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Imposto de Renda

Receita paga lote especial de restituição do IRPF nesta quarta

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lote especial restituicao IRPF

Cerca de 3,5 milhões de contribuintes recebem um total de R$ 460 milhões via Pix nesta quarta-feira (15)

A Receita Federal inicia nesta quarta-feira (15) o pagamento de um lote especial de restituição automática do IRPF para 3,5 milhões de contribuintes, totalizando R$ 460 milhões.

O repasse atende a cidadãos não obrigados a declarar em 2025, mas que tiveram imposto retido na fonte no ano anterior. A liberação do dinheiro, tratada como cashback pelo governo, ocorre sem ação prévia do contribuinte, a partir de dados já disponíveis na base do órgão.

Requisitos para o depósito automático

Para receber o valor diretamente na conta vinculada à chave Pix do tipo CPF, o contribuinte precisa preencher cinco critérios. O pagamento atinge devoluções com teto estipulado em até R$ 1 mil.

Além do limite financeiro e da chave Pix cadastrada, o cidadão precisa estar com o CPF regular, ter registrado imposto retido na fonte em 2024, não possuir obrigação de declarar o IRPF em 2025 e não ter enviado a declaração por conta própria.

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Consulta e ajustes no sistema

A verificação do crédito ocorre no portal da Receita Federal, no link Meu Imposto de Renda, ou no aplicativo oficial. O sistema gerou declarações simplificadas de forma automática para identificar os valores.

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“Têm direito à restituição os contribuintes que não entregaram a declaração de IRPF em 2025 por não estarem obrigados, mas que apuraram valores que os credenciaram para restituição durante o ano de 2024”, informou o Ministério da Fazenda. Os contemplados conseguem acessar a declaração gerada para conferir os dados e inserir informações ou ajustes, se necessário.

Calendário exclusivo do lote

O depósito especial opera sob um cronograma próprio e desconectado dos pagamentos anuais convencionais. A Receita Federal esclarece que a liberação “não integra o calendário regular de restituições do IRPF 2026, que seguem seu calendário previsto”.

A rotina normal abrange quem enviou o documento no prazo. “Os lotes regulares continuam sendo pagos normalmente aos contribuintes que entregaram a declaração dentro do prazo legal. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho”, informou a Receita Federal. O órgão orienta o uso exclusivo dos canais oficiais para consultas e acompanhamento.

Entenda as palavras

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  • Restituição: devolução de valores pagos a mais ao longo do ano base.
  • Retido na fonte: imposto descontado diretamente do salário do trabalhador antes do recebimento.
  • Apuraram: calcularam ou contabilizaram oficialmente um valor.
  • Cashback: termo usado para devolução de parte de um dinheiro pago.
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Espanha espera Argentina ou Inglaterra na final da Copa do Mundo de 2026

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Espanha na final

La Roja chega à decisão com 13 gols marcados, apenas um sofrido e seis partidas sem ser vazada; semifinal desta quarta-feira define o último classificado

A Espanha está na final da Copa do Mundo de 2026. Com gols de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro, a seleção espanhola venceu a França por 2 a 0, nesta terça-feira (14), no Dallas Stadium, e garantiu presença na decisão marcada para domingo (19), no New York/New Jersey Stadium. O adversário sairá do confronto entre Argentina e Inglaterra, que disputam a segunda semifinal nesta quarta-feira (15), em Atlanta.

A decisão começará às 15h no horário de Mato Grosso e às 16h no horário de Brasília. Será a 104ª e última partida da primeira Copa do Mundo masculina organizada com 48 seleções. O torneio começou em 11 de junho e foi disputado nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

Espanha transforma defesa em base para chegar à decisão

A classificação espanhola foi construída sobre uma combinação difícil de encontrar no futebol de alto nível: controle da posse de bola, capacidade de pressionar no campo adversário e segurança defensiva. Em sete partidas, a equipe comandada por Luis de la Fuente venceu seis, empatou uma, marcou 13 gols e sofreu apenas um.

A campanha começou com um empate sem gols diante de Cabo Verde, resultado que aumentou a pressão sobre uma das favoritas ao título. A resposta veio com uma goleada por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita e uma vitória por 1 a 0 contra o Uruguai, suficiente para assegurar a liderança do Grupo H.

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Na primeira fase eliminatória, a Espanha derrotou a Áustria por 3 a 0. Depois, eliminou Portugal por 1 a 0, superou a Bélgica por 2 a 1 e controlou a França na semifinal, vencida por 2 a 0. A Bélgica foi a única seleção capaz de marcar contra os espanhóis durante todo o torneio.

