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Mobilidade urbana

Obras de viaduto fecham Avenida Miguel Sutil neste fim de semana

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interdição Avenida Miguel Sutil

Lançamento de vigas exige maquinário pesado na pista e bloqueia trecho em frente à Todimo Lar Center a partir da manhã de sábado (13)

As obras de construção do novo viaduto interrompem de forma integral o trânsito de veículos na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, neste sábado (13) e domingo (14). A interdição ocorre no trecho posicionado em frente à Todimo Lar Center para a execução do lançamento das vigas de sustentação da estrutura elevada.

A suspensão do fluxo atende a critérios técnicos de segurança viária e ocupação de espaço físico. O posicionamento do maquinário sobre as faixas de rolamento viabiliza o avanço estrutural da obra, etapa mandatória para o início da pavimentação das pistas superiores que atenderão os condutores após a inauguração do complexo viário.

Operação de guindastes e logística de bloqueio

A intervenção na Avenida Miguel Sutil demanda a utilização de guindastes de grande porte. O dimensionamento destes equipamentos exige a ocupação total da largura da via para garantir a estabilidade durante o içamento das vigas de concreto. A presença do maquinário pesado no traçado principal anula qualquer margem de segurança para a manutenção do tráfego compartilhado, forçando o isolamento físico de 100% do perímetro em frente à Todimo Lar Center.

O cronograma operacional estabelece o início do bloqueio para as primeiras horas da manhã de sábado (13). As equipes de engenharia projetam a manutenção do isolamento da área de forma contínua durante todo o final de semana. A previsão máxima para a remoção das barreiras e do maquinário estende-se até a noite de domingo (14).

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) adota um protocolo de flexibilidade temporal vinculado à eficiência da execução técnica. O planejamento prevê a liberação imediata do tráfego na Avenida Miguel Sutil caso os serviços de fixação das vigas atinjam a conclusão antes do teto estipulado no cronograma oficial. A medida busca reduzir o tempo de impacto na mobilidade da capital.

Rotas de desvio para o Centro e Rodoviária

O rompimento temporário da artéria viária obriga a adoção de rotas alternativas para a absorção do volume de veículos. A engenharia de tráfego divide o fluxo em dois sistemas distintos de desvio. Os motoristas com destino à Rodoviária de Cuiabá e à região do Centro utilizam a própria infraestrutura em construção para contornar o bloqueio dos guindastes.

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Nesta rota, o condutor acessa o novo elevado edificado no local da intervenção. O desvio direciona os veículos para a pista posicionada à esquerda, permitindo a passagem em desnível sobre o canteiro de obras e a área de içamento das vigas. A manobra elimina o contato físico do trânsito leve com a área de risco.

A transposição pelo elevado configura um desvio de curta extensão. O retorno das faixas temporárias para o traçado original da Avenida Miguel Sutil ocorre poucos metros à frente do bloqueio principal. O ponto de convergência e reingresso na pista definitiva fica localizado nas proximidades do supermercado Comper, a partir de onde o motorista retoma o fluxo habitual em direção ao Centro da capital.

Trajeto alternativo para o sentido Coxipó

Os condutores que trafegam na direção oposta, com destino à região do Coxipó, enfrentam um desvio que penetra na malha viária dos bairros adjacentes. A impossibilidade de transpor a área da Todimo Lar Center pelo traçado original exige a execução de conversões sucessivas em vias de menor capacidade de escoamento.

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O primeiro passo da rota alternativa obriga o motorista a acessar a Rua Estrela do Norte. Esta via corre de forma paralela à Avenida Miguel Sutil e funciona como o canal inicial de absorção do tráfego desviado. A progressão pelo bairro exige atenção à sinalização provisória que coordena o fluxo redirecionado da via expressa.

Após o trânsito pela Rua Estrela do Norte, o condutor realiza uma conversão à direita para ingressar na Rua Desembargador Trigo de Loureiro. O trajeto por esta rua transversal deságua na Avenida do CPA. A retomada do curso original exige a utilização do retorno viário situado em frente à Decorliz Lar Center. Cumprida esta sequência de manobras, o veículo acessa novamente a Avenida Miguel Sutil no sentido Coxipó.

Integração tecnológica e orientação aos condutores

O volume histórico de tráfego da Avenida Miguel Sutil projeta um aumento na densidade de veículos nas vias secundárias utilizadas como desvio. A Sinfra-MT orienta os condutores a realizarem o planejamento antecipado dos deslocamentos durante os dias 13 e 14. O acréscimo no tempo de viagem compõe a dinâmica natural da intervenção viária desta escala.

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A mitigação dos impactos no trânsito urbano conta com o suporte de plataformas digitais de mobilidade. Uma parceria estabelecida entre a administração estadual e o aplicativo Waze assegura a atualização em tempo real das condições de trafegabilidade na região da obra.

O sistema de navegação recebe as coordenadas exatas dos bloqueios físicos na Avenida Miguel Sutil. A integração de dados sinaliza a interdição na tela dos usuários e automatiza o recálculo de rotas. A ferramenta indica os acessos corretos para a pista do novo elevado ou para a Rua Estrela do Norte, reduzindo o risco de retenções causadas por motoristas desorientados nas imediações do canteiro de obras.

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Como funciona a interdição O planejamento de execução para o lançamento das vigas envolve a ocupação da Avenida Miguel Sutil e a ativação simultânea de duas rotas de desvio:

  • Período de bloqueio: Início nas primeiras horas da manhã de sábado (13) até a noite de domingo (14).

  • Local exato: Trecho em frente à Todimo Lar Center, em Cuiabá.

  • Causa técnica: Posicionamento de guindastes de grande porte na pista.

  • Desvio (Sentido Centro): Acesso à pista esquerda do novo elevado, com retorno à Miguel Sutil na altura do Comper.

