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ECONOMIA

Brasil conclui etapa final para entrada em vigor do acordo Mercosul-UE

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (28/4), o decreto presidencial que permite a aplicação imediata do Acordo de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia no Brasil, viabilizando sua entrada em vigor na sexta-feira (1º de maio).

A cerimônia contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, do secretário-executivo do MDIC, Rodrigo Zerbone, da secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, da secretária de Economia Verde, Julia Cruz, e da secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior, Juliana Volpi, e marca o avanço da agenda de comércio exterior como instrumento de crescimento econômico, geração de empregos e aumento da competitividade da indústria nacional.

A partir do dia 1° de maio, a União Europeia elimina tarifas de importação para mais de 5 mil produtos, o que representa cerca de metade do universo tarifário. Ao longo da implementação, o acordo pode alcançar a liberalização de mais de 90% do comércio bilateral, ampliando o acesso das exportações brasileiras a um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores e inserindo o país em uma das maiores áreas econômicas do mundo, com aproximadamente 718 milhões de pessoas e US$ 22 trilhões de PIB combinado.

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O ministro Márcio Elias Rosa lembrou que o acordo foi renegociado a partir de 2023, por determinação do presidente Lula. “O acordo que tinha sido anunciado em 2018 foi radicalmente alterado em alguns capítulos essenciais, como nas compras governamentais, por exemplo. Era preciso preservar o interesse da indústria local e, negociamos salvaguardas. O que nós conseguimos fazer e a União Europeia aceitou é que caso exista, em algum momento, um grande desequilíbrio, um surto de importações capaz de tomar conta do mercado nacional, a gente pode suspender a redução dos impostos, postergar a redução dos imposto, como forma de proteger o setor industrial nacional”, explicou o ministro.

A abertura favorece setores estratégicos e reduz custos para a importação de tecnologias e maquinários. Ao mesmo tempo, fortalece a competitividade da indústria brasileira e impulsiona sua modernização ao ampliar a concorrência, atrair investimentos e elevar a produtividade.

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Acordos comerciais

Na mesma solenidade, o governo federal encaminha ao Congresso Nacional os acordos comerciais do Mercosul com Singapura e com os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), como parte da estratégia de diversificação de mercados e ampliação da inserção internacional do Brasil.

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O acordo com Singapura, primeiro firmado pelo Mercosul com um país asiático, garante acesso imediato sem tarifas para 100% das exportações do bloco naquele mercado. Pelo lado do Mercosul, cerca de 95,8% do universo tarifário é liberalizado, com cronogramas de redução. O tratado inclui regras modernas em áreas como comércio digital, serviços, investimentos, compras públicas e pequenas e médias empresas, além de posicionar o Brasil em uma das regiões mais dinâmicas do comércio global.

Já o acordo com a EFTA, bloco formado por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein, amplia o acesso a economias de alto poder aquisitivo e elevado nível tecnológico. O tratado abrange temas como serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual e inovação, fortalecendo a inserção do Brasil em cadeias globais de valor e ampliando oportunidades para exportações industriais e agropecuárias.

Acesse o factsheet sobre o Acordo.

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Foto: Júlio César Silva/MDIC

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

‘Crescimento econômico não cai do céu’ diz secretário do MDIC, citando políticas industrial e de inclusão

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Em sessão solene pelos 50 anos da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), realizada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (28/4), o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, relacionou os bons resultados do setor, nos últimos anos, à Nova Indústria Brasil (NIB) e aos programas de inclusão econômica do governo federal.

“O setor de duas rodas vem batendo recorde de vendas nos últimos tempos, assim como também o setor de linha branca. E não é casual, esse recorde. Ele é resultado da política econômica e das políticas públicas criadas no governo do presidente Lula”, afirmo Uallace, na tribuna do Plenário.

O secretário lembrou em, em governos anteriores, entre 2015 e 2022, a taxa média de crescimento do país foi de apenas 0,5%, com o desemprego ultrapassando 10% e o Brasil voltando ao mapa da fome.

Uallace pontou que 65% do PIB brasileiro depende do mercado interno, daí a importância de políticas que fortaleçam o poder de compra da população. “Se eu não promovo crescimento, esses setores que estão aqui, de bens de consumo duráveis, não vendem”, disse. “E é graças à política industrial, graças à política de valorização do salário mínimo, graças à retomada do crescimento econômico do país, que cresce em média 3% ao ano, que esses setores de bens de consumo duráveis estão batendo recorde de vendas.

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Segundo o secretário, o compromisso do governo com a transição energética e a inovação tecnológica fizeram com que o setor industrial tivesse o maior crescimento dos últimos 14 anos de 2024: 3,8%, com alguns setores chegando a 20%, 30% e 40% de crescimento.

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“Isso não cai do céu. Crescimento econômico, distribuição de renda, inclusão social não acontecem pela mão invisível do mercado”, afirmou.

Ele destacou ainda o alto grau de adensamento tecnológico da indústria de duas rodas. “Não existe no Brasil, talvez, setores com cadeia produtiva tão verticalizada como o setor de duas rodas, com ecossistema formado. A Abraciclo é a síntese daquilo que o Brasil precisa para se desenvolver”.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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