Pesquisar
Close this search box.

SAÚDE

Curso fortalece o cuidado da Doença Renal Crônica no SUS

Publicado em

O Projeto NEFRO+ oferece cursos de aperfeiçoamento e especialização em nefrologia a profissionais que atuam na Atenção Primária e na Atenção Especializada à Saúde, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, e entre outros integrantes de equipes multiprofissionais.

O Curso de Aperfeiçoamento em Nefrologia Interdisciplinar para Profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) possui carga horária de 195 horas, é autoinstrucional e utiliza metodologias ativas. As inscrições seguem abertas desde 29 de outubro de 2025 e vão até o final deste ano, permitindo que os profissionais realizem a capacitação de forma flexível por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), que conta com biblioteca virtual e acompanhamento contínuo.

Já o Curso de Especialização em Nefrologia possui carga horária de 435 horas, com duração de 18 meses e é estruturado em 14 módulos, combinando atividades síncronas e assíncronas, além da elaboração e defesa de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A primeira turma contempla 500 profissionais da área da saúde, que foram selecionados entre os inscritos até 9 de junho, e anunciados em 25 de junho, com prioridade para os que atuam no SUS, especialmente na Atenção Primária à Saúde e na Atenção Especializada. O início das aulas está previsto para 10 de agosto, e uma segunda turma deverá ser aberta no início de outubro de 2026.

Leia Também:  Governo do Brasil entrega novos hospitais com investimentos de R$ 131 milhões para fortalecer o SUS

Serviço

Projeto NEFRO+

Advertisement
  • Curso de Especialização em Nefrologia
  • Carga horária: 435 horas
  • Duração: 18 meses
  • Período de realização: primeira turma da especialização em 10 de agosto de 2026. 

Curso de Aperfeiçoamento em Nefrologia Interdisciplinar

  • Carga horária: 195 horas
  • Período de realização da segunda turma: previsão para outubro de 2026
  • Modalidade: Educação a Distância, por meio de Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).
  • Público-alvo: profissionais da área da saúde, com prioridade para aqueles que atuam no SUS, especialmente na Atenção Primária e na Atenção Especializada.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

DESTAQUE

Menina morre no DF e evidencia risco do escorpião para crianças;saiba o que fazer

Published

on

picada de escorpião

Valentina Nobre Lima, de 11 anos, faleceu após 24 dias em coma induzido. Pediatra explica que menor massa corporal agrava efeito das toxinas no sistema nervoso infantil

A morte da estudante Valentina Nobre Lima, de 11 anos, no último domingo (5), no Distrito Federal, evidencia a vulnerabilidade infantil ao envenenamento sistêmico grave provocado por escorpiões no Brasil. A vítima foi picada ao calçar o sapato.

O caso expõe a necessidade de atendimento célere e acesso ao soro antiescorpiônico, tratamento indicado para combater as toxinas. O país registra a presença de mais de 170 espécies do aracnídeo, com destaque para o escorpião-amarelo, principal responsável por acidentes graves e com ampla distribuição em todas as macrorregiões brasileiras.

Falta de soro e vulnerabilidade física

Após a picada, a família de Valentina procurou o Corpo de Bombeiros, mas só conseguiu acesso ao antídoto em um hospital regional. A paciente precisou ser encaminhada a uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde foi intubada e mantida em coma induzido por 24 dias antes do óbito.

A especialista da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Joelma Gonçalves Martin, explica que a gravidade clínica em pacientes pediátricos decorre da proporção desfavorável entre a toxina injetada e o peso da vítima.

Advertisement

“É um veneno extremamente agressivo. A criança é picada, recebe a mesma quantidade de veneno que um adulto receberia, mas nela o veneno se distribui por um organismo que tem um peso corporal menor. Então isso vai resultar numa dose de toxina por quilo de peso maior nas crianças, do que no adulto”, afirma a médica.

Ação das toxinas no organismo

O veneno do escorpião atua diretamente no sistema nervoso e compromete órgãos vitais. De acordo com Martin, as complicações afetam prioritariamente o coração e a rede neurológica das crianças, que possuem capacidade reduzida para absorver o impacto fisiológico.

“Essas substâncias podem causar ataque cardíaco importante, podem levar à hipertensão, levar à edema agudo de pulmão. E, no caso do coraçãozinho da criança e do sistema nervoso isso é mais intenso, já que as crianças têm menor reserva fisiológica para suportar essas alterações”, diz a pediatra.

O agravamento do quadro se manifesta por meio de sintomas múltiplos. A vítima apresenta sudorese, agitação psicomotora, sonolência, falta de ar e dor abdominal. O sistema cardiovascular reage com oscilações de pressão e alterações nos batimentos, manifestando taquicardia ou bradicardia (ritmo lento). O comprometimento neurológico pode evoluir para convulsões e falta de resposta clínica.