  • Desvio (Sentido Coxipó): Entrada na Rua Estrela do Norte, conversão à direita na Rua Desembargador Trigo de Loureiro, chegada à Avenida do CPA e retorno na Decorliz Lar Center.

 

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Eclipse com “lua de sangue” poderá ser visto em Mato Grosso

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O céu de agosto reserva dois eclipses, e apenas um deles interessa a quem vai olhar para cima em Mato Grosso. O eclipse solar total do dia 12 fica restrito ao hemisfério norte, sem qualquer visibilidade no Brasil. Já o eclipse lunar da virada de 27 para 28 de agosto será observável de todo o território nacional, a olho nu, sem equipamento e sem precisar sair da cidade.

Em Cuiabá e nas demais cidades do estado, a fase interessante começa às 22h33 do dia 27, quando a sombra da Terra passa a avançar visivelmente sobre o disco lunar. O ponto máximo ocorre às 0h12 do dia 28, já na madrugada de sexta-feira. Os horários seguem o fuso de Mato Grosso, uma hora atrás de Brasília, onde o mesmo instante marca 23h33 e 1h12. A fase parcial se estende por cerca de três horas e 18 minutos.

Tecnicamente, o fenômeno é um eclipse parcial. Na prática, chega perto do limite. Os cálculos da Nasa apontam magnitude umbral de 0,930, o que significa que 93% do diâmetro da Lua entrará na umbra, a parte central e mais escura da sombra terrestre. A porção encoberta não desaparece: ganha um tom avermelhado, resultado da luz solar que atravessa a atmosfera da Terra e é desviada para a superfície lunar.

“Este eclipse será apenas parcial, mas será quase total, já que 93% da Lua vai entrar na sombra escura da Terra”, afirmou a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, em entrevista divulgada pela instituição.

A posição da Lua no céu favorece o observador brasileiro. No momento de maior cobertura, o satélite estará alto, o que dispensa a busca por mirantes, morros ou horizontes abertos. Um quintal, uma varanda ou uma rua com pouca iluminação artificial bastam. A duração longa também dá margem a nuvens passageiras sem que a observação se perca.

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Por que a Lua fica vermelha

Dentro da umbra, a Lua não fica no escuro absoluto. Ela continua recebendo luz do Sol, só que filtrada pela atmosfera da Terra. O ar espalha os tons azuis e deixa passar os avermelhados — o mesmo processo que tinge o céu no fim da tarde. Essa luz vermelha é desviada pela borda da atmosfera terrestre e vai parar na superfície lunar, o que dá ao disco eclipsado a cor de cobre.

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A intensidade do tom varia. Quanto mais poeira, fumaça e nuvem houver na atmosfera no momento do eclipse, mais escura fica a Lua. Em anos de grandes erupções vulcânicas, o disco chega a quase sumir da vista.

O eclipse lunar só acontece na Lua cheia, quando Sol, Terra e Lua se alinham nessa ordem. Como a órbita lunar é inclinada cerca de cinco graus em relação ao plano da órbita terrestre, o alinhamento perfeito não se repete todo mês — daí a raridade relativa do fenômeno.

A sombra projetada pela Terra tem duas camadas. A penumbra é uma sombra branda, que escurece a Lua de forma quase imperceptível. A umbra é a região central, onde a luz solar direta fica bloqueada. O eclipse penumbral costuma passar despercebido; o parcial e o total acontecem quando a Lua penetra a umbra.

Segundo o Observatório Nacional, este será o último eclipse lunar de grande magnitude visível de todo o país até o fim da década. Os previstos para 2027 são penumbrais. Em 2028, os dois parciais terão coberturas bem menores, inferiores a 3% e a 33%.

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O eclipse do Sol, e por que ele não chega aqui

O fenômeno do dia 12 é de outra natureza. Nele, a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol e projeta uma sombra estreita sobre a superfície do planeta. Só quem está dentro dessa faixa vê o Sol completamente encoberto.

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A trajetória começa no extremo norte da Sibéria, na Rússia, cruza o Oceano Ártico, passa pela Groenlândia e pela Islândia e atinge a Europa continental no fim da tarde. Na Espanha, a faixa de totalidade se estende da costa norte — com Oviedo, A Coruña e Bilbao — até as Ilhas Baleares, e uma pequena área de Portugal também é alcançada. No ponto de maior eclipse, em águas internacionais, a totalidade dura pouco mais de dois minutos.

Fora dessa faixa, o Sol aparece apenas parcialmente coberto. É o caso da França, de boa parte da Europa, do norte da África e de trechos da América do Norte. O Brasil fica fora de qualquer uma das duas condições.

O eclipse solar total resulta de uma coincidência geométrica. O Sol tem diâmetro cerca de 400 vezes maior que o da Lua, mas está aproximadamente 400 vezes mais distante. Os dois discos, vistos da Terra, acabam com tamanho aparente semelhante.

Proteção só é exigida no eclipse solar

A diferença de segurança entre os dois fenômenos é absoluta. O eclipse lunar não oferece risco algum: pode ser acompanhado a olho nu, com binóculo ou telescópio, do começo ao fim.

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Já o eclipse solar exige filtro certificado pela norma ISO 12312-2 ou máscara de solda com vidro número 14. Óculos escuros comuns, chapas de raio X, filmes fotográficos, vidros escurecidos e telas de celular não protegem a retina. A exposição direta sem filtro adequado pode causar lesão permanente na visão.

Quem quiser acompanhar o eclipse solar de longe encontra transmissões ao vivo. A Agência Espacial Europeia exibe o fenômeno em seu canal no YouTube, e o Observatório Nacional também transmite os dois eventos gratuitamente pela mesma plataforma.

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