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Privilégio à vista: Defensores Públicos e servidores de MT ganham novo auxílio de R$ 700, por dependente

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Defensoria Pública de Mato Grosso implementa auxílio-creche de R$ 700 para servidores e defensores, um novo benefício que se soma a salários que já podem ultrapassar R$ 44 mil.
Defensoria Pública de Mato Grosso implementa auxílio-creche de R$ 700 para servidores e defensores, um novo benefício que se soma a salários que já podem ultrapassar R$ 44 mil.

A Defensoria Pública de Mato Grosso (DPE-MT) implementou um novo benefício para seus funcionários: um auxílio-creche no valor de R$ 700 mensais por dependente. A medida, detalhada na Portaria nº 362/DPG, foi publicada no Diário Oficial do Estado na última quinta-feira, 29 de agosto, e já está valendo retroativamente a partir do dia 1º de agosto.

A decisão, assinada pelo defensor público-geral, adiciona um novo item à lista de benefícios da categoria, que já conta com remunerações substanciais. Um defensor público em Mato Grosso, por exemplo, pode alcançar um salário bruto de mais de R$ 44 mil, sem contar possíveis “penduricalhos” — gratificações ou auxílios que não constam, por vezes, nos portais de transparência.

O novo auxílio, embora voltado para a assistência familiar, levanta questões sobre seu impacto nas contas da instituição. A portaria não especifica os critérios para a concessão, como a idade das crianças beneficiadas ou se há um limite no número de dependentes por servidor. Essa falta de clareza deixa uma lacuna sobre a abrangência real do benefício e seu custo total para o erário público.

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Enquanto a medida pode ser vista como um incentivo para manter profissionais na instituição, a decisão se desenha em um cenário de alta remuneração. O Portal da Transparência da Defensoria aponta que o sistema de pagamento é feito exclusivamente por subsídios, uma forma de remuneração que consolida o salário em uma parcela única, mas que na prática, pode ser complementada por gratificações e outros auxílios, como o recém-criado.

A Lei Complementar nº 146/2003 já prevê uma gratificação para defensores que acumulam funções por mais de três dias, equivalente a um terço do subsídio. Outros direitos, como auxílio-alimentação e plano de saúde, também são mencionados, mas seus valores não são detalhados nos documentos consultados. O novo auxílio-creche se soma a esses benefícios, aprofundando o debate sobre a remuneração no serviço público.

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Para entender melhor:

 

Subsídio: Uma forma de remuneração paga a certos cargos públicos, como juízes e defensores, que substitui o salário e outras parcelas, como gratificações, horas extras e adicionais, por um valor fixo. Na prática, porém, outros benefícios e auxílios podem ser adicionados ao subsídio.

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Penduricalhos: Jargão comum para se referir a benefícios, auxílios ou gratificações adicionais que se somam à remuneração principal de um servidor, muitas vezes de forma não transparente ou de difícil acesso para o público.

 

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Dino manda PF apurar R$ 55,4 milhões em emendas Pix apontados pelo TCU

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Federal apure as irregularidades levantadas pelo Tribunal de Contas da União na execução das chamadas emendas Pix. O relatório do órgão de controle aponta R$ 55,4 milhões em possíveis danos ao erário entre 2020 e 2024.

Recebido pelo ministro em 31 de julho, o documento foi remetido ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, “a fim de que verifique a existência de indícios de crimes, e, se for o caso, proceda à juntada aos procedimentos já instaurados e/ou à abertura de novos”. Dino determinou ainda que a análise priorize as “hipóteses de danos ao Erário já apontados pela Egrégia Corte de Contas”.

Emendas Pix é o apelido dado às transferências especiais, modalidade que dificultava identificar tanto o parlamentar autor da destinação quanto quem recebia o dinheiro na ponta. Foi essa opacidade que levou o Supremo, uma vez provocado, a fiscalizar o mecanismo e a cobrar os critérios de rastreabilidade e transparência fixados na Constituição para a aplicação de recursos públicos. Dino relata a ação sobre o tema.

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Os números do relatório

A auditoria examinou cem transferências especiais destinadas a 74 entes federados, num total de R$ 198.109.222,97 em recursos fiscalizados. Desse volume, mais de R$ 26,3 milhões aparecem como prejuízo decorrente do comprometimento da transparência e da rastreabilidade.

Outros R$ 14,9 milhões foram para o pagamento de despesas “sem comprovação jurídica/fiscal idônea, estranhas à finalidade da transferência especial” ou “sem comprovação da quantidade ou do objeto realizado”. Um terceiro grupo, de R$ 14,1 milhões, reúne casos de “inexecução total ou parcial do objeto” e “superfaturamento de preços”.

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Para Dino, os achados “demonstram a persistência de um estado de inconstitucionalidade, o qual justifica a necessidade de adoção de novas medidas para a conformação da execução das ‘emendas individuais’ aos parâmetros constitucionais de transparência e rastreabilidade”.

 

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