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FISCALIZAÇÃO E CONTROLE

Contas do DAE/VG na mira: TCE julga gestão de 2023 e convoca diretoria e fiscais

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Sob relatoria de Guilherme Maluf, sessão do dia 25 coloca sob holofote a gestão de Carlos Alberto Arruda e a execução de contratos em Várzea Grande.

A gestão dos recursos hídricos e de saneamento em Várzea Grande, historicamente um ponto sensível para a administração municipal, passará por um teste de fogo na próxima terça-feira, 25 de novembro de 2025. O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) incluiu na pauta da 19ª Sessão Ordinária o julgamento das Contas Anuais de Gestão do Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG), referentes ao exercício financeiro de 2023.

Não se trata de uma análise meramente protocolar. O processo traz características que sugerem um escrutínio aprofundado, descendo aos detalhes da execução orçamentária.

A sessão terá início às 14h30min, no Plenário “Conselheiro Benedicto Vaz de Figueiredo”, e promete atrair a atenção não só de gestores, mas de quem depende do serviço na ponta. O conselheiro Guilherme Antonio Maluf é o relator responsável por conduzir o voto que definirá a regularidade — ou não — dos atos administrativos praticados no ano passado.

A individualização das responsabilidades

O que chama a atenção na publicação oficial da Pauta de Julgamento nº 24/2025 é a amplitude do rol de responsáveis. O Tribunal não mirou apenas na figura institucional da autarquia. A lupa do controle externo recai nominalmente sobre a alta cúpula e o corpo técnico.

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Carlos Alberto Simões de Arruda, diretor-presidente do DAE/VG, encabeça a lista de interessados. Sua gestão será confrontada com os princípios da legalidade e economicidade. Contudo, a análise técnica se estende.

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Também figura no processo Nayara Conceição de Amorim Campos Barros, na qualificação de responsável contábil. A presença da contabilidade no banco dos interessados indica que o Tribunal avaliou a conformidade dos registros financeiros com as normas de contabilidade pública, buscando consistência nos balanços apresentados.

O sinal de alerta nos contratos

Um detalhe específico na pauta acende um sinal de alerta sobre a natureza da fiscalização: a inclusão de Alessandro Macaubas Leite de Campos, citado expressamente como “Fiscal de Contrato”.

Em processos dessa natureza, quando um fiscal é chamado a responder junto com o ordenador de despesas, geralmente indica que a auditoria detectou questões pontuais na execução de avenças específicas. Não se trata apenas de saber se o dinheiro foi gasto, mas como o serviço contratado foi entregue e fiscalizado. Isso retira a discussão do campo teórico das finanças e a coloca no terreno prático da entrega de serviços.

Para entender melhor:

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Contas de Gestão x Contas de Governo Diferente das contas de governo (que analisam o resultado político e fiscal do prefeito), as Contas de Gestão julgam os atos administrativos dos ordenadores de despesas. O TCE verifica se as contratações, pagamentos e licitações seguiram a lei. Se reprovadas, podem gerar multas e até inelegibilidade dos gestores.

Transparência e impacto

O julgamento ocorrerá de forma presencial, permitindo o acompanhamento direto da sociedade. Num município onde o abastecimento de água é, invariavelmente, o tema central de qualquer debate público, a decisão do TCE sobre como o dinheiro do DAE foi gerido em 2023 carrega peso político e social imediato.

A expectativa agora recai sobre o voto do relator Guilherme Maluf e os apontamentos que a equipe técnica do Tribunal trará à luz sobre a administração de Carlos Alberto Arruda e sua equipe.

CONSUMIDOR

Aneel mantém bandeira tarifária amarela nas contas de luz em julho

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conta de luz mais cara

Consumidores do Sistema Interligado Nacional pagarão acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora devido ao acionamento de termelétricas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou no dia 26 que a bandeira tarifária permanecerá amarela no mês de julho para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A medida mantém o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos nas contas de luz de residências, indústrias e estabelecimentos comerciais.

A decisão foi tomada em decorrência do período seco no Brasil. Esse cenário leva a uma geração hidrelétrica menor e exige o acionamento de usinas termelétricas, que possuem um custo de operação mais elevado.

Impacto do período hídrico na geração

O acionamento das termelétricas é uma resposta direta à diminuição do volume de água nos reservatórios do país. Segundo a agência, essa situação hídrica menos favorável impacta os custos de operação do sistema nacional de energia.

“A manutenção da bandeira amarela, ativa desde abril, reflete condições menos favoráveis de geração no País, típicas do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado”, explicou a Aneel.

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Previsão de custos e acréscimos

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015. Ele reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica e indica, por meio das cores, quanto está custando para o SIN gerar a energia demandada pelos consumidores.

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As condições de operação do sistema são reavaliadas mensalmente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O órgão define a melhor estratégia de geração para atender à demanda e traça a previsão de custos que deverão ser cobertos pelas bandeiras aplicadas a cada mês.

Valores por patamar de bandeira

Quando a conta de luz é calculada pela previsão da bandeira verde, não há aplicação de nenhum acréscimo tarifário. A conta sofre elevação a cada 100 kWh consumidos apenas quando são acionadas as bandeiras amarela ou vermelha.

Os valores cobrados em cada cenário são divididos em três faixas adicionais:

  • Bandeira amarela: a tarifa sofre um acréscimo de R$ 1,88 por 100 kWh consumidos.
  • Bandeira vermelha (Patamar 1): a tarifa aumenta R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.
  • Bandeira vermelha (Patamar 2): as condições de geração são ainda mais caras e a tarifa recebe um acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 kWh consumidos.

Entenda os termos da matéria

  • Usinas Termelétricas: Instalações de geração de energia que são acionadas em resposta à menor geração hidrelétrica. O texto destaca que sua operação possui custo mais elevado.
  • Sistema Interligado Nacional (SIN): Sistema responsável por gerar e transmitir a energia utilizada em residências, indústrias e estabelecimentos comerciais em todo o Brasil.
  • Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS): Entidade responsável por reavaliar mensalmente as condições de operação do sistema, definir estratégias de geração e prever os custos.
  • Quilowatt-hora (kWh): Unidade de medida que representa o consumo de energia elétrica; a cobrança extra da bandeira é calculada a cada bloco de 100 kWh consumidos.
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