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Polícia prende três homens denunciados, respectivamente, por estupro de crianças de 08, 09 e 11 anos

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Três homens investigados por crimes de estupro de vulnerável cometidos contra vítimas distintas tiveram mandados de prisão cumpridos pela Polícia Civil, na sexta-feira (15.12), em trabalho investigativo realizado pela Delegacia de Alto Garças.

As prisões ocorreram em continuidade à campanha “Maio Laranja”, iniciada pelo Conselho Tutelar de Alto Garças com o apoio da Delegacia de Polícia e do Poder Judiciário local.

As ordens de prisão foram decretadas pela Justiça com base em investigações da Delegacia de Alto Garças, coordenadas pela delegada Michele Castro Reis de Siqueira, após denúncias feitas pelas vítimas e seus familiares.

Um dos presos é investigado por abusar sexualmente de sua enteada desde os 9 anos. A menor procurou o Conselho Tutelar da cidade para noticiar o fato, sendo conduzida à Delegacia de Alto Garças, onde narrou ter sido obrigada, por anos, à prática de atos libidinosos diversos da conjunção carnal sob ameaças de morte. A vítima apresentou mensagens de cunho sexual enviadas pelo padrasto, além de um vídeo com prova de um dos abusos.

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Outro suspeito preso por forma de mandado foi denunciado pelo estupro uma criança de 11 anos, filha de um casal de amigos, mediante violência e grave ameaça. A menor contou sobre os abusos para os pais e para sua psicóloga, procurando a delegacia em seguida para registrar o fato. A vítima se encontra bastante abalada emocionalmente, narrando que estava sendo ameaçada e perseguida pelo autor dos fatos.

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O terceiro preso é investigado pelo abuso sexual da sobrinha de sua esposa por diversas vezes, desde os 8 anos de idade. A menor relatou os abusos para o pai, que procurou imediatamente a polícia. A criança também narrou ter sido ameaçada de morte pelo suspeito ao longo dos anos, para não contar sobre os abusos para a família e para a polícia.

Diante dos fatos, a delegada titular da unidade de Alto Garças, Michele Castro Reis de Siqueira, representou pela prisão preventiva dos suspeitos, que foram deferidas pela Justiça na quinta-feira (14.12) e cumpridas na sexta-feira (15) com o apoio da Polícia Militar de Alto Garças e da Polícia Federal de Rondonópolis.

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“Após a campanha de conscientização iniciada no município com palestras educativas nas escolas, a Delegacia de Polícia vem recebendo diversas denúncias de casos envolvendo abusos sexuais de crianças e adolescentes. Desde então, 8 prisões foram realizadas no município envolvendo fatos análogos”, disse a delegada.

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Setasc alerta sobre golpes no cadastro do programa Repesca

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Inscrição para auxílio financeiro a pescadores artesanais é gratuita. Estado aciona municípios e colônias para combater desinformação.

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) identificou riscos de fraudes contra pescadores profissionais artesanais de Mato Grosso durante a reabertura do cadastramento no programa Repesca, iniciada nesta terça-feira (26). A pasta emitiu um alerta oficial para coibir a cobrança indevida de taxas por intermediários.

O Repesca opera como um sistema virtual criado para assegurar assistência financeira aos profissionais do setor afetados pelas restrições da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Lei do Transporte Zero. A legislação proíbe temporariamente o transporte, o armazenamento e a comercialização do pescado nos rios do estado. A disseminação de falsas exigências financeiras afeta diretamente o acesso dos trabalhadores ao benefício compensatório.

“O cadastro do Repesca é gratuito. Nenhum servidor, instituição ou terceiro está autorizado a cobrar qualquer valor para realizar a inscrição”, afirmou o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes. “Orientamos os pescadores a desconfiarem de pedidos de pagamento e buscarem sempre os canais oficiais do Governo do Estado”.

Fake news e impacto previdenciário

Além da cobrança ilegal de taxas, a Setasc mapeou a circulação de informações falsas sobre os impactos do programa na vida funcional dos trabalhadores. Os boatos sugerem que a adesão ao sistema de auxílio financeiro estadual resultaria na suspensão de aposentadorias ou geraria passivos junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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O governo estadual desmentiu a interferência administrativa entre os sistemas. O recebimento do benefício estadual ocorre de forma independente e não cruza dados impeditivos com a autarquia federal.

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“O Repesca não interfere na aposentadoria e não prejudica benefícios previdenciários. Essa informação é falsa e acaba gerando insegurança entre os pescadores e suas famílias”, disse Gomes.

Para conter a desinformação na base, a Setasc expediu ofícios às secretarias municipais de Assistência Social e às colônias de pescadores. O documento formaliza um pedido de apoio aos entes locais para a orientação correta dos profissionais, tanto sobre o funcionamento operacional do programa quanto no combate aos boatos estruturados.

Critérios de elegibilidade e Lei do Transporte Zero

O acesso aos recursos exige o enquadramento em um perfil socioeconômico estrito. O auxílio atende exclusivamente aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma. O trabalho pode ser executado individualmente ou em regime de economia familiar.

A regra exclui trabalhadores com qualquer tipo de vínculo empregatício formal ativo. O Estado exige a comprovação de que a pesca artesanal representa o principal meio de subsistência do núcleo familiar impactado pela paralisação das atividades comerciais previstas na Lei do Transporte Zero.

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O programa exige a apresentação de um pacote documental completo no momento do registro. Os interessados precisam fornecer documentos pessoais básicos, comprovante de endereço atualizado e o Registro Geral de Pesca (RGP).

A comprovação da ausência de vínculo formal ocorre por meio da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). O Estado solicita ainda documentos adicionais que atestem o exercício contínuo da pesca artesanal e a assinatura de uma autodeclaração da atividade pesqueira. Membros do núcleo familiar também devem ter seus documentos anexados, juntamente com o comprovante de inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), quando a família possuir o registro federal.

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Procedimento online e bloqueio de correções

O procedimento de entrada no Repesca ocorre inteiramente no ambiente digital. A Setasc adota um protocolo rígido de submissão: após a finalização e o envio do cadastro no sistema, a plataforma bloqueia o acesso para a inserção de novos documentos ou a correção de informações preenchidas.

A secretaria orienta a categoria a reunir toda a documentação comprobatória exigida antes de iniciar o preenchimento dos campos virtuais, evitando a reprovação do pedido por insuficiência técnica.

O preenchimento pode ser feito pelo próprio pescador artesanal ou por um terceiro autorizado. Nos casos de uso de intermediários legais, o pescador titular do benefício deve, obrigatoriamente, estar presente fisicamente durante o acesso ao sistema online. A delegação da tarefa exige a assinatura de um Termo de Responsabilidade formalizando a operação.

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