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Várzea Grande

Incêndio destrói barracão da Secretaria de Educação alugado pela Prefeitura de Várzea Grande

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Incêndio no barracão da Educação consumiu merenda, material didático e equipamentos em imóvel de 5.880 m² na Avenida Filinto Müller; causa será definida por laudos técnicos

Um incêndio de grandes proporções destruiu, na noite de quarta-feira (17), o barracão da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, na Avenida Filinto Müller, no bairro Jardim Marajoara. O imóvel de 5.880 m², alugado pela Prefeitura por R$ 4,03 milhões em contrato de cinco anos, abrigava o centro de distribuição de merenda escolar, o setor de patrimônio e a superintendência operacional da rede de ensino. A Prefeitura informou que não houve feridos e que as causas serão apuradas pelos órgãos competentes.

Perda total no centro de distribuição

As chamas tomaram o galpão no fim da noite de quarta-feira e consumiram quase tudo o que estava guardado. A secretária municipal de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, esteve no local e relatou perda total dos materiais: livros didáticos, merenda escolar, aparelhos de ar-condicionado, cadeiras, geladeiras, freezers, dois caminhões e itens de apoio às escolas. A secretária e a Prefeitura informaram que ninguém ficou ferido. Parte do material perdido seria destinada a escolas da rede e a uma creche prevista para inauguração.

O combate ao incêndio de grandes proporções mobilizou a Guarda Municipal, que chegou primeiro à Avenida Filinto Müller, e o Corpo de Bombeiros, com esforço para impedir que as chamas alcançassem imóveis vizinhos. A corporação divulgou uma galeria oficial com dez fotos da operação, mas não apresentou, até o fechamento da matéria, relatório técnico, balanço de danos ou conclusão sobre a origem das chamas. A secretária de Educação se emocionou ao ver a destruição no local.

O barracão funcionava como central logística da rede de ensino. O espaço, de grande porte, reunia câmara fria, cisterna de 50 mil litros, salas de estoque, setor de expedição, áreas administrativas e mezanino, estrutura usada para abastecer escolas e creches do município.

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Contrato de R$ 4 milhões e a questão do seguro

O barracão pertence a particulares e era alugado pela Prefeitura. O contrato identifica como proprietários do imóvel Davi Pintor, Valdecir Pintor e Elizio Pintor. A locação foi autorizada no início do ano, por contratação direta na modalidade de inexigibilidade, e o contrato, publicado no Diário Oficial do município em 6 de fevereiro de 2026, registra aluguel mensal de R$ 67.179,47, valor anual de R$ 806.153,64 e valor global de R$ 4.030.768,20 pelos cinco anos previstos, para o imóvel de 5.880 m² destinado à logística escolar. O espaço havia sido contratado para abrigar o centro de aquisição e distribuição de alimentação escolar, o setor de patrimônio e a superintendência operacional do sistema de ensino.

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Um dos proprietários, Davi Pintor, afirmou que o imóvel tinha estrutura de prevenção e combate a incêndio quando era ocupado por uma empresa privada, mas que não saberia dizer como esses equipamentos estavam depois que o espaço passou a ser administrado pelo poder público. Ele declarou que os donos não mantinham seguro contratado para o local, por estar alugado ao setor público, e que desconhecia eventual cobertura da Prefeitura. O imóvel tinha câmeras internas e externas e ficava em área atendida pelo programa Vigia Mais. Davi Pintor mencionou ainda que apenas a perícia poderia esclarecer o que ocorreu.

Pelas cláusulas do contrato, caberia ao locatário, no caso a Prefeitura, atualizar o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, o AVCB, e contratar seguro complementar contra incêndio, se fosse necessário. A confirmação completa desses pontos depende do acesso ao contrato integral e a seus anexos.

Causa em aberto e disputa na Câmara

A origem do fogo continua sem definição. A prefeita Flávia Moretti disse estar “com o coração cortado” com a destruição do barracão e pediu cautela: aguardaria os laudos da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e da Politec antes de apontar qualquer causa, com a prioridade de recuperar o que foi perdido. Há uma informação preliminar de que o fogo pode ter começado em um transformador, ainda não confirmada por perícia.

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Na Câmara Municipal, o caso dividiu os vereadores. O vereador Wender Madureira Filho cobrou investigação rigorosa e levantou a hipótese de “queima de arquivo”. O presidente da Casa, Wanderley Cerqueira, disse que o episódio gera dúvidas e citou uma suposta falta de liberação do Corpo de Bombeiros para o barracão, ponto sem comprovação documental. O líder do governo, Bruno Rios, classificou como prematuras as acusações de incêndio criminoso e pediu que a causa seja definida por perícia técnica.

