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TECNOLOGIA NO JUDICIÁRIO

O futuro da mediação: Como a IA está mudando a forma de resolver conflitos em Mato Grosso

O seminário internacional em Cuiabá debateu o impacto da inteligência artificial nos métodos de solução de conflitos. Com a presença do professor espanhol Lorenzo Vadell, o evento destacou o uso de ferramentas como LexIA e Hannah no Judiciário de Mato Grosso, alertando para a necessidade de transparência e vigilância ética no uso de algoritmos para mediação.

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IA e solução de conflitos
O catedrático espanhol Lorenzo Bujosa Vadell analisa os limites éticos da inteligência artificial durante abertura de seminário em Cuiabá.

Especialistas se reúnem na Capital para discutir como a inteligência artificial pode agilizar acordos judiciais e os riscos éticos envolvidos.

Cuiabá tornou-se o epicentro de uma discussão que redefine o futuro do Judiciário nesta quarta-feira (4). O Seminário Internacional “MASC – Métodos Adequados de Solução de Conflitos e Inteligência Artificial” reuniu magistrados, advogados e pesquisadores no Auditório do Complexo dos Juizados Especiais para debater um desafio contemporâneo: como utilizar algoritmos para resolver brigas judiciais sem perder a essência humana.

O evento, realizado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) em parceria com a Escola de Direito da ALFA Educação, marca o início de uma jornada técnica de 15 horas-aula que se estenderá até o Amazonas. O foco central é a transformação dos métodos de conciliação e mediação diante da chamada “quarta revolução” tecnológica.

O olhar europeu sobre o algoritmo judicial

A grande expectativa do dia recaiu sobre o professor espanhol Lorenzo Mateo Bujosa Vadell, da Universidade de Salamanca. Com a bagagem de quem acompanha a rigorosa regulamentação da União Europeia, Vadell apresentou uma visão equilibrada: a inteligência artificial (IA) não deve ser vista como uma substituta do mediador, mas como uma ferramenta de alta performance.

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Segundo o catedrático, a tecnologia já consegue identificar perfis de mediadores mais compatíveis com cada caso e acelerar procedimentos burocráticos. No entanto, ele fez um alerta sobre a “ditadura da velocidade”. Para o professor, na mediação, a pressa nem sempre é aliada da justiça, pois o processo exige uma sensibilidade que as máquinas ainda não possuem. Vadell enfatizou a necessidade de transparência total nos algoritmos para evitar que preconceitos digitais influenciem propostas de acordo.

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Mato Grosso na vanguarda da tecnologia

Durante os debates, o juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, coordenador pedagógico da Esmagis-MT, reforçou que o Judiciário mato-grossense já não é um iniciante no mundo digital. Ferramentas como a LexIA e a Hannah já fazem parte da rotina do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), auxiliando na gestão de processos.

Para o magistrado, a consolidação de uma cultura onde as próprias partes resolvem seus conflitos — a chamada autocomposição — é o caminho para desafogar o sistema. A IA entra nesse cenário como o motor que pode dar escala a essa pacificação social, desde que sob constante vigilância ética.

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Próximos passos e alcance global

O seminário não ficou restrito às paredes do auditório em Cuiabá. Com transmissão ao vivo, o evento alcançou cerca de mil inscritos de diversas regiões. A programação agora segue para Manaus, com atividades agendadas para os dias 6 e 7 de fevereiro no Auditório da Defensoria Pública do Amazonas, mantendo o intercâmbio de experiências entre o Direito brasileiro e as diretrizes europeias trazidas por Vadell.

 

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Força Tática apreende adolescentes com drogas em Várzea Grande

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Ação no bairro Construmat resulta na detenção de dupla com porções de maconha e simulacro de pistola após tentativa de fuga de viaturas

Policiais militares da Força Tática detiveram dois adolescentes por tráfico ilícito de drogas na noite de quinta-feira (4), no bairro Construmat, em Várzea Grande.

A apreensão expõe a dinâmica operacional do tráfico local envolvendo menores de idade e o uso de simulacros de armas de fogo, evidenciando as exigências do patrulhamento tático territorial na região de cobertura do 2º Comando Regional da Polícia Militar.

Dinâmica da abordagem e evasão frustrada

As equipes policiais pertencentes ao 2º Comando Regional realizavam patrulhamento tático ostensivo pelas vias urbanas do bairro Construmat. Durante o deslocamento, os militares identificaram a presença de dois indivíduos em via pública. A ocorrência confirmou que os suspeitos abordados são adolescentes, com idades de 15 e 17 anos.

Ao perceberem a aproximação das viaturas da Polícia Militar que seguiam em rondas normais, a dupla esboçou reação imediata de fuga. Os menores tentaram se esconder da guarnição e, ao mesmo tempo, jogaram diversos objetos no chão com o objetivo de se desfazerem do material incriminatório que carregavam. A equipe da Força Tática agiu e conseguiu interceptar os suspeitos antes que a evasão fosse concluída, realizando a abordagem no perímetro.

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Varredura territorial e materiais apreendidos

Durante o procedimento de busca pessoal inicial, os militares encontraram porções de substância análoga à maconha em posse direta da dupla. A ação policial prosseguiu com o refazimento do trajeto dos adolescentes.

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Os policiais conduziram os dois menores de volta ao local exato onde eles haviam dispensado os objetos instantes antes da abordagem tática. Na varredura minuciosa da área, a equipe localizou o restante do material ilícito. Ao todo, a ocorrência resultou na apreensão de 14 porções da substância entorpecente.

Além dos entorpecentes descartados, as buscas no chão revelaram a presença de um simulacro de arma de fogo, desenhado com características físicas de uma pistola. Os policiais militares também recolheram aparelhos celulares pertencentes à dupla, os quais se encontravam danificados no momento da apreensão.

Condução à delegacia e desdobramentos legais

Após a localização e o recolhimento integral de todos os itens abandonados na via, os militares questionaram os dois infratores sobre a origem, a propriedade e a destinação final dos materiais ilícitos apreendidos. Diante da interrogação dos agentes, os adolescentes optaram por permanecer em silêncio absoluto.

Ambos receberam voz de prisão em flagrante, autuados por ato infracional análogo ao crime de tráfico ilícito de drogas. A guarnição da Força Tática procedeu com o encaminhamento dos dois menores de 15 e 17 anos para a Central de Flagrantes de Várzea Grande. Eles foram entregues às autoridades civis juntamente com as 14 porções de maconha, o simulacro de pistola e os aparelhos celulares danificados. A Polícia Civil assume o caso a partir do registro da ocorrência para adotar as providências formais e legais subsequentes aplicáveis aos menores infratores.

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