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Livre da 'Abadom', investigadora fecha acordo com MP para enterrar caso de propina e vazamento em inquérito de homicídio

Após se livrar de condenação por tráfico via prescrição, investigadora paga 6 salários mínimos para arquivar denúncia de cobrança de propina e vazamento de informações em inquérito de homicídio.

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acordo investigadora Glaucia Alt
Investigadora Glaucia Alt firmou acordo com o MPE para encerrar inquérito sobre cobrança de propina na DHPP. Foto:arquivo pessoal

A investigadora da Polícia Civil, Glaucia Cristina Moura Alt, que recentemente conseguiu reverter sua demissão graças à prescrição de uma condenação por tráfico de drogas, firmou nesta quinta-feira (12) um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público Estadual (MPE). O novo pacto visa encerrar outro inquérito policial, no qual ela foi indiciada por corrupção passiva e violação de sigilo funcional.

Documentos obtidos pelo Conexão MT revelam que a policial era investigada por receber valores via transferência bancária para interferir em investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), orientando testemunhas a mudarem versões em Boletins de Ocorrência.

O acordo: sem confissão, mas com multa

Pelo termo assinado nesta tarde, Glaucia livra-se de uma eventual nova condenação criminal e mantém seu cargo público, desde que cumpra condições financeiras e processuais.

O acordo, homologado pela 19ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, impôs as seguintes obrigações à investigadora:

  • Pagamento de 6 salários mínimos: Sendo 4 salários a título de prestação pecuniária e 2 salários como multa. O valor será destinado a entidades públicas ou sociais.

  • Comparecimento mensal: Durante um ano, ela deverá se apresentar à Justiça para justificar atividades.

  • Proibição de novos crimes: A reincidência anula o benefício.

O Ministério Público dispensou a exigência de “confissão formal e circunstanciada”, um requisito comum nesses acordos. A promotoria citou uma recomendação conjunta e o direito constitucional à não autoincriminação para garantir o benefício à policial sem que ela precisasse admitir a culpa no papel.

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O esquema: Pix e orientação em homicídio

A investigação que originou o acordo aponta que Glaucia teria usado sua função para obter vantagens indevidas em 2021. Segundo o relatório policial, ela recebeu transferências bancárias de familiares de envolvidos em um inquérito de homicídio (caso Noel Marques da Silva) que tramitava na DHPP.

A apuração identificou repasses na conta da policial feitos por Tatiane Borralho de Oliveira:

  • R$ 500,00 em fevereiro de 2021;

  • R$ 500,00 em março de 2021;

  • R$ 680,00 em abril de 2021.

Além dos valores, diálogos interceptados mostram a investigadora orientando Ana Lopes Borralho a retificar um Boletim de Ocorrência. Em áudios transcritos pela Corregedoria, Glaucia dita exatamente o que a testemunha deveria dizer ao escrivão para alegar que teve o celular apreendido indevidamente pelo delegado titular do caso. “Se ela recusar a registrar… você vai pra corregedoria”, instruiu a policial em uma das mensagens.

A quebra de sigilo também revelou que a investigadora repassava informações internas sobre o andamento das investigações de homicídio para os suspeitos, chegando a consultar o sistema da polícia para checar nomes de terceiros a pedido dos pagadores.

Alt foi indiciada como incursa no artigo 317 e 325, ambos do Código Penal, pelo delegado Ramiro Mathias R. Queiroz.

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“…diante dos elementos informativos e provas colhidas nos autos procedo ao
indiciamento de Glaucia Cristina Moura Alt, como incurso no artigo 317 e 325, ambos do
Código Penal, razão pela qual determino expedição de guia de identificação indireta.

O contexto: a “sobrevivente” da Operação Abadom

O novo acordo ocorre menos de um ano após Glaucia protagonizar uma reviravolta jurídica. Ela havia sido condenada a mais de cinco anos de prisão no âmbito da Operação Abadom, deflagrada em 2013 para desarticular uma quadrilha de tráfico de drogas na Grande Cuiabá.

Embora a denúncia da Abadom tenha sido aceita em 2014, a sentença final demorou uma década para ser publicada. O lapso temporal fez com que a Justiça reconhecesse, em maio de 2025, a prescrição da pena. Com isso, a condenação foi anulada e a pena de perda do cargo público tornou-se sem efeito, permitindo que ela continuasse nos quadros da Polícia Civil.

Agora, com o acordo firmado no caso da DHPP, a investigadora, hoje aposentada, fecha mais uma frente jurídica.

 

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Força Tática apreende adolescentes com drogas em Várzea Grande

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Ação no bairro Construmat resulta na detenção de dupla com porções de maconha e simulacro de pistola após tentativa de fuga de viaturas

Policiais militares da Força Tática detiveram dois adolescentes por tráfico ilícito de drogas na noite de quinta-feira (4), no bairro Construmat, em Várzea Grande.

A apreensão expõe a dinâmica operacional do tráfico local envolvendo menores de idade e o uso de simulacros de armas de fogo, evidenciando as exigências do patrulhamento tático territorial na região de cobertura do 2º Comando Regional da Polícia Militar.

Dinâmica da abordagem e evasão frustrada

As equipes policiais pertencentes ao 2º Comando Regional realizavam patrulhamento tático ostensivo pelas vias urbanas do bairro Construmat. Durante o deslocamento, os militares identificaram a presença de dois indivíduos em via pública. A ocorrência confirmou que os suspeitos abordados são adolescentes, com idades de 15 e 17 anos.

Ao perceberem a aproximação das viaturas da Polícia Militar que seguiam em rondas normais, a dupla esboçou reação imediata de fuga. Os menores tentaram se esconder da guarnição e, ao mesmo tempo, jogaram diversos objetos no chão com o objetivo de se desfazerem do material incriminatório que carregavam. A equipe da Força Tática agiu e conseguiu interceptar os suspeitos antes que a evasão fosse concluída, realizando a abordagem no perímetro.

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Varredura territorial e materiais apreendidos

Durante o procedimento de busca pessoal inicial, os militares encontraram porções de substância análoga à maconha em posse direta da dupla. A ação policial prosseguiu com o refazimento do trajeto dos adolescentes.

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Os policiais conduziram os dois menores de volta ao local exato onde eles haviam dispensado os objetos instantes antes da abordagem tática. Na varredura minuciosa da área, a equipe localizou o restante do material ilícito. Ao todo, a ocorrência resultou na apreensão de 14 porções da substância entorpecente.

Além dos entorpecentes descartados, as buscas no chão revelaram a presença de um simulacro de arma de fogo, desenhado com características físicas de uma pistola. Os policiais militares também recolheram aparelhos celulares pertencentes à dupla, os quais se encontravam danificados no momento da apreensão.

Condução à delegacia e desdobramentos legais

Após a localização e o recolhimento integral de todos os itens abandonados na via, os militares questionaram os dois infratores sobre a origem, a propriedade e a destinação final dos materiais ilícitos apreendidos. Diante da interrogação dos agentes, os adolescentes optaram por permanecer em silêncio absoluto.

Ambos receberam voz de prisão em flagrante, autuados por ato infracional análogo ao crime de tráfico ilícito de drogas. A guarnição da Força Tática procedeu com o encaminhamento dos dois menores de 15 e 17 anos para a Central de Flagrantes de Várzea Grande. Eles foram entregues às autoridades civis juntamente com as 14 porções de maconha, o simulacro de pistola e os aparelhos celulares danificados. A Polícia Civil assume o caso a partir do registro da ocorrência para adotar as providências formais e legais subsequentes aplicáveis aos menores infratores.

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