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Gestão pública e fiscalização

Pedra Preta autoriza seleção simplificada sob alerta de graves falhas no TCE

Prefeitura de Pedra Preta edita decreto para contratação emergencial de servidores sem concurso público. Medida ocorre em meio a parecer do TCE apontando nota zero no IDEB e epidemia de Dengue.

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contratação emergencial Pedra Preta
gestão Iraci Ferreira autoriza seleção emergencial sob alerta do TCE sobre falhas no IDEB e combate à Dengue.

Decreto dispensa concurso público sob justificativa de urgência para vagas na Educação, Saúde e Obras; medida ampara-se em lei municipal de 2014

A Prefeitura de Pedra Preta oficializou, nesta semana, o afastamento da regra do concurso público para preencher quadros funcionais. A prefeita Iraci Ferreira de Souza assinou o Decreto nº 11/2026, que autoriza um processo de seleção simplificada em “caráter emergencial”. O ato administrativo permite contratações rápidas para quatro secretarias, sob o argumento de evitar o colapso em serviços essenciais.

O Executivo fundamenta a decisão jurídica em ofícios internos enviados pelo Departamento de Recursos Humanos. O texto do decreto classifica o recrutamento como imperativo para o “atendimento de situações excepcionais”. Para legitimar a dispensa do rito tradicional de efetivação, a gestão aciona os dispositivos da Lei Complementar Municipal nº 017/2014.

Vínculos precários em áreas essenciais

A extensão da lista de cargos revela gargalos estruturais no quadro de servidores permanentes. Na Educação, a medida cobre funções contínuas, como monitores de transporte escolar para linhas rurais (“Morro do Boi”, “Cifrão”) e cuidadores de alunos com deficiência (PCD). A dependência de contratos temporários para funções pedagógicas e de apoio sugere falta de planejamento de longo prazo na pasta.

Situação similar ocorre na Secretaria de Viação e Obras Públicas. A administração busca preencher vagas de alta complexidade técnica, como operadores de escavadeira hidráulica e motoniveladora, via seleção simplificada. Juridicamente, a natureza contínua da manutenção viária conflita, em tese, com a transitoriedade dos contratos emergenciais.

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Saúde e lacuna de dados

Na Saúde, a contratação temporária alcança cargos de especialistas, como fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos. A rotatividade de profissionais nesses setores, fomentada por vínculos não efetivos, pode comprometer a continuidade de tratamentos clínicos da população.

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O decreto também apresenta uma lacuna de transparência imediata. O documento omite o impacto orçamentário e o número exato de postos abertos. O texto transfere a definição da “quantidade de vagas a serem disponibilizadas” para um edital futuro, delegando a uma Comissão Organizadora os critérios finais do certame.

Alerta vermelho no TCE: gestão sob suspeita

A urgência alegada pela prefeita para contratar temporários contrasta com um cenário de descontrole administrativo apontado pelo Ministério Público de Contas (MPC) e pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Na análise das contas de governo (Processo nº 185.015-6/2024), os auditores identificaram falhas graves que explicam a precarização das pastas que agora pedem socorro.

Na Educação, o MPC classificou a gestão como negligente a ponto de o município registrar nota 0,0 no IDEB (Anos Finais) devido à “inexistência de controle e registro de dados”. Além do apagão estatístico, a prefeitura cometeu irregularidade gravíssima ao não aplicar o mínimo de 90% dos recursos do FUNDEB dentro do exercício financeiro, comprometendo a continuidade das ações educacionais que agora tenta suprir com contratos rápidos.

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Na Saúde, a situação é descrita tecnicamente como caótica. Enquanto o decreto pede novos profissionais, o relatório de contas aponta que Pedra Preta vive uma prevalência de arboviroses (Dengue) classificada como “Muito Alta/Epidêmica”, somada a uma cobertura vacinal de apenas 78,2% — bem abaixo da meta de 95%. O MPC chegou a opinar pela reprovação das contas, citando ainda que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi elaborada sem anexos essenciais de metas fiscais, evidenciando que a falta de planejamento é a regra, não a exceção.

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Para entender melhor:

A Regra do Concurso: A Constituição Federal (Art. 37) determina que a investidura em cargo público depende de aprovação prévia em concurso.

A Exceção Temporária: A lei permite contratações sem concurso apenas por “tempo determinado” para atender “necessidade temporária de excepcional interesse público”.

O Ponto Crítico: Órgãos de controle (como o Ministério Público e Tribunais de Contas) costumam questionar quando prefeituras usam a “emergência” para preencher vagas que deveriam ser fixas e preenchidas por servidores concursados.

 

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VÁRZEA GRANDE

Defesa Civil de Várzea Grande e Estado avançam na elaboração de plano e mapeamento de áreas de risco

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A Defesa Civil de Várzea Grande e a Defesa Civil de Mato Grosso se reuniram nesta quarta-feira (9) para discutir a elaboração inédita de um Plano de Contingência para Situações de Risco e Desastres (Plancon) e o mapeamento das principais áreas de risco do município.

Conforme o coordenador da Defesa Civil de Várzea Grande, Jovanil Flores, o foco inicial dos trabalhos será o levantamento das áreas mais suscetíveis a alagamentos e aos impactos provocados por temporais.

“Contamos com o apoio do Estado não só nas ações, mas também na capacitação da Defesa Civil de Várzea Grande. Hoje estamos fazendo o levantamento de três pontos principais, que são os bairros da Manga, Alameda e Construmat. Em breve, também vamos realizar o levantamento em todos os bairros do nosso município”, explicou Jovanil.

O coordenador de Gestão de Risco da Defesa Civil de Mato Grosso, José Bruno de Souza Filho, destacou que o levantamento das áreas de risco e a elaboração do primeiro plano de contingência do município são fundamentais para o planejamento de ações preventivas e para a adoção de medidas eficazes de redução de riscos.

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Segundo ele, o trabalho contempla a identificação e a setorização das áreas mais atingidas por alagamentos e inundações, considerados alguns dos principais riscos enfrentados pelo município de Várzea Grande.

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“Vimos que o município já realiza ações e isso tem tido efeito positivo para amenizar o problema. A reunião teve como objetivo definir algumas áreas prioritárias para que a Defesa Civil do Estado possa apoiar a Defesa Civil Municipal no mapeamento dessas áreas de risco”, afirmou.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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