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mamute-lanoso pode renascer até 2028 com engenharia genética

a empresa Colossal Biosciences avança na recriação do mamute-lanoso extinto há 4.000 anos com a tecnologia CRISPR o primeiro filhote pode nascer até 2028

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Mamute-lanoso

Colossal Biosciences avança na recriação da espécie extinta com tecnologia CRISPR

A Colossal Biosciences, empresa de biotecnologia dos Estados Unidos, está cada vez mais perto de um marco científico: a recriação do mamute-lanoso, extinto há aproximadamente 4.000 anos. Utilizando a tecnologia de edição genética CRISPR, os cientistas pretendem modificar o DNA do elefante-asiático, seu parente mais próximo, para criar um híbrido adaptado ao frio. Segundo as previsões da companhia, o primeiro filhote pode nascer até 2028.

Como funciona a recriação do mamute-lanoso?

A empresa, cofundada pelo geneticista George Church, da Universidade de Harvard, e pelo empresário Ben Lamm, combina biotecnologia com conservação ambiental. O processo envolve a inserção de genes do mamute-lanoso no DNA do elefante-asiático, permitindo que o animal desenvolva características como pelo espesso, camadas extras de gordura e resistência a temperaturas extremas.

Pesquisadores já conseguiram modificar geneticamente camundongos para que apresentem pelos mais longos e espessos. Esse avanço indica que a tecnologia pode ser viável em espécies de grande porte.

Desafios científicos e dilemas éticos

Apesar dos avanços, a desextinção do mamute-lanoso enfrenta obstáculos significativos. Um dos desafios centrais é o desenvolvimento de um útero artificial capaz de sustentar a gestação de um filhote híbrido. A Colossal Biosciences busca evitar o uso de elefantes-asiáticos como mães de aluguel, devido a preocupações éticas.

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Além disso, a iniciativa levanta debates sobre os limites da engenharia genética. Especialistas questionam se recriar uma espécie extinta deve ser prioridade, visto que diversas espécies ameaçadas, como o elefante-asiático e o rinoceronte, precisam de conservação urgente.

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O impacto ambiental da reintrodução do mamute

Os defensores do projeto argumentam que a reintrodução do mamute-lanoso pode ajudar a preservar o permafrost, uma camada de solo permanentemente congelada no Ártico. Com sua movimentação pela tundra, esses animais poderiam impedir o derretimento acelerado do solo, reduzindo a liberação de gases de efeito estufa.

Por outro lado, críticos alertam que os ecossistemas se adaptaram à ausência dos mamutes ao longo dos séculos. A introdução de um animal extinto pode gerar impactos imprevisíveis na fauna e flora da região.

O futuro da biotecnologia na conservação ambiental

O projeto da Colossal Biosciences representa um avanço sem precedentes na engenharia genética. Se bem-sucedido, pode abrir novas perspectivas para a conservação ambiental e o combate às mudanças climáticas. No entanto, desafios técnicos, riscos ambientais e dilemas éticos ainda precisam ser debatidos antes que esses animais possam voltar à tundra.

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A ciência segue avançando para transformar essa ideia em realidade. Se esse projeto marcará uma revolução na biotecnologia ou servirá de alerta para os riscos da intervenção humana na natureza, apenas o futuro poderá responder.

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Operação Havengate: PF investiga se verba de ex-banqueiro para filme financiou Eduardo Bolsonaro nos EUA

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Operação Havengate

Investigação mira repasse de R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro ao fundo texano Havengate; Flávio Bolsonaro admite negociação, enquanto contratos apontam Eduardo como gestor financeiro de superprodução sobre o pai.

Em maio de 2026, a Polícia Federal (PF) abriu uma nova e incisiva frente de investigação que coloca o núcleo da família Bolsonaro no centro de um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A apuração busca rastrear o caminho de milhões de dólares oriundos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master, destinados à produção do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. O foco principal dos investigadores é o fundo offshore Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, suspeito de ser utilizado para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e contornar bloqueios judiciais impostos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O caso ganhou tração após a apreensão do celular de Vorcaro no âmbito da Operação Compliance Zero, que revelou diálogos e comprovantes bancários detalhando a negociação de um aporte total de aproximadamente USD $  24 milhões (cerca de R$ 134 milhões). Desse total, ao menos US$ 10,6 milhões teriam sido efetivamente transferidos entre fevereiro e maio de 2025.

