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Assistência social

Aplicativo do Bolsa Família ganha funções a partir de hoje (18)

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Ferramenta desenvolvida pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Caixa Econômica Federal recebe suporte para leitores de tela e detalhamento de bloqueios

O aplicativo do Bolsa Família recebe atualização nesta segunda-feira (18) para os dispositivos com sistema Android. A ferramenta passa a oferecer detalhamento sobre pagamentos e motivos de bloqueio aos usuários.

A reformulação afeta mais de 19 milhões de famílias beneficiárias cadastradas no país. O objetivo da mudança é garantir autonomia aos usuários, promover a inclusão digital e agilizar o atendimento presencial nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e em demais serviços públicos de assistência.

O projeto de modernização da plataforma foi desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) em parceria com a Caixa Econômica Federal. O foco do desenho operacional é a experiência do usuário, buscando tornar a navegação mais simples e intuitiva na obtenção de informações atualizadas.

“As novas funções do aplicativo do Bolsa Família vão na linha do que faz o governo, ao facilitar o serviço para o usuário. No dia a dia, as famílias poderão acessar informações importantes e saber, por exemplo, o motivo do bloqueio do benefício. Elas também poderão identificar medidas que precisam ser adotadas para regularizar a situação”, afirma o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias.

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Autonomia e detalhamento de pendências

A nova versão do aplicativo permite que o responsável familiar consulte informações detalhadas sobre a situação do seu benefício de transferência de renda. A interface apresenta a composição dos pagamentos mensais e eventuais ocorrências atreladas ao cadastro oficial.

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O sistema possibilita a verificação de situações e pendências que possam interromper os repasses financeiros. Ao identificar exigências que precisam ser regularizadas para garantir a continuidade do recebimento, o titular ganha capacidade de resolução prévia. Esse detalhamento atua diretamente na redução de filas e na agilidade da prestação de serviços nos CRAS.

As otimizações da plataforma incluem melhorias no extrato de pagamento e no acompanhamento das parcelas mensais do benefício. A consulta de datas de repasse e a leitura das mensagens oficiais do programa também integram o pacote de atualizações fornecido pela Caixa Econômica Federal, que mantém um canal direto com os beneficiários por meio do aplicativo.

Acessibilidade digital para 19 milhões de famílias

A atualização da ferramenta incorpora adaptações para pessoas com deficiência visual. O aplicativo passa a oferecer compatibilidade técnica com leitores de tela nativos do sistema operacional, como o TalkBack, garantindo o acesso às funcionalidades para toda a base de beneficiários.

O cidadão ganha acesso direcionado às páginas de cada iniciativa ministerial por meio do aplicativo. A plataforma atua como um hub para o responsável familiar conhecer outros programas do governo federal, além de manter o foco exclusivo na consulta dos tipos de benefício do Bolsa Família.

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O download da versão atualizada ocorre exclusivamente pela loja virtual Google Play, restrito aos aparelhos que operam com o sistema Android. O MDS e a Caixa Econômica Federal estruturaram a ferramenta para suportar o tráfego gerado pelos 19 milhões de núcleos familiares atendidos.

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Apresentação oficial e novos canais em 27 de maio

A apresentação formal das atualizações e do funcionamento das ferramentas disponíveis no aplicativo ocorre no dia 27 de maio, em Brasília. A data marca a exposição técnica das melhorias estruturadas pelo MDS para a plataforma digital.

No mesmo dia 27, o governo lança um site exclusivo do programa Bolsa Família. O portal complementa o ecossistema digital de assistência social e unifica o acesso à informação para os cadastrados.

O conteúdo do novo portal abrange o calendário oficial de pagamentos e as vias de acesso ao benefício. O site fornece as regras completas do programa, a relação de canais de atendimento, uma seção de perguntas frequentes e diretrizes de orientações às famílias atendidas, integrando a rede de comunicação da política pública.

 

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Zambelli barra primeira extradição na Itália, mas enfrenta novo caso

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extradição carla zambelli itália

Corte Suprema de Cassação aponta falta de imparcialidade de Alexandre de Moraes no primeiro processo, enquanto a condenação por perseguição armada retorna à estaca zero.

