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Saúde de Bolsonaro

Bolsonaro recebe alta da uti após cirurgia complexa

Após 17 dias na UTI devido a uma cirurgia intestinal, o ex-presidente Jair Bolsonaro é transferido para leito semi-intensivo em Brasília, apresentando melhora clínica. A internação foi marcada por complicações pós-operatórias de um procedimento complexo, resultado de sequelas da facada de 2018.

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Bolsonaro deixa uti
O ex-presidente Jair Bolsonaro durante internação no hospital DF Star em Brasília.

Após 17 dias de internação, o ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, na quarta-feira, 30 de abril de 2025. Ele foi transferido para um leito semi-intensivo, apresentando melhora clínica, sem dor ou febre e com pressão arterial controlada. A internação foi necessária devido a uma cirurgia de desobstrução intestinal, um procedimento complexo que durou aproximadamente 12 horas.

O Procedimento cirúrgico e as complicações

A internação começou em 11 de abril de 2025, após Bolsonaro passar mal durante um evento político no Rio Grande do Norte. Ele foi transferido para Brasília e, em 13 de abril, submetido à cirurgia para tratar uma “suboclusão intestinal”. Essa condição foi causada por aderências formadas após múltiplas cirurgias anteriores, sequelas da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.

O procedimento foi descrito pelos médicos como “extremamente complexo e delicado”. O objetivo era remover aderências intestinais e reconstruir parte da parede abdominal. Durante a internação na UTI, Bolsonaro enfrentou complicações, incluindo uma “deterioração clínica, aumento da pressão arterial e piora nos resultados laboratoriais do fígado”.

A longa sombra da facada de 2018

Todas as cirurgias realizadas por Bolsonaro desde 2018 estão ligadas às sequelas da facada sofrida durante a campanha eleitoral. Esta última cirurgia foi considerada a “mais complexa” desde o atentado, exigindo um “período de recuperação muito delicado e prolongado”.

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Quadro clínico atual e evolução

Atualmente, Bolsonaro encontra-se “estável clinicamente, sem dor ou febre e com pressão arterial controlada”. Um avanço significativo foi a retirada da sonda nasogástrica, permitindo o início de uma dieta líquida. O ex-presidente “apresentou boa aceitação de dieta líquida e com melhora progressiva dos movimentos intestinais espontâneos”. Ele continua recebendo suporte calórico e nutricional tanto por via endovenosa quanto oral.

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A equipe médica informou que o paciente continua “intensificando diariamente a fisioterapia motora e recebendo as medidas de prevenção de trombose venosa”. As visitas permanecem restritas para garantir a continuidade da recuperação.

Gastroparesia e o tratamento

Durante a internação, Bolsonaro enfrentou um quadro de gastroparesia, um retardo no esvaziamento do estômago. Isso impediu a alimentação oral por grande parte do período, com suporte calórico e nutricional via endovenosa. A situação evoluiu positivamente, possibilitando a retirada da sonda nasogástrica e o início da dieta líquida.

Perspectivas para a alta hospitalar

Embora não haja previsão oficial para a alta hospitalar, fontes próximas ao ex-presidente indicaram uma possível alta para o sábado, 3 de maio. No entanto, essa informação não foi confirmada pela equipe médica. Segundo a CNN Brasil, Bolsonaro informou que a alta foi adiada, mas não soube explicar os motivos.

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A progressão do tratamento permitiu avanços importantes, como a retirada da nutrição parenteral exclusiva e o início da alimentação oral leve. Essa evolução positiva sugere que a recuperação segue o curso esperado, mas ainda exige monitoramento e cuidados especiais.

A saída de Bolsonaro da UTI representa um avanço significativo após 17 dias de cuidados intensivos. A cirurgia complexa gerou complicações que exigiram um período prolongado de internação. Apesar da melhora clínica, o ex-presidente ainda necessita de monitoramento e suporte nutricional. A expectativa é de evolução positiva, com possível alta em breve, embora sem previsão oficial.

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Este episódio destaca as consequências de longo prazo do atentado de 2018, que continua a impactar a saúde de Bolsonaro, exigindo intervenções médicas recorrentes.

Boxe Informativo:

  • O que é gastroparesia? É uma condição que retarda o esvaziamento do estômago, dificultando a digestão e a absorção de nutrientes.  
  • Aderências intestinais (bridas): Tecido cicatricial que se forma no abdômen após cirurgias, podendo causar obstruções e dor.

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Dino manda PF apurar R$ 55,4 milhões em emendas Pix apontados pelo TCU

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Federal apure as irregularidades levantadas pelo Tribunal de Contas da União na execução das chamadas emendas Pix. O relatório do órgão de controle aponta R$ 55,4 milhões em possíveis danos ao erário entre 2020 e 2024.

Recebido pelo ministro em 31 de julho, o documento foi remetido ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, “a fim de que verifique a existência de indícios de crimes, e, se for o caso, proceda à juntada aos procedimentos já instaurados e/ou à abertura de novos”. Dino determinou ainda que a análise priorize as “hipóteses de danos ao Erário já apontados pela Egrégia Corte de Contas”.

Emendas Pix é o apelido dado às transferências especiais, modalidade que dificultava identificar tanto o parlamentar autor da destinação quanto quem recebia o dinheiro na ponta. Foi essa opacidade que levou o Supremo, uma vez provocado, a fiscalizar o mecanismo e a cobrar os critérios de rastreabilidade e transparência fixados na Constituição para a aplicação de recursos públicos. Dino relata a ação sobre o tema.

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Os números do relatório

A auditoria examinou cem transferências especiais destinadas a 74 entes federados, num total de R$ 198.109.222,97 em recursos fiscalizados. Desse volume, mais de R$ 26,3 milhões aparecem como prejuízo decorrente do comprometimento da transparência e da rastreabilidade.

Outros R$ 14,9 milhões foram para o pagamento de despesas “sem comprovação jurídica/fiscal idônea, estranhas à finalidade da transferência especial” ou “sem comprovação da quantidade ou do objeto realizado”. Um terceiro grupo, de R$ 14,1 milhões, reúne casos de “inexecução total ou parcial do objeto” e “superfaturamento de preços”.

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Para Dino, os achados “demonstram a persistência de um estado de inconstitucionalidade, o qual justifica a necessidade de adoção de novas medidas para a conformação da execução das ‘emendas individuais’ aos parâmetros constitucionais de transparência e rastreabilidade”.

 

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