Leia Também:  Governo do Brasil anuncia R$ 464,8 milhões para ampliar o SUS com novos hospitais, inovação e atendimento especializado

“A intensidade dos sintomas da picada do escorpião vai depender, claro, da quantidade de veneno que foi inoculada e da idade do paciente, sendo que as crianças têm sintomatologia mais grave”, ressalta.

Advertisement

Protocolo de atendimento e socorro

Os sinais visíveis do ataque na pele são sutis, de modo que a dor intensa se consolida como o principal indicativo da picada. O Centro de Informação e Assistência Toxicológica orienta o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, ou do Corpo de Bombeiros (193), para garantir o transporte aos hospitais de referência para animais peçonhentos.

As secretarias estaduais de Saúde são responsáveis por atualizar a lista das unidades aptas a realizar a soroterapia. A pediatra da SBP defende que a população verifique antecipadamente o mapeamento das unidades de saúde abastecidas com o soro.

“É muito importante que nós tenhamos nos municípios um mapeamento de onde é o serviço mais próximo que tenha o soro antiescorpiônico, para que os pacientes possam ser imediatamente encaminhados para lá, porque efetivamente o tempo de recebimento deste soro é responsável pela melhor resposta”, orienta Martin.

Como medida de primeiros socorros, a indicação se restringe à higienização e elevação da área atingida, sem que isso interfira no tempo de deslocamento.

“Higienizar o local [da picada]. Eventualmente, pode dar um remédio com analgésico via oral, que costuma ser pouco eficaz, mas é para minimizar um pouquinho a dor. Levantar o membro [que recebeu a picada], também pode ser complementos do tratamento importantes, mas que não devem atrasar o encaminhamento ao hospital”, acrescenta a médica.

Advertisement

Medidas de prevenção e controle

A prevenção aos acidentes demanda barreiras físicas e limpeza do ambiente. O manual de acidentes do Ministério da Saúde orienta o uso de soleiras nas portas, telas de proteção em janelas e vedação de ralos e pias de tanques fora de uso para evitar insetos que sirvam de alimento ao aracnídeo. A pasta recomenda manter camas e berços afastados das paredes, além de evitar que mosquiteiros e lençóis toquem o chão.

Leia Também:  Menina morre no DF e evidencia risco do escorpião para crianças;saiba o que fazer

Roupas de cama e calçados devem ser inspecionados antes do uso, pois servem de esconderijo natural.

“Orientar as crianças a chacoalhar os sapatinhos que estão ali debaixo da cama, as roupas que estão paradas há muito tempo, não irem brincar em lugares com muitos buracos na parede, com muitos resíduos, acúmulos de material de construção, trilhos de trem. Essas coisas todas retém ou escondem o escorpião”, alerta a especialista da SBP.

A proliferação do aracnídeo é um fator agravante no controle, o que exige a notificação à vigilância ambiental local.

“Gostaria de enfatizar que os escorpiões se multiplicam por partenogênese, portanto eles têm os filhotinhos sozinhos mesmo. Quando uma pessoa encontra um escorpião, em geral, existe uma família deles por perto”, conclui a pediatra.

Advertisement

Entenda os termos

  • Soroterapia: Tratamento médico que consiste na aplicação de soro contendo anticorpos prontos, como o soro antiescorpiônico, para neutralizar toxinas.
  • Edema agudo de pulmão: Acúmulo rápido e anormal de líquido nos pulmões, provocando severa dificuldade respiratória.
  • Taquicardia: Aumento considerável na frequência dos batimentos cardíacos.
  • Bradicardia: Redução da frequência dos batimentos cardíacos, tornando o ritmo do coração mais lento que o normal.
  • Imunodeprimidas: Condição de pessoas que apresentam o sistema de defesa do organismo enfraquecido, tornando-as mais expostas a complicações graves.
  • Partenogênese: Tipo de reprodução em que o filhote se desenvolve a partir de um óvulo não fecundado (sem acasalamento), permitindo que a fêmea gere descendentes sozinha.

 

Leia também:

Exclusivo:Campinápolis contrata, sem licitação, biometria de crianças sem as salvaguardas da LGPD

Nova ‘Lei Felca’ entra em vigor e obriga redes a verificar idade de menores

Dino extingue aposentadoria compulsória como pena para juízes

Advertisement

Em MT uma mulher é assassinada a cada 7 dias: feminicídios disparam 11% e deserto de proteção mantém MT no topo letal pelo 5º ano

EXCLUSIVO: ex-assessor acusa deputado Dr. João de confiscar salários e manter funcionários fantasmas;VÍDEO

Glifosato aparece em 31 de 75 ultraprocessados testados pelo Idec, saiba quais

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA