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Gestão de Contratos

Empresa vence licitação em Juína, não entrega produtos e acumula multas da prefeitura

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Contratada deixou de fornecer smartphones para a Secretaria de Saúde, resultando na rescisão de um contrato de mais de R$ 173 mil e duas penalidades financeiras.

A Prefeitura de Juína, no Mato Grosso, viu-se forçada a tomar uma medida drástica contra a empresa HIAGO FERNANDES REZENDE. Após vencer uma licitação para fornecer equipamentos à Secretaria de Saúde, a companhia simplesmente não entregou os produtos, deixando setores essenciais desabastecidos e, por consequência, acabou multada duas vezes e teve seu contrato rescindido.

A relação comercial que deveria ter fortalecido a infraestrutura da saúde em Juína terminou em sanções e prejuízos. A empresa HIAGO FERNANDES REZENDE, registrada sob o CNPJ 54.021.302/0001-75, tornou-se alvo de dois processos administrativos movidos pela prefeitura, ambos por falhas consecutivas na execução de um mesmo contrato. As decisões, assinadas pelo Secretário Municipal de Finanças e Administração, Valdoir Antonio Pezzini, expõem uma quebra de confiança e compromisso.

 

O golpe mais duro

 

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O caso mais grave está documentado no Processo Administrativo de Inadimplemento nº 7029/2025. A raiz do problema foi o descumprimento da Ordem de Fornecimento nº 9065/2025, que previa a entrega de um smartphone. O aparelho, longe de ser um luxo, era destinado à farmácia básica do município, uma peça considerada importante para otimizar a gestão e o atendimento à população. O que agrava a situação é que, mesmo notificada formalmente, a empresa não se deu ao trabalho de apresentar defesa ou qualquer justificativa.

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Na canetada do secretário Pezzini, um detalhe chama a atenção: aquele já era o terceiro processo por descumprimento aberto contra a empresa somente no mês de agosto. A paciência da administração pública, ao que parece, esgotou-se. A consequência foi uma multa de 3% aplicada sobre o valor total da Ata de Registro de Preços nº 016/2025, que era de R$ 173.600,00. A conta para a empresa chegou a R$ 5.208,00, mas o prejuízo foi além do financeiro, com a rescisão completa do contrato.

 

Chuva no molhado

 

Como se não bastasse, uma segunda penalidade foi imposta através de um processo distinto, o de nº 7035/2025. O motivo? O mesmo. A empresa falhou em cumprir outra Ordem de Fornecimento, a de nº 8836/2025, que também requisitava um smartphone para a Secretaria de Saúde. Desta vez, a multa foi mais branda, calculada em 0,6% sobre o valor da mesma ata, resultando em um débito de R$ 1.041,60.

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Os documentos oficiais deixam claro que os equipamentos não eram supérfluos. A aquisição visava qualificar a gestão da Assistência Farmacêutica, um esforço para ampliar a eficiência no serviço prestado diretamente aos cidadãos. Com o vácuo deixado pela contratada, a prefeitura agora corre contra o tempo. A determinação é convocar a próxima empresa classificada na licitação original ou, se necessário, iniciar um processo licitatório do zero para garantir que a saúde municipal não fique ainda mais prejudicada.

DESTAQUE

Dino manda PF apurar R$ 55,4 milhões em emendas Pix apontados pelo TCU

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Federal apure as irregularidades levantadas pelo Tribunal de Contas da União na execução das chamadas emendas Pix. O relatório do órgão de controle aponta R$ 55,4 milhões em possíveis danos ao erário entre 2020 e 2024.

Recebido pelo ministro em 31 de julho, o documento foi remetido ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, “a fim de que verifique a existência de indícios de crimes, e, se for o caso, proceda à juntada aos procedimentos já instaurados e/ou à abertura de novos”. Dino determinou ainda que a análise priorize as “hipóteses de danos ao Erário já apontados pela Egrégia Corte de Contas”.

Emendas Pix é o apelido dado às transferências especiais, modalidade que dificultava identificar tanto o parlamentar autor da destinação quanto quem recebia o dinheiro na ponta. Foi essa opacidade que levou o Supremo, uma vez provocado, a fiscalizar o mecanismo e a cobrar os critérios de rastreabilidade e transparência fixados na Constituição para a aplicação de recursos públicos. Dino relata a ação sobre o tema.

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Os números do relatório

A auditoria examinou cem transferências especiais destinadas a 74 entes federados, num total de R$ 198.109.222,97 em recursos fiscalizados. Desse volume, mais de R$ 26,3 milhões aparecem como prejuízo decorrente do comprometimento da transparência e da rastreabilidade.

Outros R$ 14,9 milhões foram para o pagamento de despesas “sem comprovação jurídica/fiscal idônea, estranhas à finalidade da transferência especial” ou “sem comprovação da quantidade ou do objeto realizado”. Um terceiro grupo, de R$ 14,1 milhões, reúne casos de “inexecução total ou parcial do objeto” e “superfaturamento de preços”.

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Para Dino, os achados “demonstram a persistência de um estado de inconstitucionalidade, o qual justifica a necessidade de adoção de novas medidas para a conformação da execução das ‘emendas individuais’ aos parâmetros constitucionais de transparência e rastreabilidade”.

 

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