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Escândalo no INSS: Irmão de Lula e lobista no centro de investigação por descontos ilegais.

Operação Sem Desconto: Entenda a investigação sobre a fraude no INSS envolvendo o irmão de Lula e o "Careca".

Uma operação conjunta da Polícia Federal e CGU investiga um esquema bilionário de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. O irmão do presidente Lula, que lidera o Sindnapi, e um lobista conhecido como “Careca do INSS” são apontados como figuras centrais.

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Fraude INSS irmão de Lula
Irmão do presidente Lula e lobista conhecido como "Careca do INSS" são figuras centrais em investigação sobre descontos irregulares em aposentadorias e pensões.

Esquema bilionário de descontos irregulares em aposentadorias e pensões é alvo de investigação da Polícia Federal.

Uma operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) expôs um esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. A investigação aponta para o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), liderado pelo irmão do presidente Lula, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, como figuras centrais do caso.

Crescimento exponencial do Sindnapi sob a liderança de Frei Chico

O Sindnapi, sob a vice-presidência de José Ferreira da Silva, o “Frei Chico”, irmão do presidente Lula, registrou um aumento impressionante em sua arrecadação. Os dados da Polícia Federal revelam que o montante de contribuições saltou de R$ 17,588 milhões em 2019 para R$ 90,519 milhões em 2023, um crescimento de 414%.

Além disso, a entidade contava com 302.360 associados em janeiro de 2025, segundo o INSS. Entretanto, um fato preocupante é o aumento nos pedidos de exclusão da associação, chegando a 20 mil em janeiro de 2024, quando o Sindnapi tinha 276,9 mil associados. A PF interpreta esse aumento como um indício de que os aposentados estavam sendo associados sem seu consentimento.

“Uma investigação séria e transparente ajuda a identificar possíveis irregularidades, corrigir falhas e evitar que injustiças continuem acontecendo”, declarou o sindicato em nota.

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Quem é Frei Chico?

José Ferreira da Silva, de 83 anos, é um dos 17 irmãos do presidente Lula. Foi por meio dele que Lula começou a ter contato com o movimento sindical em 1964. Seu apelido “Frei” foi dado pelo ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Maurício Soares, em referência à sua calvície. 

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“Frei Chico não ocupa essa posição por laços familiares, mas por mérito próprio e por sua trajetória reconhecida por todo o movimento sindical brasileiro”, afirma o Sindnapi.

O “Careca do INSS” e a rede de empresas

Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, é apontado pela Polícia Federal como o “epicentro da corrupção ativa”. As investigações revelam que ele movimentou pelo menos R$ 53,58 milhões entre 2022 e 2024.

A PF listou 22 empresas em nome de Antunes, atuando em diversos ramos, como consultoria, call center e locação de veículos. Além disso, ele teria repassado R$ 9,32 milhões a servidores do INSS e empresas ligadas à cúpula do instituto.

Movimentações financeiras suspeitas

As movimentações financeiras de Antunes são consideradas desproporcionais à sua renda declarada. Em um período de menos de três meses, ele acumulou um patrimônio imobilizado de R$ 14,375 milhões. Além disso, movimentou R$ 12,2 milhões em contas bancárias em apenas quatro meses.

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Conexões com servidores do INSS

As investigações apontam que Antunes fez pagamentos diretos e indiretos para Virgílio Filho, ex-procurador-geral do INSS, e outros ex-diretores do instituto.

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A Operação Sem Desconto e suas implicações

A operação investiga um esquema nacional de descontos não autorizados que somam R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Segundo a PF, quase 100% desses descontos foram irregulares, totalizando R$ 7,99 bilhões.

O governo suspendeu todos os acordos de desconto nas aposentadorias, e o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi demitido.

Reação das centrais sindicais

Centrais sindicais divulgaram uma nota de apoio a Frei Chico, criticando o que consideram “ataques políticos e antissindicais”. 

“Elas afirmam que Frei Chico está em evidência somente por ter parentesco com o presidente Lula, e que o caso se trata de ‘pura politicagem eleitoral, que engana muita gente de boa-fé’”, diz a nota.

A Operação Sem Desconto revelou um esquema complexo que afetou milhões de aposentados e pensionistas. As investigações continuam, e o governo já tomou medidas para proteger os beneficiários de descontos indevidos.

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Dino manda PF apurar R$ 55,4 milhões em emendas Pix apontados pelo TCU

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Federal apure as irregularidades levantadas pelo Tribunal de Contas da União na execução das chamadas emendas Pix. O relatório do órgão de controle aponta R$ 55,4 milhões em possíveis danos ao erário entre 2020 e 2024.

Recebido pelo ministro em 31 de julho, o documento foi remetido ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, “a fim de que verifique a existência de indícios de crimes, e, se for o caso, proceda à juntada aos procedimentos já instaurados e/ou à abertura de novos”. Dino determinou ainda que a análise priorize as “hipóteses de danos ao Erário já apontados pela Egrégia Corte de Contas”.

Emendas Pix é o apelido dado às transferências especiais, modalidade que dificultava identificar tanto o parlamentar autor da destinação quanto quem recebia o dinheiro na ponta. Foi essa opacidade que levou o Supremo, uma vez provocado, a fiscalizar o mecanismo e a cobrar os critérios de rastreabilidade e transparência fixados na Constituição para a aplicação de recursos públicos. Dino relata a ação sobre o tema.

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Os números do relatório

A auditoria examinou cem transferências especiais destinadas a 74 entes federados, num total de R$ 198.109.222,97 em recursos fiscalizados. Desse volume, mais de R$ 26,3 milhões aparecem como prejuízo decorrente do comprometimento da transparência e da rastreabilidade.

Outros R$ 14,9 milhões foram para o pagamento de despesas “sem comprovação jurídica/fiscal idônea, estranhas à finalidade da transferência especial” ou “sem comprovação da quantidade ou do objeto realizado”. Um terceiro grupo, de R$ 14,1 milhões, reúne casos de “inexecução total ou parcial do objeto” e “superfaturamento de preços”.

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Para Dino, os achados “demonstram a persistência de um estado de inconstitucionalidade, o qual justifica a necessidade de adoção de novas medidas para a conformação da execução das ‘emendas individuais’ aos parâmetros constitucionais de transparência e rastreabilidade”.

 

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