a escola com ideias que podem ser aplicadas no dia a dia. A gestão escolar precisa desse olhar, porque tudo o que melhora na organização da escola chega também ao aluno”, afirmou.

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Segundo Rogério, encontros presenciais como a Convenção permitem que os gestores conheçam experiências de outras unidades, compartilhem dificuldades e encontrem caminhos para aprimorar a condução da escola.

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“Cada escola tem uma realidade, mas muitos desafios são parecidos. Quando a gente participa de uma formação dessa, ouve outros gestores, conversa com as equipes da Seduc e da DME, volta com mais segurança para ajustar processos e fortalecer o trabalho dentro da unidade”, destacou.

Durante a programação, os participantes trabalham os fundamentos do MEG – Educação, Modelo de Excelência em Gestão, e a metodologia PDCA, que orienta o planejamento, a execução, a verificação dos resultados e a correção de rotas. As ferramentas serão usadas para apoiar a análise de dados e a elaboração dos planos de melhoria das escolas.

Para a Seduc, a formação presencial reforça a gestão escolar como parte direta da qualidade da educação. A organização dos fluxos de trabalho, o acompanhamento de resultados, o cuidado com os ambientes escolares e a integração entre as equipes são tratados como condições para que a aprendizagem aconteça com mais regularidade dentro da sala de aula.

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Rogério também avalia que a qualificação dos profissionais tem sido uma preocupação constante da Seduc e da Diretoria Metropolitana de Educação (DME). Ele lembra que esse trabalho vem sendo fortalecido desde 2019 e cita os resultados alcançados pela Escola Estadual Nagib Saad, premiada duas vezes pela Secretaria de Edfucação e pela DME por excelência e alfabetização.

“Esses reconhecimentos mostram que a escola está no caminho certo, mas também aumentam a nossa responsabilidade. A formação ajuda justamente nisso, quer é manter o que já deu certo, corrigir o que precisa melhorar e envolver a equipe no mesmo propósito”, disse o diretor.

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A programação da 3ª Convenção Gestão Escolar Conectada também inclui temas ligados à rotina das unidades escolares, como gestão escolar e pedagógica, limpeza e organização dos ambientes, alimentação e nutrição escolar, manutenção e conservação da infraestrutura, patrimônio mobiliário e imobiliário, além de sensibilização e contextualização sobre escolas indígenas.

Fonte: Governo MT – MT

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