A Justiça da Itália bloqueou em definitivo o pedido de extradição de Carla Zambelli referente à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas manteve aberta a via extradicional para a condenação por porte ilegal de arma. A decisão cindiu o destino jurídico da brasileira em dois processos distintos, gerando dois procedimentos autônomos na Europa.

A resolução do caso estabelece um precedente sobre como tribunais europeus avaliam o modelo decisório do Supremo Tribunal Federal (STF). O bloqueio da primeira extradição ocorreu por uma violação percebida do direito de defesa, enquanto o segundo pedido, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, testa a capacidade diplomática do Brasil de garantir o cumprimento da pena de cinco anos e três meses de prisão.

O revés no caso do CNJ

A primeira trilha extradicional tem origem na Ação Penal 2428/DF, que condenou Zambelli a 10 anos de reclusão e 200 dias-multa pela inserção de documentos falsos no CNJ, incluindo um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes. A Corte d’Appello di Roma havia autorizado a extradição em 26 de março de 2026.

A defesa recorreu à Corte Suprema di Cassazione. Na sentença n. 21634/2026, depositada em 11 de junho de 2026, o tribunal italiano cassou a decisão favorável sem reenvio. A Cassação declarou inexistentes as condições para o acolhimento da demanda e ordenou a libertação da brasileira, que havia sido presa em Roma em 29 de julho de 2025.

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O fundamento jurídico repousa no artigo 5 do Tratado de Extradição Brasil-Itália, promulgado pelo Decreto 863/1993, que proíbe a entrega caso o procedimento não assegure os direitos mínimos de defesa. A Corte concluiu que o tribunal brasileiro apresentou falta de imparcialidade sob o perfil objetivo.

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Acúmulo de funções e imparcialidade

A decisão italiana listou o acúmulo de funções exercidas por Moraes. O documento registra que ele atuou como relator, participou da decisão sobre a própria incompatibilidade, votou pela condenação e perda de mandato, emitiu o mandado de prisão, redigiu o pedido de extradição e prestou informações prisionais. A Corte considerou que o ministro podia ser tratado como pessoa danificada pelo crime, classificando o cenário como uma “macroscopica violazione del diritto di difesa”.

O STF reagiu institucionalmente. Em nota oficial, o presidente da Corte, Edson Fachin, declarou acompanhar a decisão com preocupação. “O Supremo Tribunal Federal reafirma sua independência e imparcialidade no julgamento da Ação Penal nº. 2.428/DF”, afirmou o tribunal, destacando que a suspeição arguida foi afastada de forma colegiada e a condenação ocorreu por unanimidade.

A segunda trilha extradicional

A situação é diferente na Ação Penal 2415, que trata da perseguição armada ao jornalista Luan Araújo, na véspera do segundo turno de 2022. O STF declarou o trânsito em julgado desta condenação em 30 de outubro de 2025, com decisão por maioria de nove a dois.

A Corte de Apelação de Roma autorizou essa segunda extradição em 16 de abril de 2026. O caso subiu à Cassação, que, em 1º de julho de 2026, anulou a autorização. Diferentemente do caso do CNJ, a anulação ocorreu com reenvio, determinando que um novo julgamento seja realizado por outra composição em Roma, previsto para ocorrer entre setembro e outubro de 2026. Os fundamentos escritos desta decisão não foram publicados até 2 de julho.

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Cenário processual e próximos passos

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o procedimento da segunda extradição tramita sob confidencialidade. Em 25 de junho de 2026, o órgão protocolou uma manifestação na Cassação italiana acompanhada de documento enviado por Gilmar Mendes. O representante brasileiro, Enrico Giarda, sustentou na audiência que Moraes não teve papel relevante na segunda ação e que a relatoria coube a Gilmar Mendes.

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A Procuradoria-Geral italiana, contudo, pediu a rejeição do pedido, sob o argumento de que a presença de Moraes no colegiado que condenou Zambelli na AP 2415 comprometeria a neutralidade do segundo julgamento.

A Itália não exige um novo pedido formal de extradição por parte do Brasil para o caso da arma, pois o procedimento foi reaberto no tribunal inferior. O Brasil precisará suplementar as informações e garantias de execução da pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal para sustentar a validade do título condenatório perante a nova turma da Corte d’Appello.

 

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