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Indiciado pela PF, Galvan negocia com Max Russi disputa ao Senado pelo Podemos

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Antônio Galvan Senado
Mensagens vazadas de grupo de condomínio expõem troca de acusações entre Antônio Galvan, sua esposa e o filho sobre contratos da Aprosoja.

Ex-presidente da Aprosoja recusa concorrência à Câmara Federal e tenta viabilizar candidatura majoritária em Mato Grosso sob a sombra de inquéritos do STF.

O produtor rural Antônio Galvan articula sua filiação ao Podemos para disputar uma vaga ao Senado por Mato Grosso nas eleições de outubro. Investigado por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro e indiciado pela Polícia Federal, o ex-presidente da Aprosoja Brasil confirmou neste sábado (07) que mantém conversas com o deputado estadual Max Russi, presidente do Podemos no estado.

A tentativa de retorno às urnas ocorre sob a sombra de inquéritos criminais que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Galvan figura em relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) como articulador logístico de manifestações golpistas e aguarda decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre um indiciamento, testando a viabilidade de candidaturas ligadas ao radicalismo político em siglas tradicionais.

Galvan deixou o Democracia Cristã (DC) há um mês, após ser preterido para a suplência da deputada Janaina Riva (MDB) ou para uma disputa à Câmara dos Deputados. O sojicultor afirma que siglas como PRD e Avante estão no radar, mas a tendência é fechar com o partido de Russi.

“Ainda não definimos realmente o partido que a gente vai filiar. Mas temos uma boa conversa com Max Russi”, afirmou Galvan. Segundo ele, há possibilidade de integrar a chapa do Podemos ou compor a suplência em um projeto coligado.

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Foco exclusivo no Senado

Apesar do assédio de outras siglas, o produtor descarta mudar de foco. O Partido Liberal (PL) exerce pressão para que ele concorra a deputado federal, proposta que o ruralista rejeita com base no capital político adquirido em 2022, quando obteve mais de 337 mil votos e ficou em segundo lugar na corrida ao Senado.

“Eu já falei que candidato a deputado federal eu não serei”, declarou. Galvan relata ainda que sofre pressão para disputar o governo estadual, citando a rejeição de outros candidatos nas pesquisas, mas confirma que não recebeu nenhum convite oficial para o Executivo.

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O peso do 8 de janeiro e inquéritos no STF

A pré-candidatura avança em paralelo ao passivo judicial do ruralista. Em julho de 2024, a Polícia Federal indiciou Galvan por incitação pública à prática de delito (artigo 286 do Código Penal) e associação criminosa (artigo 288), no âmbito do inquérito que apura os atos antidemocráticos de 7 de setembro de 2021. O caso aguarda manifestação da PGR sobre o oferecimento de denúncia.

No contexto da invasão aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, documentos da Abin e relatórios enviados à CPMI apontam Galvan como líder do Movimento Brasil Verde e Amarelo (MBVA) e um dos principais financiadores de acampamentos e bloqueios de estradas. Apesar das menções da inteligência e de ter sido alvo de busca e apreensão autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes em 2021, não há, até o momento, a existência de denúncia penal específica contra Galvan pelas depredações de 8 de janeiro.

Passivo ambiental e eleitoral

O histórico judicial do sojicultor também envolve infrações em outras esferas. Na última terça-feira, 3 de março de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) confirmou uma multa de R$ 10 mil contra Galvan por impulsionamento de propaganda eleitoral negativa contra um adversário na campanha de 2022.

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Na área civil e administrativa, o produtor acumula condenações e litígios, incluindo uma ação civil pública por plantio de soja fora do vazio sanitário, autos de infração por venda de grãos sem nota fiscal, multa por desmatamento ilegal de 500 hectares em Vera (MT) e uma ação possessória em que é acusado por uma vizinha de tentar invadir terras contíguas à sua fazenda em Sinop.

Acusações familiares e vazamento de mensagens

Além do passivo em esferas públicas e ambientais, o ex-presidente da Aprosoja enfrentou exposição ligada a conflitos familiares. Em 2021, mensagens de um grupo de WhatsApp do condomínio Splendore, obtidas pelo site Isso é Notícia, revelam uma discussão pública entre Galvan, sua atual esposa, Paula Boaventura, e seu filho, Rafael Galvan. O embate teve início após o compartilhamento de vídeos noticiando operações da Polícia Federal contra o produtor rural.

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No grupo, Rafael acusou o pai de corrupção interna na Aprosoja, afirmando que a entidade foi usada para beneficiar a atual companheira do ruralista. Segundo as mensagens vazadas, o filho alegou que Galvan assinou um “contrato MILIONÁRIO PARA A AMANTE DE MAIS DE 1.500.000,00” visando à compra de um apartamento. O produtor rural rebateu as acusações, exigiu que o filho levasse provas ao Ministério Público e o ofendeu: “Você é um vagabundo” e “Você não é homem. Teu defeito é esse. Fala de todo mundo, e depois corre da raia”.

A esposa de Galvan, Paula Boaventura, interveio na discussão pedindo desculpas aos vizinhos pelo constrangimento, mas refutou as acusações de ilegalidade. Ela argumentou que “as propostas antes de contratadas passaram pelas Diretorias” da Aprosoja e ameaçou processar o enteado, declarando que ele não possui profissão definida e pedindo que deixe de ser “inconsequente”. Rafael, por sua vez, ironizou a resposta da madrasta, afirmando que a declaração dela seria a “prova que faltava” de que a diretoria da associação tinha ciência dos contratos.

Leia mensagens abaixo:

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Modalidade de arrasto de praia supera 80% da cota de captura da tainha

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) informa que, neste sábado (6/06), a modalidade de arrasto de praia superou 80% da cota de captura da tainha (Mugil liza) estabelecida para a temporada de pesca de 2026.

Para essa modalidade, o limite total de captura foi fixado em 1.332 toneladas, conforme previsto no art. 4º, inciso IV, da Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, de 27 de fevereiro de 2026.

De acordo com a regulamentação vigente, a atividade será encerrada quando a captura alcançar 90% da cota estabelecida.

A medida faz parte das ações de ordenamento e gestão sustentável da pesca da tainha, com o objetivo de garantir a conservação do estoque pesqueiro e a manutenção da atividade econômica para as comunidades que dependem da espécie.

As informações são atualizadas diariamente por meio do Painel de Monitoramento da Temporada, plataforma oficial do Governo Federal destinada ao acompanhamento das capturas. Novos comunicados serão divulgados conforme a evolução dos dados de monitoramento.

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ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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