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Serviços financeiros

Caixa suspende Pix Saque e Troco em lotéricas: entenda a restrição e o alerta contra falsos boatos

A Caixa Econômica Federal suspenderá os serviços de Pix Saque e Pix Troco em todas as lotéricas a partir de 16 de março de 2026. A decisão, que gerou protestos do setor por impacto financeiro, não afeta transferências comuns pelo celular, mas tem sido usada por golpistas para espalhar boatos sobre um falso bloqueio geral e cobrança de taxas.

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suspensão Pix lotéricas
A partir de 16 de março de 2026, unidades lotéricas da Caixa deixarão de oferecer as funções de Pix Saque e Pix Troco aos clientes.

Serviço deixa de funcionar na rede lotérica em 16 de março de 2026. Banco Central e Receita Federal alertam para falsas cobranças e negam criação de impostos sobre transferências.

A Caixa Econômica Federal interromperá os serviços de Pix Saque e Pix Troco em todas as casas lotéricas do país a partir de 16 de março de 2026. A decisão, comunicada ao setor em fevereiro, aplica-se exclusivamente à rede de correspondentes do banco estatal. As transferências tradicionais via Pix entre contas bancárias, aplicativos e carteiras digitais continuam operando normalmente, sem qualquer bloqueio geral.

A mudança gera impactos diretos no acesso a dinheiro em espécie, principalmente em cidades pequenas onde as lotéricas funcionam como o único ponto de atendimento financeiro presencial. Fora do aspecto econômico, o anúncio tem sido distorcido em redes sociais. Manchetes descontextualizadas criaram uma onda de desinformação sobre um suposto “fim do Pix”, cenário que estelionatários utilizam para aplicar golpes e cobrar taxas falsas dos cidadãos.

Desequilíbrio econômico e novas regras de segurança

O núcleo da decisão da Caixa visa mitigar riscos associados ao Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central (BC). Segundo os documentos setoriais, o banco registra casos de clientes que realizam saques de altos valores via Pix e, na sequência, solicitam o estorno da operação alegando fraude, o que deixa o prejuízo financeiro no caixa da unidade lotérica.

Para as entidades que representam o setor, como a Febralot e a Abraslot, a remoção das funções agrava a situação financeira dos donos de lotéricas. As federações classificam a suspensão como geradora de “significativo desequilíbrio econômico”, apontando a perda imediata do fluxo de clientes e de receitas acessórias. As negociações administrativas continuam para tentar reverter a medida.

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Enquanto a suspensão não entra em vigor, a Caixa implementou um pacote provisório de segurança nas lotéricas. As medidas incluem a redução da validade do QR Code para 10 minutos e a exigência obrigatória de identificação do usuário emissor no momento da transação.

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A isca para golpes financeiros

A suspensão localizada nas lotéricas ocorre no mesmo momento em que o Banco Central endurece regras antifraude no sistema geral, como o MED 2.0, que permite o bloqueio de valores ao longo de uma cadeia de contas suspeitas por até 72 horas. A soma desses fatores técnicos tem servido de combustível para criminosos.

De acordo com a Secretaria de Comunicação do governo federal, golpistas enviam mensagens SMS se passando pela Receita Federal, exigindo pagamentos de “taxas” para liberar o uso do Pix. A tática explora o medo da população diante de manchetes alarmistas.

Em nota oficial divulgada no início do ano, a Receita Federal desmentiu a existência de monitoramento individual para fins tributários. O órgão esclarece que “não existe tributação sobre o Pix nem fiscalização das movimentações financeiras com esse objetivo”. A Receita alerta ainda que as mensagens sobre cobranças falsas buscam “enganar a população, gerar pânico financeiro e enfraquecer a confiança” no sistema.

O Banco Central reafirma que o Pix permanece gratuito para pessoas físicas e que as funções de Pix Saque e Pix Troco continuam regulamentadas. Outros estabelecimentos comerciais que atendam aos requisitos do BC podem continuar oferecendo os serviços normalmente.

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O que muda (e o que não muda) a partir de março:

  • Pix saque e troco em lotéricas: Suspenso a partir de 16 de março de 2026 por decisão da Caixa.

  • Pix saque e troco no comércio: Continua regulamentado pelo Banco Central e disponível em outros estabelecimentos habilitados.

