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Geopolítica

Relatório dos EUA aponta instalações espaciais da China no Brasil com potencial militar

Relatório do Congresso dos EUA acusa a China de operar instalações espaciais com potencial militar no Brasil. A falta de manifestações oficiais mantém a tensão diplomática no centro do debate.

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instalações espaciais da China no Brasil
Estações de rastreamento de satélites em território brasileiro entram na mira de comitê do Congresso dos Estados Unidos.

Comitê do Congresso americano cobra revisão de parcerias e contenção da infraestrutura chinesa; governos mantêm silêncio oficial sobre o caso.

Um comitê da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgou um relatório no final de fevereiro de 2026 apontando que a China mantém instalações espaciais de “uso dual” na América Latina, com duas unidades operando no Brasil. O documento sugere que essas estruturas, apesar de oficialmente declaradas como civis, possuem potencial militar e de coleta de inteligência.

A denúncia insere o território brasileiro no centro da disputa estratégica entre Washington e Pequim. Segundo as recomendações do comitê norte-americano, o governo dos EUA deve reavaliar acordos de cooperação tecnológica, defesa e parcerias espaciais com os países que abrigam essa infraestrutura, aumentando a pressão diplomática por fiscalização.

Até o início de março de 2026, o governo brasileiro, o governo chinês e as empresas citadas não emitiram respostas oficiais públicas sobre as acusações. A ausência de manifestações formais mantém o debate restrito ao documento legislativo dos EUA e às repercussões na imprensa.

Estruturas na Bahia e na Paraíba

O relatório intitulado “Pulling Latin America into China’s Orbit” mapeia pelo menos 11 instalações na América do Sul, abrangendo Brasil, Argentina, Venezuela, Bolívia e Chile.

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No cenário brasileiro, o documento destaca duas estruturas principais. A primeira é a Tucano Ground Station, localizada em Salvador, na Bahia. A estação é fruto de um acordo firmado em 2020 entre a startup brasileira Ayla Nanosatellites e a empresa chinesa Beijing Tianlian Space Technology. Oficialmente, o projeto opera na recepção e análise de dados de satélites para fins civis de monitoramento terrestre.

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A segunda instalação é o Laboratório Conjunto China-Brasil de Tecnologia em Radioastronomia, situado na Serra do Urubu, na Paraíba. Criado em 2025 por meio de parceria entre a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e um instituto de pesquisa chinês, o local é destinado à observação do espaço profundo e pesquisa acadêmica.

De acordo com o comitê dos EUA, o risco reside na estratégia chinesa de “fusão civil-militar”, onde o desenvolvimento científico pode ser requisitado pelo Exército de Libertação Popular (PLA). O texto afirma que a base na Bahia “[fornece] à RPC um canal para observar e influenciar a doutrina espacial militar brasileira”.

Possíveis desdobramentos diplomáticos

O Comitê Seleto sobre o Partido Comunista Chinês tem função legislativa e atua na elaboração de diagnósticos para o Executivo dos Estados Unidos. O relatório pede ações concretas para “interromper a expansão” da presença chinesa no hemisfério ocidental.

Entre as principais medidas sugeridas estão a reavaliação de parcerias da NASA com os países envolvidos e a cobrança para que as nações anfitriãs comprovem controle soberano sobre os locais. Na prática, o Brasil poderá enfrentar exigências de maior transparência e protocolos de inspeção para manter ou assinar futuros acordos de tecnologia e defesa com os norte-americanos.

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O documento observa que os países possuem o direito de verificar as instalações. No entanto, não há registro no material analisado de auditorias técnicas independentes que confirmem o emprego militar ativo das bases localizadas em solo brasileiro.

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Repercussão e silêncio oficial

Não há evidência de que a Estação Tucano “Tucano Ground Station” ou o laboratório de radioastronomia estejam, hoje, operando como bases militares chinesas.

Até o momento, não houve manifestação oficial do governo brasileiro, do governo chinês ou das empresas citadas sobre as acusações.

O Itamaraty geralmente trata esse tipo de relatório do Congresso americano como documentos de política interna dos EUA, respondendo apenas se houver questionamentos diplomáticos diretos por parte do Departamento de Estado.

 

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Bombeiros resgatam corpo em rio após buscas

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Vítima desapareceu no Teles Pires, na região do Porto de Areia; operação da 7ª Companhia Independente durou 30 minutos

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso localizou, no sábado (6), o corpo de um homem vítima de afogamento no rio Teles Pires, em Alta Floresta. A operação de resgate ocorreu na região conhecida como Porto de Areia, a 791 quilômetros de Cuiabá.

O afogamento evidencia a necessidade de atenção aos protocolos de segurança em ambientes aquáticos. A atuação ágil da equipe de mergulho garantiu o recolhimento do corpo para os procedimentos legais, enquanto a corporação alerta contra os riscos de banhos em áreas com correnteza.

Dinâmica do acionamento e resposta

A equipe da 7ª Companhia Independente Bombeiro Militar (7ª CIBM) recebeu o chamado de emergência por volta das 14h. O alerta partiu do proprietário de um estabelecimento comercial situado nas imediações da ponte que cruza o rio Teles Pires na localidade.

O comunicante informou aos agentes que o jovem sofreu uma queda na água e, logo em seguida, desapareceu. Com a confirmação da ocorrência, a corporação enviou imediatamente uma equipe de especialistas para iniciar a varredura na área indicada.

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Operação de mergulho e perícia técnica

Os mergulhadores empenhados no atendimento realizaram buscas sistemáticas no leito do rio Teles Pires. A operação levou cerca de 30 minutos de mergulho até a localização exata do corpo da vítima.

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Após a recuperação, a equipe do Corpo de Bombeiros fez a retirada da água e transferiu a responsabilidade do caso para a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O órgão estadual assumiu a custódia para a realização dos procedimentos legais cabíveis.

Protocolos de prevenção a afogamentos

A partir do registro, o Corpo de Bombeiros Militar reforça o cumprimento rigoroso das medidas de segurança para banhistas. A recomendação central é evitar nadar em locais desconhecidos ou que apresentem correnteza.

A corporação estabelece que não se deve entrar na água após a ingestão de álcool e exige atenção redobrada com crianças, que devem permanecer sob supervisão constante. Outras condutas classificadas como de alto risco incluem saltar de pontes ou barrancos e nadar sozinho. Em caso de emergência, o serviço 193 deve ser acionado de imediato.

 

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