Pesquisar
Close this search box.

TECNOLOGIA

Brasil e Suriname defendem Amazônia e ampliam cooperação em ciência, tecnologia e inovação

Publicado em

Biodiversidade amazônica, bioeconomia, segurança alimentar, tecnologias espaciais e transformação digital estão entre os temas centrais do memorando de entendimento assinado nesta quarta-feira (28) entre o Brasil e o Suriname para ampliar a cooperação bilateral em ciência, tecnologia e inovação. O acordo foi firmado durante a visita oficial da presidente da República do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, ao Brasil, em cerimônia no Palácio do Planalto com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

A assinatura do documento estabelece uma base institucional para ações conjuntas entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério de Assuntos Econômicos, Empreendedorismo e Inovação Tecnológica do Suriname em áreas estratégicas para os dois países, especialmente no contexto da integração amazônica e do desenvolvimento sustentável.

A ministra Luciana Santos destacou o papel da cooperação científica e tecnológica para o fortalecimento das relações bilaterais e para o desenvolvimento sustentável da região amazônica. “Nosso memorando dará institucionalidade à colaboração em pesquisa e inovação em setores prioritários para os dois países, por meio de projetos conjuntos, mobilidade de pesquisadores, missões científicas e participação em redes de pesquisa”, afirmou a ministra.

A titular da pasta também ressaltou o potencial de cooperação em monitoramento ambiental e tecnologias espaciais, com o compartilhamento de dados gerados pelos satélites brasileiros CBERS-4, CBERS-4A e Amazonia-1, que já cobrem o território surinamês. “O bioma amazônico é de grande relevância para nossos países. Vamos aliar ciência, tecnologia e inovação aos conhecimentos tradicionais para desenvolver soluções que impactem positivamente comunidades locais, indígenas, quilombolas e ribeirinhas”, acrescentou.

Para o presidente Lula, Brasil e Suriname são parceiros diplomáticos naturais. “Os dois são países amazônicos, democracias que acreditam na cooperação, no multilateralismo. Nesta visita, assinamos 13 acordos em temas como infraestrutura, defesa, segurança, ciência e tecnologia, políticas sociais e desenvolvimento sustentável”, comemorou.

Advertisement

Segundo a presidente surinamesa, a parceria entre os países representa oportunidades de crescimento e avanço tecnológico para ambos os países. “Buscamos, em conjunto com o Brasil, soluções e cooperações que transformem nossas sociedades, que aumentem a nossa efetividade e que garantam um futuro melhor”, afirmou Jennifer Geerlings-Simons.

A assinatura do acordo reforça o compromisso brasileiro com a integração regional e com o fortalecimento da cooperação científica na Amazônia, incluindo iniciativas multilaterais desenvolvidas no âmbito da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e da Rede Bioamazônia.

O memorando tem caráter não vinculante e prevê que cada país seja responsável pelo custeio de suas próprias atividades e grupos de pesquisa. O documento terá vigência inicial de 5 anos, com renovação automática.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Advertisement

DESTAQUE

WhatsApp para de funcionar em alguns celulares a partir de 8 de setembro;veja se o seu esta na lista

Published

on

whatsapp para de funcionar

Requisito mínimo sobe para o Android 6.0, e iPhones têm prazo próprio, em 30 de novembro

O WhatsApp deixa de funcionar em celulares com Android 5.0 e 5.1 a partir de 8 de setembro de 2026, quando o requisito mínimo do aplicativo passa a ser o Android 6.0. A regra vale igualmente para o WhatsApp Business, que divide a mesma base de código com o aplicativo comum. Quem usa iPhone tem outro prazo: 30 de novembro, data em que o piso sobe para o iOS 15.5.

A Meta registrou o novo requisito na Central de Ajuda do aplicativo e começou a exibir aviso dentro do próprio WhatsApp para donos de aparelhos fora da regra. O Android 5.0, batizado de Lollipop, chegou ao mercado em 2014 e não recebe correção de segurança do Google há anos. A versão 6.0, que passa a ser o piso, é de 2015.

O corte não olha para o modelo do celular. Olha para a versão do sistema instalada nele. Um aparelho comprado em 2014 que recebeu atualização oficial até o Android 6 continua funcionando depois de setembro. Outro, mais recente, que travou no 5.1 porque o fabricante encerrou o suporte, para de vez.

Isso enfraquece boa parte das listas de modelos condenados que circulam em grupos e sites desde abril. A empresa informa a versão mínima do sistema, não uma relação de aparelhos, e as listas nascem de cruzamentos feitos por terceiros. O Galaxy S5 e o Moto G de segunda geração aparecem em várias delas, apesar de terem recebido atualização oficial para o Android 6 em variantes vendidas no Brasil, entre 2016 e 2017.

