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VÁRZEA GRANDE

Guarda Municipal e forças de segurança garantem tranquilidade e reforçam proteção durante a EXPOVG 2026

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Guarda Municipal e em parceria com as forças de segurança pública, atua de forma integrada para garantir a tranquilidade e a segurança dos milhares de visitantes que participam da EXPOVG 2026, realizada em comemoração aos 159 anos do Município.

Durante todos os dias do evento, equipes da Guarda Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, segurança privada e demais órgãos de apoio reforçam o policiamento preventivo, o controle de acesso, a organização do trânsito e o atendimento ao público dentro e no entorno do espaço da festa.

Além do reforço no patrulhamento ostensivo, as equipes também desenvolvem ações de orientação ao público, monitoramento das áreas de maior circulação e apoio em ocorrências relacionadas à mobilidade urbana. O esquema especial conta ainda com postos de atendimento e equipes de prontidão para situações emergenciais.

Conforme o secretário municipal de Defesa Social, Louriney Silva, a presença integrada das forças de segurança tem sido fundamental para o sucesso da EXPOVG 2026.

“O objetivo é assegurar um ambiente familiar e seguro, permitindo que a população aproveite com tranquilidade as atrações culturais, o rodeio, a praça de alimentação e os shows musicais”, destacou o secretário.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Homem é preso por estrangular adolescente em Várzea Grande

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Violência doméstica

Suspeito de 19 anos impedia a vítima de frequentar a escola e não aceitava o término do relacionamento; adolescente apresentava marcas de lesões nas costelas e pescoço

Policiais civis prenderam em flagrante na sexta-feira (15) um homem de 19 anos suspeito de agredir a companheira, de 17, no bairro Capão Grande, em Várzea Grande.

A detenção ocorreu após a adolescente buscar auxílio na Delegacia da Mulher e Vulneráveis 24 Horas. O caso evidencia a gravidade da violência doméstica na região, caracterizada não apenas por agressões físicas diretas, mas por um ciclo de controle psicológico e restrição de direitos fundamentais, como o acesso à educação. A rápida intervenção da equipe de plantão evitou o prolongamento das agressões em uma residência onde o suspeito monitorava os passos da vítima.

Dinâmica das agressões e socorro à vítima

A adolescente compareceu à unidade policial no fim da tarde de sexta-feira apresentando sinais visíveis de violência. Segundo o registro da ocorrência, a vítima portava “lesões próximas à costela direita” e “marcas no pescoço, decorrentes de estrangulamento”. Além das marcas roxas e escoriações, a jovem apresentou um relato detalhado sobre a violência física sofrida recentemente, “relatando ter sofrido tapas na cabeça” durante os episódios de fúria do companheiro.

O atendimento na Delegacia da Mulher 24 Horas permitiu a coleta imediata das evidências físicas. A equipe técnica documentou as marcas de estrangulamento, que indicam o uso de força desproporcional e risco iminente à vida da adolescente. O depoimento da vítima foi central para a caracterização do crime de lesão corporal qualificada, uma vez que as agressões foram perpetradas no âmbito de uma relação íntima de afeto, agravada pela menoridade da vítima.

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A gravidade do quadro clínico apresentado pela adolescente exigiu o acionamento imediato dos protocolos de proteção. O exame das lesões nas costelas e no pescoço serviu como prova material para sustentar a voz de prisão em flagrante, retirando o suspeito de circulação poucas horas após o registro do boletim de ocorrência.

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Histórico de controle e impedimento escolar

Para além da violência física constatada pelos policiais, o caso revela um histórico de privação de liberdade e controle social. A adolescente relatou aos investigadores que o companheiro “a impedia de frequentar a escola”. Essa prática de isolamento é comum em contextos de violência doméstica, onde o agressor busca restringir a autonomia da vítima e sua rede de apoio externo, utilizando o ambiente educacional como uma ameaça ao seu domínio.

De acordo com o material colhido pela Polícia Civil, o homem de 19 anos “demonstrava ciúmes excessivo” e utilizava essa justificativa para manter a adolescente sob vigilância constante. O controle se intensificou diante da tentativa da jovem de romper o vínculo. O suspeito “não aceitava que ela colocasse fim ao relacionamento”, transformando a residência do casal em um ambiente de coação e agressões recorrentes.

O impedimento da frequência escolar é um agravante que impacta o desenvolvimento da menor de idade, configurando uma violação de direitos que ultrapassa a esfera penal da lesão corporal. Os investigadores apuraram que a recusa em aceitar o término era o principal gatilho para os ataques físicos, estabelecendo um padrão de posse sobre a adolescente.

Prisão em flagrante e medidas protetivas

Após a confecção do boletim de ocorrência e a verificação das lesões, a equipe do Plantão da Mulher iniciou as diligências para localizar o agressor. O homem foi encontrado em frente à residência do casal, situada em uma distribuidora no bairro Capão Grande. No momento da abordagem, ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à delegacia sem oferecer resistência registrada.

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A prisão foi tipificada como lesão corporal qualificada. Diante da natureza dos crimes e do histórico de estrangulamento e controle escolar, “a vítima solicitou medidas protetivas de urgência”. Tais medidas visam garantir que o agressor mantenha distância da adolescente e não tente retomar o contato após uma eventual soltura, sob pena de nova prisão imediata por descumprimento de ordem judicial.

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O procedimento agora segue para o Poder Judiciário, que deve analisar a manutenção da prisão em flagrante em audiência de custódia. O prazo para a conclusão do inquérito policial é de dez dias, caso o investigado permaneça preso, período em que novas oitivas podem ser realizadas para consolidar as provas de cárcere privado ou outras violações decorrentes do impedimento de estudo relatado pela vítima.

A Polícia Civil reforça a importância de que vítimas de agressões procurem as unidades especializadas 24 horas, permitindo que a materialidade das lesões, como as marcas de estrangulamento verificadas neste caso, seja documentada ainda em período de flagrância.

 

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