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Polícia Civil mira facções por homicídios e cumpre 35 mandados em MT

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operacao raleda

Ação deflagrada nesta segunda-feira (29) investiga mortes ordenadas por líderes criminosos em São José do Rio Claro e outras sete cidades.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Raleda na manhã desta segunda-feira (29) para cumprir 35 ordens judiciais contra integrantes de duas facções criminosas rivais.

Os alvos são investigados por homicídios encomendados por líderes dos grupos em São José do Rio Claro e região. Os suspeitos também respondem por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e venda de medicamentos proibidos.

Apreensões e oito prisões

A Justiça expediu 27 mandados de busca e apreensão. As equipes cumprem as ordens em residências, locais de trabalho e empresas dos investigados. A operação inclui ainda cinco mandados de prisão preventiva e três de prisão temporária.

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A apuração da Delegacia de São José do Rio Claro identificou a atuação de grupos paralelos. Segundo a Polícia Civil, esses suspeitos não têm ligação direta com os homicídios, mas mantêm relação entre si na prática de outros delitos. O braço do grupo atua com comércio e porte ilegal de armas e munições. A lista de infrações abrange lavagem de capitais, exercício ilegal da medicina e venda de remédios sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Ação em oito municípios

Os mandados judiciais são cumpridos simultaneamente em oito cidades de Mato Grosso. Além de São José do Rio Claro, que coordena a investigação, os policiais atuam em Cuiabá, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Brasnorte, Barra do Bugres, Comodoro e Mirassol d’Oeste.

Efetivo de 80 policiais civis

A operação mobiliza 80 policiais civis, contingente formado por delegados, escrivães e investigadores.

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A execução dos mandados recebe apoio operacional da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI). A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA) e a unidade de Estelionato de Cuiabá também prestam suporte. O efetivo conta ainda com equipes da Delegacia Regional de Nova Mutum e de unidades de Tapurah e Nova Maringá.

A ofensiva policial integra a Operação Pharus, parte do planejamento estratégico de 2026 da instituição. A ação compõe o Programa Tolerância Zero, focado no combate a grupos criminosos no estado.

 

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Voto em trânsito: pedido termina nesta quinta-feira (20)

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voto em trânsito MT

Quem estiver fora do domicílio eleitoral no dia da votação tem até esta quinta-feira (20) para pedir a habilitação do voto em trânsito nas Eleições Gerais de 2026. O requerimento vale para o primeiro turno, para o eventual segundo turno ou para os dois. O prazo de 30 dias começou em 20 de julho.

Em Mato Grosso, quatro cidades receberão eleitores em trânsito: Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e Várzea Grande. São os únicos destinos possíveis dentro do estado, porque a regra limita o serviço às capitais e aos municípios com mais de 100 mil eleitores.

O pedido tem dois caminhos. Pela internet, no Autoatendimento Eleitoral, na opção “Fazer transferência temporária de local de votação”. Presencialmente, em qualquer cartório eleitoral — não precisa ser o da zona onde o eleitor está inscrito.

O que muda conforme o destino escolhido é o tamanho da cédula. Ao indicar uma das quatro cidades mato-grossenses, o eleitor com domicílio no estado vota para todos os seis cargos em disputa: deputado federal, deputado estadual, os dois senadores, governador e presidente da República. Se o destino ficar em outro estado, resta apenas a disputa presidencial.

Procura menor que em 2022

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O balanço parcial do TRE-MT aponta 1.821 pedidos de habilitação até agora. Em 2022, o estado registrou 5.028 requerimentos ao fim do prazo. A comparação é entre um número ainda aberto e um número fechado, mas mostra que a última semana concentra a decisão de boa parte de quem usa o mecanismo.

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Quem mais pode transferir a seção temporariamente

A transferência temporária da seção eleitoral não atende só quem viaja. A legislação prevê a habilitação para pessoas presas provisoriamente, adolescentes em unidades de internação, militares e agentes de segurança pública em serviço no dia da eleição, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, indígenas, quilombolas, integrantes de comunidades tradicionais, moradores de assentamentos rurais, integrantes da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral em serviço e pessoas em situação de rua.

Parte desses grupos não faz o pedido pessoalmente. Nos casos de presos provisórios, adolescentes internados, militares, agentes de segurança pública e integrantes da Justiça Eleitoral, a solicitação sai dos órgãos responsáveis, que encaminham formulários ou listas com os nomes dos eleitores aptos.

Prazo mais largo para quem trabalha na eleição

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Quem vai atuar na organização do pleito tem oito dias a mais. Até 28 de agosto podem se habilitar a votar em seção ou local diferente do de origem os mesários, as pessoas convocadas para apoio logístico e as designadas para os testes de integridade das urnas. O mesmo prazo alcança agentes penitenciários, policiais penais e servidores de estabelecimentos penais ou de unidades de internação de adolescentes, desde que estejam em serviço no dia da votação.

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Uma restrição costuma passar despercebida

O voto em trânsito não serve para quem tem domicílio eleitoral no Brasil e vai estar no exterior no dia da eleição. A modalidade só funciona dentro do território nacional. Quem viaja para fora do país e não vota precisa justificar a ausência.

Outra armadilha: habilitar-se e não comparecer não isenta ninguém. Quem pediu o voto em trânsito e não apareceu no local escolhido tem de justificar a falta, ainda que tenha passado o dia da eleição na própria cidade de origem.

Dúvidas podem ser levadas a qualquer cartório eleitoral ou ao Disque Eleitor, no número 0800-647-8191. O atendimento presencial no estado funciona em dias úteis, das 7h30 às 13h30.

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