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Saúde pública

URGENTE: Mato Grosso está em alerta para síndrome respiratória aguda grave, diz Fiocruz

Mato Grosso está em nível de alerta a risco para SRAG na semana epidemiológica 10 de 2026, segundo o InfoGripe da Fiocruz. Rinovírus, Influenza A e vírus sincicial respiratório circulam ao mesmo tempo no estado, cada um afetando uma faixa etária diferente. Cuiabá é uma das 18 capitais com tendência de crescimento sustentado.

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SRAG Mato Grosso 2026
Mato Grosso registra crescimento de internações por síndrome respiratória aguda grave nas primeiras semanas de 2026, com rinovírus, VSR e Influenza A circulando simultaneamente. Imagem ilustrativa criada utilizando IA.

Três vírus circulam ao mesmo tempo no estado: rinovírus atinge crianças, Influenza A avança entre adultos e VSR pressiona bebês de até dois anos

Mato Grosso entrou em março de 2026 com nível de atividade de alerta a risco para síndrome respiratória aguda grave (SRAG), segundo o boletim InfoGripe da Fiocruz referente à semana epidemiológica 10 — período de 8 a 14 de março. O estado é um dos 20 que acumulam sinal de crescimento sustentado nos casos há pelo menos seis semanas, e Cuiabá integra o grupo das 18 capitais brasileiras com tendência de piora no mesmo intervalo.

O que está acontecendo no estado

Três vírus diferentes estão circulando ao mesmo tempo em Mato Grosso, cada um atacando uma faixa etária distinta. O rinovírus responde pelo aumento de hospitalizações em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. O vírus sincicial respiratório (VSR) pressiona os casos em crianças menores de dois anos — padrão que o estado compartilha com Goiás e com a maioria dos estados do Norte do país. A Influenza A, por sua vez, avança entre adultos e idosos, com Mato Grosso citado ao lado de estados do Nordeste e do Sudeste como território de expansão antecipada do vírus.

A palavra “antecipada” não é casual: o boletim destaca que a Influenza A está avançando antes do período habitual para a maioria das regiões brasileiras.

O cenário nacional que enquadra o dado de MT

No conjunto do país, já foram notificados 20.311 casos de SRAG no ano epidemiológico 2026, com dados inseridos no SIVEP-Gripe até 14 de março. Desse total, 7.523 (37%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 8.398 (41,3%) foram negativos e ao menos 2.853 (14%) aguardavam resultado.

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Entre os casos positivos das últimas quatro semanas, o rinovírus domina: 45,4% do total. A Influenza A vem em segundo lugar, com 25,4%. O VSR responde por 13,4%, e o SARS-CoV-2 por 11,3%.

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O perfil muda quando se olha os óbitos. Nesse recorte, SARS-CoV-2 e Influenza A empatam na liderança: 30,8% cada. O rinovírus, que lidera nas hospitalizações, responde por 27,5% das mortes. O VSR representa 5,5%.

A divergência entre casos e mortes tem explicação na faixa etária. Crianças se infectam mais com rinovírus e VSR, mas morrem menos. Idosos morrem mais — e entre eles Covid-19 e Influenza A são as causas dominantes.

Cuiabá entre as capitais em situação mais crítica

Cuiabá está no grupo das 18 capitais que acumulam dois sinais simultaneamente: nível de atividade elevado nas últimas duas semanas e tendência de crescimento de longo prazo nas últimas seis semanas. As outras capitais nessa situação incluem Manaus, Fortaleza, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador, entre outras.

O boletim não traz dados de internação hospitalar ou taxa de ocupação de leitos por regional de saúde. Para essa avaliação, a própria Fiocruz recomenda combinar os dados do InfoGripe com indicadores locais de capacidade assistencial.

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O que os números não mostram

Vale um dado de contexto: só o Piauí, entre todos os estados brasileiros, não apresentou sinal de crescimento nos casos de SRAG na tendência de longo prazo até a semana 10. Ou seja, o padrão que atinge Mato Grosso não é exceção — é a regra do país neste início de ano.

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O que diferencia o estado é a combinação dos três vírus circulando ao mesmo tempo, cada um em sua faixa. Em muitas regiões, apenas um ou dois vírus estão ativos com intensidade. Em Mato Grosso, os três operam juntos.

Próximas atualizações

O InfoGripe publica boletins semanais com dados do SIVEP-Gripe. A próxima atualização, referente à semana epidemiológica 11, está prevista para a terceira semana de março de 2026 e deverá indicar se a tendência de crescimento em Mato Grosso se mantém, se desacelera ou se avança para o limiar de alto risco.

 

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Pesquisa Real Time Big Data para o Senado de MT impede formação de chapa opositora no questionário

Levantamento presencial da Real Time Big Data aponta Wellington Fagundes como favorito ao governo de MT e consolida Mauro Mendes e Janaína Riva para o Senado. Auditoria do questionário bruto revela que os cenários estimulados impedem o eleitor oposicionista de compor chapa entre Rosa Neide e Pedro Taques.