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Proximidade com posto e incêndio anterior

O barracão fica ao lado de um posto de combustíveis, o que aumentou o risco durante o combate. Há relatos de que o fogo teria atingido o posto, mas não foi localizada confirmação oficial sobre danos ao estabelecimento. Os relatos da noite do incêndio divergem sobre o alcance das chamas até o posto, e a extensão de eventuais danos ainda depende de verificação oficial.

Não é o primeiro imóvel alugado pela Prefeitura a pegar fogo. Em outubro de 2025, um incêndio atingiu outro prédio locado pelo município, na Avenida Júlio Campos, que servia de depósito para três secretarias. Os dois episódios são distintos e ocorreram em endereços diferentes, ambos em imóveis alugados que o município usava para guardar bens públicos.

Os laudos técnicos devem esclarecer a causa do incêndio e a dimensão dos prejuízos. A Prefeitura faz o levantamento das perdas, sem estimativa de valor divulgada até o fechamento da matéria.

 

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Operação prende casal em Rondonópolis e mira facção de origem carioca

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Ação coordenada pelo Ceará cumpre mandados em sete estados para sufocar financeiramente grupo criminoso com bloqueio de imóveis e veículos

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu um homem e uma mulher em Rondonópolis nesta quinta-feira (18), em apoio à Operação Torniquete, desarticulando ramificações de uma facção nacional.

A ofensiva expõe a capilaridade de grupos de origem carioca em direção ao interior do país e foca na descapitalização financeira estrutural, mirando o crime de organização criminosa e o fluxo de capital ilícito em diferentes unidades da federação. A ação reflete uma mudança de paradigma na repressão estatal, priorizando o confisco de bens sobre a apreensão pontual de entorpecentes.

Conexão Rondonópolis e a base operacional no Mato Grosso

A participação mato-grossense na operação concentrou-se no município de Rondonópolis, localizado na região sul do estado. As equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) da cidade foram acionadas para dar cumprimento a ordens judiciais expedidas pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Fortaleza (CE).

O alvo da incursão no bairro Jardim Sumaré foi um casal. Contra o homem, de 27 anos, e a mulher, de 34 anos, os agentes cumpriram dois mandados de prisão preventiva. Além da restrição de liberdade, a polícia executou um mandado de busca e apreensão no endereço, que resultou no recolhimento de dois aparelhos celulares.

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De acordo com o delegado Fábio Nahas, a logística da ação evidencia a necessidade de atuação conjunta: “A atuação integrada entre as Polícias Civis dos estados envolvidos demonstra a importância do compartilhamento de informações de inteligência e da cooperação interestadual no enfrentamento ao crime organizado, fortalecendo as ações de combate às facções criminosas e à lavagem de dinheiro em todo o país”.

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O escopo da Operação Torniquete e a rede interestadual

A ofensiva deflagrada nesta quinta-feira possui alcance geográfico que abrange as regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. A Operação Torniquete ocorreu simultaneamente no Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Amazonas, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O foco da investigação é uma facção criminosa, nascida no Rio de Janeiro, com forte atuação estabelecida na região Norte do estado do Ceará. Até o fechamento da matéria, a operação havia registrado mais de 40 prisões consolidadas.

O escopo total do planejamento policial prevê a execução de 77 mandados de prisão e um volume substancial de 198 mandados de busca e apreensão. Os alvos respondem a uma tríade de tipificações penais: tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A articulação da operação exigiu uma força-tarefa liderada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Interior Norte (CE) (Draco-Norte) e pela Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCLD) (CE), com suporte direto do Departamento de Inteligência Policial (DIP) do Ceará.

Estratégia de asfixia financeira e bloqueio patrimonial

O eixo central da Operação Torniquete transcende a captura física de suspeitos e concentra-se na descapitalização da estrutura criminosa. O mapeamento realizado pelos investigadores identificou uma rede de ocultação de patrimônio estruturada para dar aparência de legalidade aos recursos oriundos do tráfico de entorpecentes.

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A asfixia financeira mira ativos de alta liquidez e bens de luxo. Entre os alvos das medidas judiciais estão imóveis de alto padrão e veículos de elevado valor econômico. As contas bancárias vinculadas aos indivíduos investigados também entraram no radar da Justiça, sofrendo ações diretas de bloqueio, sequestro e indisponibilidade patrimonial.

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No âmbito de Mato Grosso, os dois celulares apreendidos com o casal no bairro Jardim Sumaré representam o próximo estágio da apuração. Os dispositivos passarão por análise para subsidiar o aprofundamento das investigações financeiras, buscando delinear o grau de envolvimento da base de Rondonópolis no esquema nacional de lavagem de dinheiro da facção carioca.

 

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