Advertisement

Como checar

No Android, o caminho é Configurações, depois Sobre o telefone e Informações do software. No iPhone, Ajustes, Geral e Sobre. Quem encontrar 5.0 ou 5.1 tem até 8 de setembro para procurar atualização de sistema em Configurações, Atualização de software. Não havendo versão nova disponível, a troca de aparelho é o único caminho.

Antes de trocar, vale salvar o histórico. O backup fica em Configurações, Conversas, Backup de conversas, com destino no Google Drive nos aparelhos Android e no iCloud nos iPhones. Sem isso, mensagens, fotos e áudios ficam presos no aparelho antigo.

iPhone tem prazo próprio, em novembro, e por outro motivo

O prazo do lado da Apple é outro, e o efeito é bem menor. A partir de 30 de novembro, o mensageiro exige iOS 15.5 ou iPadOS 15.5, acima do piso atual de 15.1. Estão na faixa de risco o iPhone 6s, o 6s Plus, o SE de primeira geração, o 7 e o 7 Plus, além do iPad Air 2 e do iPad mini 4.

Nenhum deles perde o aplicativo. Todos alcançam o iOS 15.8.8, bem acima do exigido, e o problema se resolve em Ajustes, Geral, Atualização de Software. A diferença entre as duas datas está no tipo de corte. No Android, uma geração inteira de celulares sem caminho de atualização perde o aplicativo. No iOS, quem atualiza continua.

Quantos aparelhos isso alcança no Brasil

Os dados de uso ajudam a dimensionar o alcance da mudança. Medição do StatCounter Global Stats para julho de 2026 lista as seis versões de Android mais usadas em celulares no país. Aparecem a 16.0, com 24,9% de participação, a 15.0, com 21,99%, e a 13.0, com 15,16%. Vêm depois a 14.0, com 14,02%, a 12.0, com 7,53%, e a 11.0, com 6,07%. Nenhuma versão do Lollipop entra na lista. Todo o resto, do Android 5 ao 10, divide os 10,33% que sobram.

Advertisement

Mesmo uma fatia pequena, porém, representa muita gente num país onde o aplicativo virou infraestrutura de comunicação. Pesquisa da Opinion Box de 2025, feita com 1.126 usuários adultos, mostrou que 97% acessam o WhatsApp pelo menos uma vez por dia e 61% abrem o aplicativo várias vezes ao longo do dia.

A concentração maior está em quem tem menos condição de trocar de aparelho. Celular parado no Android 5 costuma ser o de entrada, comprado por volta de 2015, mantido em uso por falta de dinheiro para substituir. Aparelhos dessa geração seguem comuns na Índia, no Brasil, no Paquistão e em partes do Sudeste Asiático e da África.

O golpe que vem junto

O golpe da falsa atualização já circula no país, e o prazo anunciado dá a ele um gancho novo. O modelo já em circulação é a mensagem que avisa sobre bloqueio iminente da conta e oferece link para uma atualização de emergência. O link leva a páginas que imitam a Google Play ou a App Store e instalam arquivo APK fora da loja oficial.

A regra de segurança é simples. O WhatsApp não manda mensagem privada pedindo atualização, e atualização legítima só sai da Google Play e da App Store. Quem instala APK de terceiro para tentar burlar o requisito mínimo entrega o aparelho, e junto com ele o acesso ao aplicativo bancário e à lista de contatos.

Pequeno negócio corre risco de perder canal de venda no fim do ano

O corte pesa também sobre o comércio. Entra na conta o aparelho antigo que muita loja pequena mantém dedicado só ao atendimento, com o número divulgado na fachada e no perfil da rede social. Esse celular de balcão, que ninguém troca porque cumpre uma única função, é justamente o candidato a ter ficado no Android 5.

Advertisement

Perder o número de atendimento às vésperas do Natal é prejuízo comercial antes de ser problema técnico. A migração exige backup, aparelho compatível e restauração da conta, procedimento que leva tempo e costuma ser adiado até o dia em que o aplicativo não abre mais.

As duas datas anunciadas até o fechamento da matéria são 8 de setembro, para o Android, e 30 de novembro, para iPhone e iPad. A revisão dos sistemas compatíveis é feita uma vez por ano pela empresa, o que coloca o próximo corte na agenda de 2027.

 

Leia também:

“Isso aqui é o matadouro”: vídeo mostra cães mortos e vivos em barracão sem luz do Zoonoses de Cuiabá

Advertisement

EXCLUSIVO:compras pela internet: o guia completo dos direitos do consumidor

EXCLUSIVO:Mato Grosso mata mais mulheres por serem mulheres;revela anunário

EXCLUSIVO: ex-assessor acusa deputado Dr. João de confiscar salários e manter funcionários fantasmas;VÍDEO

Glifosato aparece em 31 de 75 ultraprocessados testados pelo Idec, saiba quais

Advertisement
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA