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WhatsApp Web libera chamadas de áudio e vídeo pelo navegador

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Atualização da Meta dispensa instalação de aplicativo em computadores e inclui funções de reuniões para até 32 pessoas, com criptografia

A Meta anunciou, em 28 de julho de 2026, a liberação de chamadas gratuitas de voz e vídeo diretamente pelo WhatsApp Web. A funcionalidade permite que o usuário inicie e receba ligações pelo navegador, sem necessidade de instalar o aplicativo para Windows ou macOS, facilitando o acesso em máquinas corporativas com restrições de instalação ou computadores acadêmicos compartilhados.

Todo o procedimento ocorre dentro do navegador e exige uma conexão ativa com a internet, o que pode gerar cobrança de dados conforme o plano do usuário. O acesso continuará sendo feito pelo endereço oficial do WhatsApp Web, onde o navegador funciona como um dos até quatro dispositivos associados à conta principal do celular.

Até a referida atualização, as chamadas pelo computador estavam restritas aos aplicativos nativos do WhatsApp para desktop, que receberam ligações individuais em março de 2021 e, posteriormente, chamadas em grupo. A Meta informa que a nova implementação é gradual e alcançará todos os usuários, embora não tenha divulgado um calendário específico por país ou sistema operacional.

Como acessar e limites de participação

Para utilizar o recurso, a empresa recomenda navegadores atualizados, indicando melhor funcionamento no Chrome, Microsoft Edge, Safari e Firefox em computadores com Windows, Linux e macOS.

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Com a função ativada, o usuário poderá selecionar o ícone de telefone ou de câmera dentro de uma conversa individual ou em grupo, mediante autorização de uso do microfone e da câmera pelo navegador.

O anúncio oficial afirma que a versão web suporta chamadas em grupo com até 32 pessoas, sem limite de duração. O layout passa a contar com uma aba exclusiva de chamadas, estruturada para exibir o histórico completo, contatos favoritos e opções para iniciar novas ligações, aproximando a experiência do computador à dos dispositivos móveis.

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Ferramentas para reuniões e qualidade de transmissão

O pacote de atualização inclui recursos voltados a reuniões e apresentações. Durante as ligações pelo navegador, os usuários terão controle sobre o compartilhamento de tela, permitindo a demonstração de documentos e suporte técnico aos demais participantes. A plataforma também habilitou reações visuais e a opção de “levantar a mão” para solicitar a palavra sem interromper quem fala.

Para gerenciar o acesso, a Meta introduziu uma sala de espera para chamadas criadas por links compartilháveis. O organizador da reunião pode exigir a aprovação prévia para entrada, mantendo o usuário em espera até a autorização.

O sistema também incorpora tecnologias de aprimoramento audiovisual. A ferramenta chamada QuickHD atua para que a videochamada apresente imagem em alta definição já nos primeiros segundos, reduzindo o tempo de ajuste inicial baseado na conexão. Adicionalmente, foi lançado um recurso de supressão de ruído de fundo, que pode ser ativado nas configurações da ligação para tornar a voz mais clara em ambientes movimentados. A empresa não detalhou as especificações técnicas, taxas de quadros exigidas ou tipos específicos de sons eliminados por essas tecnologias.

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Transferência de ligações e segurança

Uma das novidades anunciadas é a transferência contínua de chamadas em grupo entre aparelhos. Um usuário pode iniciar a ligação no celular e transferi-la para o WhatsApp Web, ou vice-versa, sem encerrar a chamada ou precisar entrar novamente. A empresa não esclareceu se essa transferência se aplica imediatamente às ligações individuais.

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Em relação à segurança, as chamadas feitas pelo navegador são protegidas por criptografia de ponta a ponta. Segundo o WhatsApp, o conteúdo permanece restrito aos participantes, impedindo que a própria empresa ouça ou visualize as transmissões.

Contudo, a Meta alerta para cuidados adicionais ao utilizar computadores compartilhados. A orientação é encerrar a sessão do WhatsApp Web após o uso, evitar salvar credenciais no equipamento e checar regularmente quais dispositivos mantêm vínculo com a conta principal.

