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Escândalo no CRM-MT

MPF apura corrupção e funcionários fantasmas no CRM de Mato Grosso

O Ministério Público Federal (MPF) tornou oficial a investigação contra o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) por suspeitas de corrupção, incluindo funcionários fantasmas e conflito de interesses. O Inquérito Civil apura atos de improbidade administrativa que ameaçam a credibilidade do órgão.

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Inquérito do MPF apura denúncias de corrupção, funcionários fantasmas e conflito de interesses no Conselho de Medicina de Mato Grosso.
Inquérito do MPF apura denúncias de corrupção, funcionários fantasmas e conflito de interesses no Conselho de Medicina de Mato Grosso.Foto: Rogério Florentino

Inquérito oficial investiga denúncias de pagamentos indevidos, contratos errados e benefícios proibidos para membros do conselho.

O Ministério Público Federal (MPF) está investigando a fundo a direção do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT). A apuração virou um Inquérito Civil. Essa é uma medida oficial e muito séria. O foco da investigação é um suposto esquema de corrupção.

As acusações são graves. Elas incluem “funcionários fantasmas”. Também falam de conflitos de interesse na chefia do órgão. O conselho é quem fiscaliza o trabalho dos médicos no estado. Por isso, a apuração é um passo essencial.

O que o MPF investiga

A investigação ficou oficial com a Portaria nº 182. Quem assina é o procurador da República Pedro Melo Pouchain Ribeiro. O texto é do dia 21 de julho e deixa claro o que o MPF procura.

O objetivo, diz a portaria, é

"apurar supostos atos de improbidade administrativa no CRM-MT, com foco em alegações de 'funcionários fantasmas' M.G.C e L.S.P.O., possíveis irregularidades na contratação de G.A.P e eventual conflito de interesses por exercício empresarial irregular de R.G.A.".

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Agora, o MPF tem mais poder para apurar os fatos. Os procuradores podem pedir quebras de sigilo. Podem também chamar pessoas para depor. A lei permite essa ação para proteger o dinheiro e os bens públicos.

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Um sinal de alerta

O MPF viu que as suspeitas eram fortes. Por isso, tomou outra atitude. Levou o caso para a 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Esse é um grupo do MPF focado em combater a corrupção.

Essa atitude não é comum. Ela serve como um grande alerta. Mostra que os procuradores veem sinais claros de corrupção. E que o caso precisa de um cuidado especial.

A confiança em jogo

A investigação atinge um órgão federal essencial. O CRM-MT existe para fiscalizar os médicos. Também serve para cuidar da ética e proteger as pessoas. A suspeita de que o conselho paga quem não trabalha abala a confiança no órgão. A ideia de que ele permite benefícios proibidos também prejudica sua imagem.

Isso afeta a confiança dos próprios médicos e, em especial, de toda a população. Se as denúncias forem provadas, o direito moral do conselho de avaliar o trabalho de seus membros fica em xeque. A grande dúvida é se o órgão vai conseguir superar essa crise grave.

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Bolsa Família encerra o calendário de agosto com o NIS de final 0

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Parcela média do mês ficou em R$ 678,35

A Caixa Econômica Federal libera nesta segunda-feira (31) a última leva do Bolsa Família de agosto. Recebem o dinheiro os beneficiários cujo Número de Identificação Social (NIS) termina em 0.

Ao todo, 19,3 milhões de famílias entraram na folha do mês, com parcela média de R$ 678,35.

Moradores de 186 municípios de sete estados receberam o crédito de uma vez só no dia 18, por estarem em situação de emergência ou em estado de calamidade pública. O pagamento unificado abrangeu cidades do Amazonas (3), da Bahia (15), da Paraíba (31), do Paraná (5), do Rio Grande do Norte (122), de Roraima (6) e de Sergipe (4).

Lista dos municípios com pagamento unificado

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O piso do programa é de R$ 600 por família. Sobre esse valor incidem três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz garante seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses, para custear a alimentação da criança. Outros R$ 50 vão para famílias com gestantes e com filhos de 7 a 18 anos. E há um acréscimo de R$ 150 para cada criança de até 6 anos.

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No formato tradicional, o programa paga nos dez últimos dias úteis do mês. Datas, valor da parcela e composição dos adicionais podem ser consultados no Caixa Tem, aplicativo que o banco usa para movimentar as contas poupança digitais.

Parte das famílias recebe menos do que o benefício integral. É a chamada regra de proteção, em vigor desde junho de 2023: quem consegue emprego e melhora a renda continua no programa com 50% do valor a que teria direito, desde que a renda de cada integrante não passe de meio salário mínimo.

Em junho do ano passado, a permanência nessa condição caiu de dois anos para um. Quem entrou na regra até maio de 2025, porém, mantém o direito aos dois anos de meia parcela.

Desde 2024 não há mais desconto do Seguro Defeso para quem recebe o Bolsa Família. A mudança veio com a Lei 14.601/2023, que recriou o programa. O Seguro Defeso é pago a quem vive exclusivamente da pesca artesanal e fica impedido de trabalhar durante a piracema, período de reprodução dos peixes.

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