A base dessa solidez tem nome próprio: Unai Simón. Durante o torneio, o goleiro espanhol alcançou 519 minutos sem sofrer gols em Copas do Mundo — marca que soma o fim da participação de 2022 à sequência de 2026 — e superou os 517 minutos do italiano Walter Zenga, recorde de invencibilidade que resistia desde 1990. A série foi interrompida apenas pela Bélgica, nas quartas de final. Ainda assim, a Espanha recuperou a solidez defensiva e voltou a encerrar uma partida sem sofrer gols diante da França.

Oyarzabal assume protagonismo no ataque espanhol

Mikel Oyarzabal chega à decisão como o principal artilheiro da Espanha, com cinco gols. O atacante marcou duas vezes contra a Arábia Saudita, repetiu a dose contra a Áustria e abriu o placar na semifinal contra a França.

Oyarzabal não atua apenas como um finalizador fixo dentro da área. Ele recua para participar da construção, abre espaços para as entradas dos meio-campistas e oferece opções de passe para Lamine Yamal e Nico Williams.

Sua movimentação permite que a equipe alterne entre ataques posicionais, infiltrações pelo centro e jogadas de velocidade pelos lados. Antes do Mundial, o jogador já atravessava uma sequência de alto rendimento pela seleção espanhola.

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Pedro Porro também ganhou importância decisiva. O lateral-direito marcou contra a Áustria e voltou a balançar a rede diante da França. Além do trabalho defensivo, sua presença no campo ofensivo amplia a largura da equipe e permite que Lamine Yamal se desloque para zonas internas.

Mikel Merino tornou-se outra alternativa de alto impacto. Ele marcou o gol da classificação contra Portugal, nos minutos finais, e voltou a decidir contra a Bélgica. A produção de laterais e meio-campistas diminui a dependência de um único atacante.

Lamine Yamal continua sendo o jogador mais capaz de romper linhas por meio do drible e da aceleração. O atacante marcou contra a Arábia Saudita e obriga os adversários a reforçarem a marcação pelo lado direito do ataque espanhol. Essa atenção abre espaços em outras regiões do campo.

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Argentina chega impulsionada pelos gols de Messi

Caso elimine a Inglaterra, a Argentina disputará sua segunda final consecutiva e tentará defender o título conquistado em 2022. A seleção de Lionel Scaloni chegou à semifinal com seis vitórias, 17 gols marcados e seis sofridos.

Os argentinos derrotaram a Argélia por 3 a 0, a Áustria por 2 a 0 e a Jordânia por 3 a 1 na fase de grupos. Depois, venceram Cabo Verde por 3 a 2, após a prorrogação, superaram o Egito pelo mesmo placar e eliminaram a Suíça por 3 a 1, novamente no tempo extra.

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Lionel Messi é o principal jogador da campanha. O camisa 10 chegou à semifinal com oito gols e uma assistência, empatado com o francês Kylian Mbappé na artilharia da Copa. Pelo primeiro critério de desempate da Fifa, o número de assistências, Mbappé aparece à frente na disputa pela Chuteira de Ouro. Mesmo aos 39 anos, Messi permanece como o organizador ofensivo, o principal cobrador de bolas paradas e o jogador que recebe maior liberdade para circular entre o meio-campo e o ataque.

A Argentina também produz perigo em cobranças de falta e escanteio. A equipe chegou à semifinal com cinco gols originados em jogadas de bola parada. Essa característica pode representar um dos principais riscos para a defesa espanhola.

Emiliano Martínez chegou à semifinal com duas partidas sem sofrer gols e seis gols concedidos. A experiência do goleiro em confrontos eliminatórios e disputas por pênaltis continua sendo um componente relevante no modelo competitivo da Argentina.

Além de Messi, Scaloni conta com Julián Álvarez, Lautaro Martínez, Alexis Mac Allister, Enzo Fernández e Cristian Romero. A diversidade de opções permite que a Argentina alterne entre pressão ofensiva, controle do meio-campo e transições rápidas.

Inglaterra tem dois artilheiros com seis gols

A Inglaterra também chegou à semifinal invicta. A seleção venceu cinco partidas, empatou uma, marcou 13 gols e sofreu seis. Na primeira fase, derrotou a Croácia por 4 a 2, empatou sem gols com Gana e venceu o Panamá por 2 a 0.

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No mata-mata, os ingleses precisaram reagir para superar a República Democrática do Congo por 2 a 1. Depois, eliminaram o México em uma partida de cinco gols e derrotaram a Noruega por 2 a 1 nas quartas de final.

Harry Kane e Jude Bellingham marcaram seis gols cada. A dupla concentra 12 dos 13 gols ingleses no torneio. Marcus Rashford é o único outro jogador da equipe que conseguiu balançar a rede.