Glossário de Termos Técnicos

  • Criptografia de ponta a ponta: Sistema de segurança que codifica a informação desde a origem até o destino. Segundo o WhatsApp, isso garante que apenas os participantes da chamada tenham acesso ao conteúdo de áudio e vídeo, sem interceptação de terceiros ou da própria empresa.
  • QuickHD: Tecnologia introduzida pelo WhatsApp com o objetivo de entregar imagem em alta definição nos primeiros segundos da videochamada, diminuindo o tempo de adaptação da qualidade do vídeo à velocidade da internet.
  • Supressão de ruído: Ferramenta que identifica e diminui barulhos do som ambiente ao redor do usuário, priorizando a clareza da voz humana durante a ligação.

 

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Muay Thai gratuito fortalece autonomia e segurança de mulheres atendidas pelo CRAS CPA

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Programa Lutadoras oferece aulas de defesa pessoal duas vezes por semana e já reúne 32 turmas em 17 polos de Cuiabá

Aprender a reagir diante de uma situação de risco, reconhecer possibilidades de fuga e ganhar confiança para se proteger. É com esse objetivo que mulheres atendidas pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) CPA participam gratuitamente das aulas de Muay Thai oferecidas pelo Programa Lutadoras, da Prefeitura de Cuiabá.

As atividades ocorrem às segundas e quartas-feiras, das 17h às 18h20, e utilizam fundamentos da arte marcial tailandesa adaptados para o ensino de defesa pessoal. Durante os treinamentos, as participantes aprendem movimentos de ataque e esquiva, mas o foco não está no confronto.

De acordo com o professor Lázaro Júnior, responsável pelas aulas, o Muay Thai tradicional é conhecido pelo uso de oito pontos de contato: mãos, joelhos, cotovelos e canelas. No Programa Lutadoras, essas técnicas são trabalhadas com outra finalidade.

“Trabalhamos técnicas em que buscamos apenas nos defender da agressão e nos evadir do local. Não trabalhamos para que as meninas continuem a agressão. A ideia é impedir que a situação prossiga e conseguir sair do lugar”, explicou.

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A proposta combina o aprendizado de técnicas de autodefesa com atividades voltadas ao condicionamento físico e ao fortalecimento da autoconfiança. Para as participantes, os efeitos também alcançam aspectos da rotina e do bem-estar.

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Moradora do Novo Paraíso, Jhenyffer Almeida acompanha o projeto desde o início. Para ela, conhecer diferentes formas de se proteger pode fazer diferença diante de uma situação de violência.

“Estou aprendendo e gostando muito. O professor sempre ensina como se autodefender, não a ir para cima do agressor, mas a se defender, procurar um meio de sair e correr”, relata.

Aos 18 anos, Valéria Aquino, do bairro Três Barras, procurou as aulas motivada pela vontade de aprender técnicas de defesa. Com a participação no programa, ela afirma ter encontrado benefícios que ultrapassam o treinamento físico.

“Eu sempre tive vontade de aprender a me defender, não só por querer aprender, mas também por necessidade. Hoje as mulheres precisam, é muito importante aprender a se defender e ter esse autocuidado por segurança”, afirma.

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Fabrícia Beatriz, moradora do Sol Nascente e participante desde o início do programa, também destaca a combinação entre autodefesa e atividade física. Segundo ela, os treinamentos contribuíram para melhorar o condicionamento e aumentar a confiança.

“Estou aprendendo a me defender e melhorando meu condicionamento físico. Além de nos cuidar, ganhamos mais confiança”, afirma.

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Para a secretária municipal da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, levar as atividades para diferentes regiões da capital é uma maneira de aproximar as políticas públicas das mulheres que enfrentam dificuldades para se deslocar até equipamentos localizados em outras áreas da cidade.

“Nosso objetivo é fazer com que a mulher que está às vezes mais afastada, que não tem condições de vir até o centro, encontre próximo à casa dela um projeto que é completo. Não é apenas uma atividade física e consciência corporal, mas também o bem-estar emocional e o fortalecimento da rede de proteção”, afirmou.

Programa está presente em 17 polos

O Programa Lutadoras é desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, com apoio do Núcleo da Primeira-Dama. Atualmente, a iniciativa mantém 32 turmas distribuídas em 17 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital.

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As mulheres interessadas em participar podem realizar a inscrição gratuitamente por meio do formulário eletrônico disponibilizado pela Prefeitura de Cuiabá. O acesso também está disponível na página principal do município.

Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScirvMsubET3ezSNXi-KOaVLpe0Iwsxbzh0EcSQVv8sFRyx9A/viewform?pli=1

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