A Rota do Dinheiro: do Master ao Texas

A engenharia financeira descrita pelos investigadores aponta um fluxo que envolve empresas intermediárias e fundos internacionais. Parte dos valores teria sido transferida pela Entre Investimentos e Participações, ligada ao empresário Antonio “Mineiro” Freixo, para o Havengate no Texas. O agente legal deste fundo é o escritório Law Offices of Paulo Calixto PLLC, pertencente ao advogado que representa Eduardo Bolsonaro em solo americano.

Relatórios de inteligência financeira indicam que, em uma única operação em 14 de fevereiro de 2025, ao menos US$ 2 milhões foram enviados à estrutura texana. A PF agora analisa se o Havengate funcionou como um “caixa paralelo” para despesas pessoais e atividades de lobby, enquanto o Banco Master — hoje liquidado extrajudicialmente com um rombo estimado em mais de R$ 40 bilhões — enfrentava o colapso.

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O papel de Eduardo Bolsonaro: gestor ou cedente de imagem?

Um dos pontos de maior conflito na investigação reside na função exercida por Eduardo Bolsonaro na produção cinematográfica. Embora o ex-deputado afirme ter apenas cedido direitos de imagem e assumido riscos financeiros iniciais, contratos de produção datados de novembro de 2023 e assinados digitalmente em janeiro de 2024 o colocam em uma posição de comando.

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Segundo os documentos revelados, Eduardo figuraria como produtor-executivo e gestor de recursos, com amplos poderes sobre o orçamento, captação de investimentos e relacionamento com investidores. Minutas de aditivos de fevereiro de 2024 reforçariam esse status de financiador e administrador. Eduardo nega a gestão e classifica a investigação como uma “ataque político tolo”, sustentando que sua situação migratória nos EUA impediria irregularidades.

Imóveis em Arlington e o Mercury Legacy Trust

A investigação da PF sobre o estilo de vida de Eduardo Bolsonaro nos EUA ganhou um novo capítulo com a identificação de aquisições imobiliárias. Em fevereiro de 2026, um imóvel avaliado em cerca de R$ 3,6 milhões foi adquirido em Arlington, Texas — cidade onde reside o ex-deputado.

A transação foi realizada pelo Mercury Legacy Trust, um truste também vinculado ao advogado Paulo Calixto. Para os investigadores, há um nexo temporal e financeiro potencial entre os recursos remetidos por Vorcaro para o “filme” e a compra dessa propriedade, sugerindo o uso de estruturas de proteção patrimonial para ocultar os reais beneficiários dos valores.

Flávio Bolsonaro: do negacionismo à confissão

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência em 2026, viu sua posição se complicar após a divulgação de áudios em que cobra Vorcaro por parcelas atrasadas do financiamento. Após negar inicialmente qualquer relação financeira com o banqueiro preso, Flávio admitiu publicamente ter mentido para “não expor investidores”.

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Em entrevistas recentes, o senador confirmou ter solicitado os recursos, mas insistiu que o dinheiro é de origem privada e foi integralmente aplicado na produção de “Dark Horse”. Ele nega que qualquer valor tenha sido desviado para custear a vida do irmão no exterior.

“Pedi dinheiro para o filme, sim. É dinheiro privado e foi para a produção cultural, não para despesas pessoais,” afirmou Flávio em defesa pública.

Impacto político e o risco de delação

O escândalo Master/Havengate reverberou imediatamente no Congresso e nas Assembleias Legislativas. Enquanto a esquerda defende a abertura de uma CPMI e medidas cautelares contra Flávio Bolsonaro, a direita mantém uma postura de cautela crítica. Governadores e caciques aliados cobram explicações, temendo que o desgaste atinja as chances eleitorais do campo conservador no pleito de 2026.

A grande incógnita, no entanto, reside na possibilidade de uma delação premiada de Daniel Vorcaro. Atualmente detido em uma penitenciária federal de segurança máxima por decisão do ministro André Mendonça, o ex-banqueiro é visto como o “fio da meada” que pode comprometer não apenas o clã Bolsonaro, mas também figuras do atual governo federal que possuíam contratos milionários com empresas ligadas ao seu grupo.

 

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