  • Transferências comuns: Sem alterações. O envio de dinheiro entre contas via celular segue funcionando sem bloqueios.

  • Cobranças e impostos: Não há taxa do Pix para pessoas físicas. Mensagens de cobrança em nome da Receita Federal são golpes.

 

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Ministério da Saúde não disponibiliza vacina contra meningite B no SUS, entenda

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vacina meningite b

Imunizante passou por análise da Conitec, mas não foi incorporado à rede pública; governo de Mato Grosso reforça foco na aplicação das doses C e ACWY.

A vacina contra a meningite do tipo B não integra o calendário nacional de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão oficial pela não incorporação do imunizante na rede pública foi formalizada por meio de portaria do Ministério da Saúde publicada em abril de 2026.

O bloqueio da variante B no portfólio gratuito federal transfere o foco da imunização pública para as demais cepas da doença. O Estado de Mato Grosso trabalha no combate à desinformação sobre a indisponibilidade da dose e concentra esforços logísticos na aplicação das vacinas autorizadas e custeadas pelo governo federal, essenciais para evitar a evolução das formas graves da infecção bacteriana, que podem resultar em complicações severas e óbitos.

Análise técnica e decisão federal

A negativa para a oferta gratuita do imunizante ocorreu após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). O órgão federal analisou a vacina meningocócica B, mas o parecer final recomendou a não inclusão da tecnologia no sistema público de saúde. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso atua sob as diretrizes desta portaria de abril de 2026.

“É preciso combater a desinformação e deixar claro que o SUS não oferta a vacina contra meningite tipo B, nem que o Estado solicite, porque esse imunizante ainda não foi incorporado pelo Ministério da Saúde. Neste momento, a melhor estratégia é continuar incentivando a população a manter a vacinação dos outros tipos em dia”, alerta a secretária adjunta de Vigilância e Atenção à Saúde da SES, Alessandra Moraes.

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O posicionamento estadual reitera que a gestão local não possui autonomia para solicitar a distribuição de uma vacina que foi barrada pela instância técnica federal e excluída do calendário nacional.

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Cobertura vacinal em Mato Grosso

Com a exclusão da vacina B, a rede pública mantém a oferta gratuita dos imunizantes meningocócica C e meningocócica ACWY para o público infantojuvenil. O esquema vacinal federal determina idades específicas para cada dose. A meningocócica C é aplicada em bebês aos 3 e aos 5 meses de idade, com uma dose de reforço aos 12 meses. A vacina meningocócica ACWY é direcionada exclusivamente a adolescentes na faixa etária de 11 a 14 anos.

Mato Grosso apresenta índices de imunização acima da marca de 90% para as doses disponíveis na rede, segundo o painel de coberturas vacinais do Ministério da Saúde. O Estado registra 93% de cobertura para a vacina meningocócica C.

Além dos imunizantes específicos para as cepas C e ACWY, o SUS aplica vacinas que oferecem proteção cruzada contra determinados tipos de meningite. A vacina pentavalente registra 93% de alcance no Estado, enquanto a pneumocócica 10-valente (Pneumo10) atinge 94% do público-alvo mato-grossense.

“A vacinação é uma das principais formas de prevenção contra casos graves de meningite. É fundamental que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação atualizada”, afirma Moraes, ancorando a estratégia estadual nos 94% e 93% de alcance já obtidos nas vacinas autorizadas.

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Evolução clínica e identificação da doença

A meningite caracteriza-se pela inflamação das meninges, as membranas responsáveis por envolver e proteger o cérebro e a medula espinhal. A patologia possui etiologia diversa, podendo ser desencadeada por vírus, fungos, bactérias e outros agentes infecciosos não especificados no calendário vacinal básico.

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As infecções de origem bacteriana exigem maior rigor na vigilância epidemiológica, pois são clinicamente consideradas as mais graves e apresentam risco de evolução rápida no paciente. A literatura médica adotada pela vigilância em saúde lista sintomas primários de alerta.

O quadro clínico inicial mais comum inclui febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, episódios de vômito e letargia ou sonolência. Em determinados quadros infecciosos, o paciente pode apresentar manchas avermelhadas distribuídas pelo corpo. A orientação oficial das autoridades sanitárias é a busca imediata por atendimento médico ao primeiro sinal de suspeita da inflamação.

 

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