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EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

Parceria entre Seduc e Senai leva robótica de MT ao cenário mundial

Equipe de Nova Mutum se classifica pelo 4º ano seguido para o Mundial de Robótica em Houston, destacando a eficiência do ensino médio integrado em Mato Grosso.

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Mundial de Robótica
Estudantes da equipe Mutum-X integram parceria entre Estado e Senai para competições internacionais.

Equipe Mutum-X, formada por alunos da rede estadual em parceria com o Senai-MT, disputará o FIRST Championship em Houston entre abril e maio.

Estudantes da rede pública estadual de Nova Mutum conquistaram, pelo quarto ano consecutivo, uma vaga para representar o Brasil no campeonato mundial de robótica. A equipe Mutum-X, fruto de uma parceria entre a Secretaria de Educação (Seduc-MT) e o Senai-MT, participará do FIRST Championship em Houston, nos Estados Unidos, entre 29 de abril e 2 de maio de 2026.

A classificação ocorreu por meio do ranking de desempenho internacional na categoria FIRST Robotics Competition (FRC), considerada uma das mais complexas da modalidade. O resultado consolida o modelo de ensino médio integrado de Mato Grosso, que combina a formação regular com a técnica.

“As competições desenvolvem competências cada vez mais valorizadas pelo mercado, como colaboração, resiliência e pensamento crítico”, afirma Fernanda Campos, diretora regional do Senai Mato Grosso.

Para a diretora, as habilidades socioemocionais desenvolvidas impactam diretamente a solução de problemas pelos jovens.

Tecnologia e alto desempenho

O time é composto por 14 alunos das escolas estaduais José Aparecido Ribeiro e da Polícia Militar Tiradentes Coronel Celso Henrique Souza Barbosa. Na categoria FRC, os estudantes operam robôs de grande porte, que podem atingir até 1,5 metro de altura e pesar 56 kg.

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Esta é a segunda vez que o grupo de Nova Mutum chega à fase mundial. Em anos anteriores (2023 e 2024), equipes das unidades do Senai em Rondonópolis e Sinop também representaram o estado na competição internacional.

Integração com o Novo Ensino Médio

Os integrantes da equipe dividem a carga horária entre o ensino regular e cursos profissionalizantes. A rotina consiste em três dias de aulas nas escolas estaduais e dois dias dedicados à formação técnica no Senai. Segundo a Seduc-MT, mais de 6 mil estudantes iniciaram jornadas em cursos como Mecatrônica, Automação Industrial e Desenvolvimento de Sistemas apenas em 2026.

A secretária de Educação, Flavia Emanuelle, ressalta que a continuidade dos resultados internacionais é fruto de investimento estruturado. “É a prova de que, quando há oportunidade, orientação e estrutura, nossos jovens respondem com talento”, pontuou a gestora.

Dados da Competição Detalhes
Evento FIRST Championship 2026
Local Houston, EUA
Data 29 de abril a 02 de maio
Equipe Mutum-X (Nova Mutum)
Categoria FRC (Robôs de até 56 kg)

 

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AGRONEGÓCIO

Produtividade da soja em Mato Grosso cresce 9,2% e produção chega a 51,56 milhões de toneladas

A produtividade da soja em Mato Grosso sobe para 66,03 sacas por hectare na safra 2025/26, 9,23% acima do ciclo anterior. A produção estimada é de 51,56 milhões de toneladas, segundo o relatório Imea em Campo, com Oeste liderando o acréscimo em volume e Centro-Sul com o maior ganho de produtividade.

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produtividade da soja em Mato Grosso
Levantamento do Imea cobriu 97,92% da área plantada do estado e elevou a estimativa de produção para 51,56 milhões de toneladas.

Nova estimativa do Imea, feita após levantamento em 103 municípios, aponta Oeste com o maior acréscimo em volume

A produtividade média da soja em Mato Grosso na safra 2025/26 deve chegar a 66,03 sacas por hectare, 9,23% acima das 60,45 sacas do ciclo anterior. O número consta do relatório “Imea em Campo — Etapa Soja”, divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária em março de 2026, depois de um levantamento que cobriu 103 municípios e 97,92% da área plantada do estado. A produção total foi revisada para 51,56 milhões de toneladas.

Levantamento percorreu 34 mil quilômetros

A etapa Soja do levantamento se estendeu por 71 dias entre dezembro, janeiro e fevereiro, somou 34.880 km percorridos e resultou em 998 avaliações a campo, aumento de 24,43% na comparação com a temporada anterior. As avaliações foram divididas entre lavouras em período inicial (R3 a R4), intermediário (R5 a R6) e final (R7 a R8), com mais avaliações nas fases finais, quando a estimativa de produtividade é mais precisa.

