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Empresas podem perder créditos de ICMS na transição tributária, alerta especialista; veja como evitar prejuízos

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Panorama fiscal acende alerta no setor produtivo

A transição para o novo modelo tributário no Brasil tem gerado preocupação entre empresas de diferentes setores, especialmente pela possibilidade de perda de créditos acumulados de ICMS. O tema ganha ainda mais relevância diante de falhas recorrentes na emissão de documentos fiscais e da complexidade dos sistemas de apuração.

Segundo levantamento da IOB, empresa especializada em inteligência tributária, cerca de 70% das empresas brasileiras apresentaram divergências fiscais na emissão de documentos no primeiro semestre de 2024. O dado evidencia inconsistências operacionais que podem impactar diretamente a conformidade tributária e o aproveitamento de créditos.

Reforma tributária recoloca ICMS no centro das estratégias financeiras

Com a implementação gradual da reforma tributária, o crédito de ICMS volta a ocupar papel estratégico dentro da gestão financeira das empresas. Além de representar potencial reforço de caixa, esses valores podem ser comprometidos caso não sejam corretamente apurados durante o período de transição.

Para o contador e especialista em gestão tributária Altair Heitor, o momento exige organização imediata por parte das companhias.

“A reforma muda a lógica de apuração, mas não elimina o problema do crédito acumulado. Empresas que não se organizarem agora podem perder dinheiro no processo de transição”, afirma o especialista.

Erros fiscais ainda são principal entrave

De acordo com especialistas, falhas em campos técnicos como NCM, CFOP e destaque do imposto estão entre os principais motivos de bloqueio ou indeferimento de créditos fiscais.

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A fiscalização digital, cada vez mais integrada, cruza informações em tempo real, o que reduz a margem para erros. Em muitos casos, as empresas só percebem as inconsistências quando já não há possibilidade de correção.

“Quando há inconsistência, o crédito pode ser bloqueado, e muitas empresas só percebem quando já não há mais possibilidade de correção”, explica Altair Heitor.

Créditos de ICMS como instrumento de capital de giro

Na prática, o crédito de ICMS pode ser convertido em reforço de capital de giro, desde que esteja corretamente apurado e validado. No entanto, o acesso depende de organização documental e cumprimento rigoroso das exigências fiscais.

Há registros de empresas que conseguiram recuperar volumes expressivos por meio da regularização de créditos acumulados, mas especialistas alertam que o processo exige técnica e governança fiscal.

Cinco cuidados essenciais para preservar e recuperar créditos de ICMS

Diante do cenário de transição tributária, especialistas recomendam uma análise estruturada antes de qualquer tentativa de recuperação de créditos:

  1. Revisar documentos fiscais dos últimos cinco anos: A legislação permite a recuperação retroativa de créditos. A análise histórica ajuda a identificar valores não aproveitados e inconsistências.
  2. Corrigir falhas na emissão de notas fiscais: Erros em NCM, CFOP e no destaque do imposto podem comprometer definitivamente o direito ao crédito.
  3. Organizar documentação fiscal e contábil: A consistência entre registros fiscais e contábeis é essencial para evitar indeferimentos.
  4. Conhecer as regras dos sistemas do fisco: Ferramentas como e-CredAc e e-CredRural exigem conformidade técnica rigorosa para validação dos créditos.
  5. Contar com suporte técnico especializado: A complexidade do processo exige acompanhamento profissional para reduzir riscos de perda e autuações.

“Empresas que tentam conduzir esse processo sem orientação aumentam o risco de indeferimento e perda de valores relevantes”, reforça Altair Heitor.

Impactos da reforma exigem gestão tributária mais estratégica

Com a evolução da reforma tributária, a tendência é que a gestão de créditos fiscais se torne ainda mais estratégica para a competitividade das empresas, especialmente em setores com alta carga tributária, como agronegócio, indústria e exportação.

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Para especialistas, o debate vai além da conformidade fiscal e passa a influenciar diretamente o fluxo de caixa e a sustentabilidade financeira das operações.

“Não se trata apenas de recuperar imposto. Trata-se de preservar margem e garantir competitividade em um ambiente de mudança regulatória”, conclui Altair Heitor.

Conclusão

A transição tributária no Brasil exige atenção redobrada das empresas para evitar perdas financeiras relacionadas ao ICMS. Com alto índice de inconsistências fiscais e regras mais rígidas de controle, a organização prévia e o suporte especializado se tornam decisivos para garantir o aproveitamento correto dos créditos e a segurança financeira no novo cenário tributário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Falta de vacina contra clostridioses expõe rebanho de Mato Grosso a risco sanitário

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vacinas contra clostridioses

Atraso no fornecimento coincide com período de desmama e confinamentos; Ministério da Agricultura liberou 14,6 milhões de doses no país, mas setor cobra distribuição.

O desabastecimento de vacinas contra clostridioses atingiu a pecuária de Mato Grosso durante o período de desmama de bezerros e início do primeiro giro de confinamento. O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou a escassez nacional do imunizante e liberou 14.640.910 doses entre março e abril de 2026. Entidades do setor produtivo avaliam que o volume não atende à demanda e cobram medidas emergenciais para regularizar o fornecimento.

A ausência do produto coincide com a chegada da estiagem, fase de maior vulnerabilidade para os animais. Com 31,6 milhões de bovinos registrados, Mato Grosso detém o maior rebanho do Brasil. A interrupção no calendário de vacinação gera risco de perdas econômicas diretas para os produtores em caso de infecções, que causam mortes rápidas.

A origem da escassez está na suspensão da produção e comercialização por parte dos fabricantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026. O governo federal atuou na ampliação da fabricação nacional, viabilização de importações e liberação acelerada de lotes. Das doses autorizadas até abril, 63% são de produção interna e 37% importadas. A estimativa do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) é entregar de 8 milhões a 10 milhões de doses por mês até dezembro.

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A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) participa de discussões com órgãos de defesa e indústria. A entidade aponta o comprometimento dos calendários sanitários em um estado caracterizado pelo abate precoce e pelo crescimento de sistemas intensivos de engorda. O Sindicato Rural de Rondonópolis iniciou articulação com entidades estaduais e federais para buscar produtos, após registrar prateleiras vazias em lojas agropecuárias do município.

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) cobrou explicações sobre a logística de distribuição das vacinas entre os estados. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) projeta a chegada de 6,5 milhões de doses ao mercado nacional em maio e 11 milhões em junho, sem detalhar o volume exato destinado aos pecuaristas mato-grossenses.

Até o fechamento desta reportagem, o governo federal não divulgou o quantitativo de imunizantes direcionado a Mato Grosso. Também não há registro oficial aberto de mortalidade ou surtos no estado associados à falta do produto em 2026.

Proteção preventiva

As clostridioses são infecções e intoxicações provocadas por bactérias do gênero Clostridium, cujos esporos sobrevivem no solo por longos períodos. O grupo inclui doenças como botulismo, tétano, gangrena gasosa e carbúnculo sintomático (manqueira).

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A evolução clínica é rápida, o carbúnculo sintomático pode levar o animal a óbito em até 36 horas, com sintomas frequentemente despercebidos. O tratamento apresenta baixa eficácia. A vacinação preventiva em animais jovens, com início entre três e seis meses de idade, é o método central de controle.

As clostridioses integram a lista de enfermidades de notificação ao serviço veterinário oficial. Produtores devem registrar suspeitas no Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias (e-SISBRAVET).

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