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VIOLÊNCIA POLICIAL

Adolescente de 16 anos denuncia policiais militares por estupro e ameaça de morte em Peixoto de Azevedo

Uma estudante de 16 anos procurou a polícia, acompanhada da mãe, para denunciar dois policiais militares por estupro e ameaça de morte. O crime teria ocorrido em um local isolado após uma abordagem na saída da escola, em Peixoto de Azevedo (MT).

Publicado em

denúncia estupro policiais militares
A denúncia contra os agentes foi registrada em Peixoto de Azevedo e o inquérito será conduzido pela Polícia Civil de Matupá.

Matéria atualizada as 09:05

Uma grave denúncia envolvendo agentes de segurança pública foi registrada na região norte de Mato Grosso. Uma estudante de apenas 16 anos, procurou as autoridades ao lado de sua mãe para relatar ter sido vítima de violência sexual cometida por policiais militares durante uma abordagem na cidade de Peixoto de Azevedo (MT). O caso foi registrado oficialmente no Boletim de Ocorrência nº 2026.66160 , tipificado como estupro consumado.

A denúncia aponta que a violência ocorreu na noite do dia 27 de fevereiro de 2026, por volta das 22h00. O documento policial, elaborado no dia seguinte (28/02) às 12h05, narra em detalhes os momentos de terror vividos pela adolescente.

A abordagem e a proibição de contato com a família

Tudo começou quando a jovem havia acabado de sair da Escola 19 de Julho. Segundo o relato registrado no boletim, ela conduzia uma motocicleta e foi abordada por uma equipe da Polícia Militar (referida no documento pela sigla GUPM – Guarnição da Polícia Militar).

Logo no início da abordagem, a estudante informou aos policiais que era menor de idade. Assustada, a adolescente perguntou se poderia fazer uma ligação telefônica para sua mãe, no entanto, o pedido foi imediatamente negado pelos agentes.

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Em vez de realizarem os procedimentos padrão ali mesmo, os policiais deram uma ordem incomum: mandaram que a adolescente continuasse pilotando sua moto, avisando que dariam um sinal mais à frente indicando onde ela deveria parar.

A violência em local isolado

Seguindo as ordens dos policiais, a vítima pilotou até um local ermo (isolado e com pouco movimento), próximo à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Peixoto de Azevedo. Foi neste local escuro que a viatura deu o sinal de parada, ordem que foi obedecida pela adolescente.

O boletim de ocorrência descreve com crueza o que aconteceu em seguida. Um dos policiais desceu da viatura, segurou firmemente o braço da estudante e arrancou a blusa dela à força. Ato contínuo, o agente iniciou o abuso sexual. O documento oficial aponta que o policial chegou a sugar os seios da vítima, causando lesões, enquanto dizia a frase: “É isso que você merece”.

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A adolescente relatou que o episódio de violência e humilhação durou cerca de 20 minutos. A vítima explicou às autoridades que não houve conjunção carnal (penetração) , mas, pela lei brasileira, os atos praticados já configuram o crime de estupro.

Ameaça de morte e preocupação com câmeras

A frieza dos suspeitos chamou a atenção. O relato aponta que, durante os 20 minutos de abusos, os policiais não apenas continuaram impedindo a adolescente de ligar para a mãe, mas também demonstravam grande preocupação com o ambiente, observando repetidamente se havia câmeras de monitoramento (segurança) no local.

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Quando finalmente decidiram liberar a estudante, a violência física deu lugar à violência psicológica extrema. Os policiais ameaçaram a adolescente, afirmando que, se ela contasse para alguém o que havia acontecido, eles iriam atrás dela para matá-la.

Quem são os suspeitos?

Apesar do trauma, a jovem conseguiu fornecer detalhes importantes sobre os agressores para o registro policial. Ela informou que eram dois policiais militares e descreveu as características físicas da dupla, um dos policiais era de estatura alta e pele branca, o outro policial era de estatura baixa e pele morena.

Ambos vestiam o uniforme azul padrão da Polícia Militar de Mato Grosso e utilizavam uma viatura de modelo pequeno, destacando que não se tratava de uma caminhonete.

Próximos passos da investigação

O boletim de ocorrência foi lavrado pelo policial militar Cleyton de Matos Silva. O documento garante que, diante da gravidade dos relatos, a vítima e sua mãe foram encaminhadas para a Delegacia de Polícia Judiciária Civil (DPJC) da cidade vizinha, Matupá, para que as devidas providências investigativas sejam tomadas.

A partir de agora, o caso deve ser tratado por meio de um Inquérito Policial conduzido pela Polícia Civil, que será responsável por ouvir formalmente a vítima, solicitar exames de corpo de delito para comprovar as lesões relatadas, buscar possíveis imagens de câmeras de segurança na rota descrita e identificar os policiais que estavam de plantão com a viatura descrita na data e horário do crime.

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Atualização – Relatos da mãe

Segundo a mãe da menor, sua filha esta com medo constante e não suporta ficar sozinha.

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“Ela esta com muito medo, tem uma amiga ficando em casa com ela. Temos que levá-la ao trabalho e buscá-la todos os dias.”.

A mãe declarou ainda ter sido atendida pela promotoria da cidade.

“Fui na promotoria e me disseram que estão investigando, buscando pelas câmeras de vigilância, mas ainda ninguém foi preso.”.

 

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O outro lado

A policia Militar emitiu a nota abaixo:

A Polícia Militar de Mato Grosso informa que abriu procedimento administrativo, por meio da Corregedoria-Geral, para apuração completa dos fatos e identificação dos supostos militares envolvidos na denúncia.

A corporação também informa que, ao tomar conhecimento da denúncia, prestou suporte à vítima, encaminhando-a para registro de boletim de ocorrência e exame de corpo de delito.

A PMMT reforça que não coaduna com nenhum tipo de crime cometido por parte de seus integrantes.

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Várzea Grande realiza tapa-buracos na cohab Celestino Henrique e no bairro Chapéu do Sol

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A Prefeitura de Várzea Grande realiza, nesta quarta-feira (22.04), a operação tapa-buracos na Cohab Celestino Henrique e na região do bairro Chapéu do Sol. A ação é executada pela Secretaria Municipal de Viação e Obras.

A pasta também promove o patrolamento de vias não pavimentadas nos bairros Parque Del Rey e Vila Operária. Além disso, equipes atuam na recuperação da rua Araripe, no bairro Figueirinha, que sofreu processo de erosão.

Lançada oficialmente no último dia 2 de abril, a operação ganhou mais ritmo e produtividade com a redução das chuvas, permitindo maior eficiência no trabalho das equipes.

A Prefeitura reforça que o cronograma segue avançando por regiões e que a população pode acompanhar as ações, que continuarão sendo realizadas nos próximos dias, conforme o planejamento técnico da secretaria.

“Tivemos um aumento significativo na demanda devido ao período chuvoso, mas já estamos intensificando os serviços de tapa-buracos para regularizar, o mais rápido possível, ruas e avenidas do município. O objetivo é garantir trafegabilidade e mais segurança para motoristas e pedestres, especialmente em pontos de maior fluxo”, destacou o subsecretário de Viação e Obras, Juliano Machado.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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