A classificação visual considerou condições gerais e incidência de pragas, doenças, plantas daninhas e grãos avariados. As medições a campo envolveram número de plantas por hectare, vagens por planta, grãos por planta, peso de grãos e umidade.

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Centro-Sul lidera o ganho de produtividade; Oeste lidera em volume

A produtividade subiu em todas as regiões avaliadas ante a estimativa anterior à colheita. Na Centro-Sul, o ganho foi de 8,4 sc/ha sobre a projeção. O Oeste ficou logo atrás, com 8,3. Já o Médio-Norte somou 4 sc/ha a mais.

No ranking entre regiões, Norte (67,68 sc/ha) e Médio-Norte (65,9 sc/ha) aparecem acima da média estadual. A região Sudeste, embora tenha melhorado a produtividade comparada ao início do ciclo, continua entre as de menor desempenho, com 65,4 sc/ha.

Em volume, o Oeste acrescenta 1.041 mil toneladas à estimativa anterior, o maior valor entre as regiões. Na sequência estão Sudeste (869 mil t), Médio-Norte (789 mil t), Nordeste (583 mil t), Norte (417 mil t), Centro-Sul (416 mil t) e Noroeste (260 mil t).

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Área plantada sobe 1,7% e chega a 13 milhões de hectares

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A área plantada da safra 2025/26 foi estimada em 13,013 milhões de hectares, aumento de 1,71% ante a safra 2024/25. Combinadas, produtividade e área levaram a produção estimada para 51,56 milhões de toneladas, 1,31% a mais que o ciclo anterior e 9,27% acima da projeção feita antes das avaliações em campo.

Qualidade melhora, com menos grãos avariados

A proporção de lavouras sem grãos avariados subiu na comparação anual, de 80,2% na safra 24/25 para 83,6% na 25/26, ganho de 3,4 pontos percentuais. Centro-Sul e Médio-Norte têm a maior fatia de avaliações sem avariados, enquanto Norte e Médio-Norte aparecem com mais lavouras que tiveram grãos moderadamente ou muito avariados.

No recorte qualitativo, o Norte teve o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes. Oeste, Centro-Sul e Noroeste apresentam mais lavouras boas a médias, e o Sudeste manteve o maior percentual de ruins.

A incidência de pragas foi menor nas regiões Oeste e Norte, com predomínio de Euschistus spp., Dichelops spp. e Spodoptera spp. entre as mais comuns. Em relação a doenças, Norte, Médio-Norte e Noroeste tiveram as lavouras com menos danos; as mais frequentes foram cercosporiose e mancha bacteriana.

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Milho 2ª safra tem semeadura atrasada pelo solo encharcado

A segunda safra de milho 2025/26 começou com atraso na semeadura em relação à média dos últimos cinco ciclos, conforme os dados do Imea. O solo encharcado dificultou as operações, e a região Sudeste teve o maior percentual de áreas plantadas fora da janela ideal. A estimativa é de 1,17 milhão de hectares semeados depois de 28 de fevereiro, número próximo ao 1,09 milhão do ciclo passado.

Mesmo com o atraso, a projeção atual aponta para 7,39 milhões de hectares, 116,61 sacas por hectare e produção de 51,72 milhões de toneladas de milho no estado.

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Exportação responde por quase dois terços da demanda de soja

O balanço de oferta e demanda do Imea registra oferta total de 51,84 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso, com produção de 51,56 milhões e estoque inicial de 0,29 milhão. Os 51,73 milhões de toneladas da demanda se dividem entre exportação (32,10 milhões), consumo dentro do estado (13,93 milhões) e consumo no mercado interno nacional (5,70 milhões). O estoque final ficou em 0,11 milhão, queda de 62,07% na comparação anual.

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Até março, 63,31% da soja da safra 2025/26 já estavam comercializados, a preço ponderado de R$ 108,62 por saca, variação positiva de 4,33 pontos percentuais ante o mesmo período do ciclo anterior.

Próximos passos dependem do clima

A transição do fenômeno La Niña para neutralidade deve favorecer precipitações dentro da normalidade em abril e maio no estado, segundo a projeção climática do relatório. A estimativa final da safra depende das condições climáticas nos próximos meses. A próxima etapa do levantamento, focada em milho, deve trazer os dados de campo da 2ª safra.

 

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