Bellingham oferece à Inglaterra uma combinação de força física, chegada à área e capacidade para decidir partidas sob pressão. Ele marcou duas vezes contra o México e voltou a ser decisivo contra a Noruega.

Kane atua como referência ofensiva, mas também recua para organizar jogadas e abrir espaços para os meio-campistas e pontas. Sua participação fora da área permite que Bellingham avance em direção ao gol.

Anthony Gordon e Bukayo Saka chegaram à semifinal com três assistências cada. A velocidade dos dois jogadores permite que a Inglaterra acelere os ataques depois de recuperar a bola, característica que pode ser especialmente relevante contra uma Espanha que posiciona muitos atletas no campo ofensivo.

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Argentina e Inglaterra revivem rivalidade histórica

Antes da final, Argentina e Inglaterra precisam resolver uma das rivalidades mais emblemáticas da história das Copas. As duas seleções já se enfrentaram cinco vezes no Mundial, com três vitórias inglesas e duas argentinas.

A Inglaterra venceu em 1962 e 1966. A Argentina levou a melhor em 1986, no confronto marcado pelos dois gols de Diego Maradona, e em 1998, nos pênaltis. Os ingleses venceram novamente em 2002.

O encontro de 2026 colocará Messi pela primeira vez diante da Inglaterra em uma Copa do Mundo. Do outro lado, Kane e Bellingham chegam como os principais responsáveis pela produção ofensiva inglesa.

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O vencedor terá três dias completos para preparar a decisão contra uma Espanha que disputou sua semifinal 24 horas antes.

Como pode ser uma final entre Espanha e Argentina

Uma eventual decisão entre Espanha e Argentina colocaria frente a frente duas equipes que valorizam a posse de bola, mas utilizam o controle de maneiras diferentes.

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A Espanha procura manter seus jogadores próximos, circular a bola com rapidez e pressionar imediatamente depois de perder a posse. Os meio-campistas tentam impedir que o adversário encontre espaço para contra-atacar.

A Argentina tende a variar mais o ritmo. A equipe pode construir desde a defesa, mas também aceita permanecer alguns períodos sem a bola para explorar Messi, Julián Álvarez ou Lautaro Martínez em transições.

O confronto central estaria na tentativa espanhola de limitar os espaços entre suas linhas, região onde Messi costuma receber a bola para organizar e concluir as jogadas.

As bolas paradas seriam outro ponto decisivo. A Argentina chegou à semifinal com cinco gols dessa maneira, enquanto a Espanha conta com uma defesa que sofreu apenas uma vez em sete partidas. O encontro colocaria uma das maiores virtudes argentinas diante do setor mais consistente da campanha espanhola.

A Argentina buscaria o quarto título mundial, depois das conquistas de 1978, 1986 e 2022. A Espanha tentaria levantar a taça pela segunda vez, repetindo o feito de 2010.

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Como pode ser uma final entre Espanha e Inglaterra

Uma decisão entre Espanha e Inglaterra repetiria a final da Eurocopa de 2024. Naquela ocasião, a seleção espanhola venceu por 2 a 1 e conquistou o título europeu.

O possível reencontro teria como confronto principal o jogo de aproximação espanhol contra a presença física inglesa. A Inglaterra pode ameaçar pelo alto, em cobranças de escanteio e cruzamentos, além de utilizar Kane para proteger a bola e permitir as infiltrações de Bellingham.

A Espanha tentaria afastar Kane da área, controlar as segundas bolas e impedir que Bellingham avance sem marcação. No ataque, Lamine Yamal e Nico Williams poderiam explorar os espaços deixados pelos laterais ingleses, enquanto Oyarzabal procuraria movimentar os zagueiros e abrir corredores para os meio-campistas.

A Inglaterra busca seu segundo título mundial e tenta voltar à decisão pela primeira vez desde 1966. A Espanha também disputará sua segunda final, depois da campanha campeã de 2010.

Final será disputada no New York/New Jersey Stadium

A partida decisiva será realizada no New York/New Jersey Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos. O estádio, inaugurado em 2010 e utilizado pelas equipes de futebol americano New York Giants e New York Jets, recebeu oito jogos da Copa do Mundo, incluindo a final.

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A região de Nova York e Nova Jersey já havia participado da Copa de 1994, quando recebeu uma semifinal. O estádio também sediou partidas de competições internacionais de clubes.

A organização programou uma cerimônia de encerramento antes da partida. A decisão encerrará uma edição histórica pelo número de participantes, pela extensão geográfica e pela adoção de uma fase eliminatória com 32 seleções depois da etapa de grupos.

 

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