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pesquisa eleitoral Mato Grosso 2026 Senado
Pesquisa da Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores em dezenas de municípios de MT entre 21 e 23 de março de 2026

Levantamento presencial da Real Time Big Data exclui Rosa Neide e Pedro Taques dos mesmos cenários estimulados, enquanto Wellington Fagundes lidera para o governo

Uma pesquisa presencial da Real Time Big Data, realizada entre 21 e 23 de março com 1.600 eleitores em dezenas de municípios de Mato Grosso, aponta o senador Wellington Fagundes (PL) como favorito isolado na corrida pelo Palácio Paiaguás. O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo MT-06241/2026, também consolida o governador Mauro Mendes e a deputada Janaína Riva entre os mais competitivos para as duas vagas ao Senado em 2026. O questionário aplicado nas ruas, porém, bloqueia estruturalmente a possibilidade de o eleitor montar uma dobradinha entre Rosa Neide (PT) e Pedro Taques (PSB) nas perguntas estimuladas.

Favoritismo no governo e método de campo

Wellington Fagundes aparece na frente em todos os cenários testados para o governo. A pesquisa avalia uma frente ampla no primeiro cenário e simula ausências estratégicas no segundo — retirando Jayme Campos (União Brasil) da lista — para medir para onde migram os votos dele. No bloco de segundo turno, os entrevistadores testaram todos os cruzamentos entre Wellington, Pivetta, Jayme e Natasha. A isonomia das cartelas foi mantida nessa parte do questionário: nenhum nome recebeu tratamento diferenciado.

O método de campo é um dos pontos fortes do levantamento. A amostra de 1.600 entrevistas face a face, com margem de erro de 2 pontos percentuais e confiança de 95%, afasta vieses típicos de pesquisas telefônicas. Em Mato Grosso, onde cerca de 35% do eleitorado tem até o ensino fundamental, sondagens por robô tendem a sub-representar justamente esse segmento — eleitores que dificilmente atendem ligações automatizadas, mas respondem sem dificuldade a um entrevistador na porta de casa.

A estratificação em três estágios (município, bairro e cota de eleitor) distribuiu a coleta por dezenas de cidades, de Cuiabá e Várzea Grande a Rondonópolis e Sinop. A empresa declarou ainda que 15% das respostas passaram por verificação via callback telefônico, protocolo de controle de qualidade adotado como referência no setor.

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A fratura nas cartelas do Senado

O problema está nas perguntas P12 a P15, que simulam os cenários estimulados para as duas cadeiras no Senado. A eleição de outubro vai preencher duas vagas na urna, e o questionário pede ao eleitor que indique primeiro e segundo votos. Mas o roteiro que os entrevistadores leram nas ruas impede, por desenho, que Rosa Neide e Pedro Taques apareçam juntos na mesma cartela de opções.

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Funciona assim: nas perguntas P12 e P14, o eleitor encontra Rosa Neide, mas não encontra Pedro Taques. Nas perguntas P13 e P15, a situação se inverte — Pedro Taques entra, Rosa Neide sai. Quem pretendia votar em uma dobradinha fora do arco governista simplesmente não pôde manifestar essa preferência na prancheta do pesquisador. Os dois nomes nunca dividem a mesma cartela em nenhum dos quatro cenários.

O senador Jayme Campos também é excluído de metade dos cenários. Nas cartelas P12 e P13 — as únicas com cinco opções em vez de seis — seu nome não aparece, sem justificativa expressa no registro depositado no TSE.

Votos inflados por exclusão mecânica

A exclusão cruzada produz efeito direto nos números. O eleitor que não se alinha à base do governo, impossibilitado de concentrar seus dois votos na oposição, é forçado a distribuir ao menos um deles entre os nomes que estão presentes em todas as cartelas: Mauro Mendes, Janaína Riva, Carlos Fávaro e Wellington Fagundes. Na tabulação final, esse voto compulsório engorda a pontuação dos quatro pré-candidatos governistas.

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Mesmo com o enquadramento favorável, Janaína Riva exibe força própria. Na composição do segundo voto — referente à segunda vaga no Senado —, ela lidera com mais de 25% das intenções e se distancia do empate técnico entre os demais concorrentes pelo segundo lugar. Os dados indicam que a deputada absorve com solidez a dobradinha com o governador, consolidando-se como a principal nome para a segunda cadeira.

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Quem pagou a pesquisa

O levantamento foi integralmente custeado pela própria Real Time Midia Ltda, ao custo declarado de R$ 64 mil. A ficha registrada no TSE identifica a empresa ao mesmo tempo como executora e contratante. Todos os anexos exigidos pela legislação — relatório de resultados, plano amostral, ficha de registro e questionário bruto — foram disponibilizados na íntegra.

Próximos desdobramentos

Mauro Mendes formalizou a saída do cargo para disputar uma das vagas no Legislativo federal. As próximas sondagens vão mostrar se outros institutos reproduzirão o mesmo desenho de cartelas ou se permitirão ao eleitor combinar livremente seus dois votos para o Senado. A confirmação — ou não — da exclusão cruzada por parte de outros levantamentos será um termômetro da independência metodológica do setor no estado.

 

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