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Pecuária

Falta de vacina contra clostridioses expõe rebanho de Mato Grosso a risco sanitário

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vacinas contra clostridioses

Atraso no fornecimento coincide com período de desmama e confinamentos; Ministério da Agricultura liberou 14,6 milhões de doses no país, mas setor cobra distribuição.

O desabastecimento de vacinas contra clostridioses atingiu a pecuária de Mato Grosso durante o período de desmama de bezerros e início do primeiro giro de confinamento. O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou a escassez nacional do imunizante e liberou 14.640.910 doses entre março e abril de 2026. Entidades do setor produtivo avaliam que o volume não atende à demanda e cobram medidas emergenciais para regularizar o fornecimento.

A ausência do produto coincide com a chegada da estiagem, fase de maior vulnerabilidade para os animais. Com 31,6 milhões de bovinos registrados, Mato Grosso detém o maior rebanho do Brasil. A interrupção no calendário de vacinação gera risco de perdas econômicas diretas para os produtores em caso de infecções, que causam mortes rápidas.

A origem da escassez está na suspensão da produção e comercialização por parte dos fabricantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026. O governo federal atuou na ampliação da fabricação nacional, viabilização de importações e liberação acelerada de lotes. Das doses autorizadas até abril, 63% são de produção interna e 37% importadas. A estimativa do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) é entregar de 8 milhões a 10 milhões de doses por mês até dezembro.

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A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) participa de discussões com órgãos de defesa e indústria. A entidade aponta o comprometimento dos calendários sanitários em um estado caracterizado pelo abate precoce e pelo crescimento de sistemas intensivos de engorda. O Sindicato Rural de Rondonópolis iniciou articulação com entidades estaduais e federais para buscar produtos, após registrar prateleiras vazias em lojas agropecuárias do município.

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) cobrou explicações sobre a logística de distribuição das vacinas entre os estados. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) projeta a chegada de 6,5 milhões de doses ao mercado nacional em maio e 11 milhões em junho, sem detalhar o volume exato destinado aos pecuaristas mato-grossenses.

Até o fechamento desta reportagem, o governo federal não divulgou o quantitativo de imunizantes direcionado a Mato Grosso. Também não há registro oficial aberto de mortalidade ou surtos no estado associados à falta do produto em 2026.

Proteção preventiva

As clostridioses são infecções e intoxicações provocadas por bactérias do gênero Clostridium, cujos esporos sobrevivem no solo por longos períodos. O grupo inclui doenças como botulismo, tétano, gangrena gasosa e carbúnculo sintomático (manqueira).

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A evolução clínica é rápida, o carbúnculo sintomático pode levar o animal a óbito em até 36 horas, com sintomas frequentemente despercebidos. O tratamento apresenta baixa eficácia. A vacinação preventiva em animais jovens, com início entre três e seis meses de idade, é o método central de controle.

As clostridioses integram a lista de enfermidades de notificação ao serviço veterinário oficial. Produtores devem registrar suspeitas no Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias (e-SISBRAVET).

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AGRONEGÓCIO

Dólar em queda cria oportunidade para empresas reduzirem custos e fortalecerem estratégia cambial

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A recente queda do dólar frente ao real abriu uma nova janela estratégica para empresas brasileiras que atuam no comércio exterior, especialmente importadoras e indústrias dependentes de insumos internacionais. Com a moeda americana em patamares mais baixos ao longo de 2026, especialistas avaliam que o momento favorece redução de custos, renegociação de contratos e fortalecimento da gestão cambial.

Dados do Banco Central mostram que o fluxo cambial brasileiro acumulou superávit de US$ 16,7 bilhões até março de 2026, impulsionado principalmente pela entrada de capital estrangeiro e pelo diferencial de juros no Brasil. O cenário contribui para a valorização do real e altera diretamente o planejamento financeiro das empresas.

Real valorizado reduz custos e amplia margens operacionais

A queda do dólar tem impacto imediato sobre empresas que dependem de matérias-primas, equipamentos e produtos importados. Com a moeda americana mais barata, custos operacionais diminuem e as margens podem ganhar fôlego em diversos segmentos da economia.

Segundo Thiago Oliveira, CEO da Saygo, holding especializada em comércio exterior, câmbio e tecnologia, o cenário deve ser interpretado de forma estratégica pelas companhias.

“O dólar mais baixo não é apenas uma oportunidade de economizar. É um momento de reorganizar contratos, revisar fornecedores e estruturar uma política cambial mais inteligente”, afirma.

Além do ganho operacional, o movimento também influencia decisões relacionadas à expansão internacional, investimentos e formação de estoque.

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Exportadores precisam redobrar atenção com receitas em dólar

Se por um lado a valorização do real beneficia importadores, por outro pressiona empresas exportadoras, que passam a converter receitas em dólar por valores menores em reais.

O efeito pode comprometer competitividade e rentabilidade, especialmente em setores altamente dependentes das exportações.

Para o especialista, um dos erros mais comuns ainda é tratar o câmbio apenas como uma oportunidade momentânea.

“O erro mais comum é tratar o câmbio como algo pontual. Empresas aproveitam a cotação do dia, mas não constroem uma estratégia. Quando o ciclo vira, o impacto vem direto no caixa”, alerta Oliveira.

Empresas ampliam uso de hedge e gestão cambial

Com maior volatilidade global e influência crescente de fatores externos, empresas brasileiras vêm fortalecendo mecanismos de proteção financeira para reduzir exposição às oscilações cambiais.

Ferramentas como hedge, contratos a termo e diversificação de moedas ganham espaço nas estratégias corporativas, principalmente diante das incertezas envolvendo política monetária nos Estados Unidos, fluxo global de capitais e tensões comerciais internacionais.

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Especialistas defendem que a gestão cambial deixe de ser tratada apenas como um custo operacional e passe a integrar o planejamento financeiro das empresas.

Cinco estratégias para aproveitar o dólar em baixa

Diante do cenário atual, especialistas apontam medidas que podem ajudar empresas a aproveitar o momento sem ampliar riscos financeiros:

  • Antecipação de importações: Com custos menores, empresas podem antecipar compras externas e formar estoques estratégicos a preços mais competitivos.
  • Revisão de contratos internacionais: A renegociação de contratos em dólar pode gerar redução relevante de despesas, principalmente em acordos recorrentes ou de longo prazo.
  • Proteção cambial: Mesmo com o dólar em queda, operações de hedge seguem fundamentais para reduzir exposição a futuras oscilações da moeda.
  • Diversificação de moedas: Ampliar operações para moedas como euro ajuda a reduzir dependência exclusiva do dólar e diminui vulnerabilidades cambiais.
  • Integração do câmbio ao planejamento financeiro: O acompanhamento contínuo do mercado cambial e o uso de tecnologia para projeção de cenários aumentam a previsibilidade e fortalecem a tomada de decisão.
Gestão estratégica ganha protagonismo em cenário volátil

Para especialistas, empresas que transformam o câmbio em parte da estratégia corporativa tendem a atravessar períodos de volatilidade com maior estabilidade financeira.

“Não se trata de prever o dólar, mas de se preparar para qualquer direção que ele tome. Quem tem método não depende da sorte”, afirma Oliveira.

Além de reduzir custos financeiros e logísticos, o dólar mais baixo pode fortalecer a competitividade de empresas brasileiras no mercado interno. Ainda assim, analistas reforçam que o atual cenário cambial é cíclico e exige cautela.

“A vantagem existe, mas ela é temporária. O câmbio é cíclico. Empresas que usam esse período para estruturar processos saem fortalecidas. As que apenas aproveitam o preço do dia continuam vulneráveis”, conclui o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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