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TECNOLOGIA

Pesquisadores do Impa desenvolvem modelo de IA que prevê chuvas com 3 horas de antecedência

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Pesquisadores do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) desenvolveram um modelo de inteligência artificial capaz de prever chuvas com três horas de antecedência. O Tupann utiliza imagens de satélite e cálculos matemáticos para antecipar precipitações extremas e tem potencial de ajudar cidades na gestão de eventos climáticos. 

A iniciativa nasceu em 2023 com apoio do Google Brasil e da Prefeitura do Rio de Janeiro, que cedeu os dados meteorológicos e utiliza o modelo. O doutorando do Impa Leonardo Voltarelli explica que a tecnologia foi treinada com imagens de satélites e modelos de fluxo óptico, que indicam fisicamente como as chuvas se comportam. O Impa é uma organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

“É como se o modelo observasse o começo de um vídeo e depois nos dissesse o que vai acontecer nos próximos frames. O jeito que ele faz isso é passando primeiro por uma fase de treinamento em que mostramos vídeos completos e deixamos ele extrair informações a partir disso”, explica. 

Além de Voltarelli, fazem parte do projeto os doutorandos Antônio Catão e Melvin Poveda, com orientação do pesquisador Paulo Orenstein, todos do Impa. Os resultados do Tupann estão descritos no artigo Precipitation nowcasting of satellite data using physically-aligned neural networks. O modelo foi testado com imagens de satélites no Rio de Janeiro, Manaus, La Paz, Toronto e Miami. 

O trabalho demonstra que o projeto tem resultados melhores ou comparáveis a outras ferramentas internacionais de previsão de curto prazo.  Os pesquisadores do Impa apontam outro diferencial do Tupann: o uso de dados de satélites em relação aos radares meteorológicos terrestres, que demandam mais custos de manutenção e têm menor cobertura.

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“Os dados de satélite oferecem a possibilidade de fazer previsões em lugares desprovidos de radares terrestres, que são muitos, inclusive em regiões afetadas por chuva extrema no Brasil. Dessa forma, o Tupann surgiu naturalmente como uma maneira de utilizar os dados para ajudar a Prefeitura do Rio de Janeiro, mas que também fosse aplicável em outras regiões do globo”, afirma Orenstein.

Futuro

Os próximos passos da pesquisa serão testes do modelo em outros continentes e a ampliação do tempo de previsão. “Ainda queremos ter resultados para dados de satélite em outros continentes, principalmente na África e Ásia. Outra direção que queremos explorar é o aumento do horizonte de tempo das previsões. O Tupann combina ideias de inteligência artificial com conhecimento físico que acreditamos que podem ser úteis em previsões a partir de algumas semanas no futuro”, aponta Voltarelli.

O projeto também foi premiado como Best Student Paper no workshop de aprendizado de máquina para sensoriamento remoto concedido durante a International Conference on Learning Representations (ICLR) 2026, um dos principais encontros de IA do mundo.  

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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DESTAQUE

WhatsApp para de funcionar em alguns celulares a partir de 8 de setembro;veja se o seu esta na lista

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whatsapp para de funcionar

Requisito mínimo sobe para o Android 6.0, e iPhones têm prazo próprio, em 30 de novembro

O WhatsApp deixa de funcionar em celulares com Android 5.0 e 5.1 a partir de 8 de setembro de 2026, quando o requisito mínimo do aplicativo passa a ser o Android 6.0. A regra vale igualmente para o WhatsApp Business, que divide a mesma base de código com o aplicativo comum. Quem usa iPhone tem outro prazo: 30 de novembro, data em que o piso sobe para o iOS 15.5.

A Meta registrou o novo requisito na Central de Ajuda do aplicativo e começou a exibir aviso dentro do próprio WhatsApp para donos de aparelhos fora da regra. O Android 5.0, batizado de Lollipop, chegou ao mercado em 2014 e não recebe correção de segurança do Google há anos. A versão 6.0, que passa a ser o piso, é de 2015.

O corte não olha para o modelo do celular. Olha para a versão do sistema instalada nele. Um aparelho comprado em 2014 que recebeu atualização oficial até o Android 6 continua funcionando depois de setembro. Outro, mais recente, que travou no 5.1 porque o fabricante encerrou o suporte, para de vez.

Isso enfraquece boa parte das listas de modelos condenados que circulam em grupos e sites desde abril. A empresa informa a versão mínima do sistema, não uma relação de aparelhos, e as listas nascem de cruzamentos feitos por terceiros. O Galaxy S5 e o Moto G de segunda geração aparecem em várias delas, apesar de terem recebido atualização oficial para o Android 6 em variantes vendidas no Brasil, entre 2016 e 2017.

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Como checar

No Android, o caminho é Configurações, depois Sobre o telefone e Informações do software. No iPhone, Ajustes, Geral e Sobre. Quem encontrar 5.0 ou 5.1 tem até 8 de setembro para procurar atualização de sistema em Configurações, Atualização de software. Não havendo versão nova disponível, a troca de aparelho é o único caminho.

Antes de trocar, vale salvar o histórico. O backup fica em Configurações, Conversas, Backup de conversas, com destino no Google Drive nos aparelhos Android e no iCloud nos iPhones. Sem isso, mensagens, fotos e áudios ficam presos no aparelho antigo.

iPhone tem prazo próprio, em novembro, e por outro motivo

O prazo do lado da Apple é outro, e o efeito é bem menor. A partir de 30 de novembro, o mensageiro exige iOS 15.5 ou iPadOS 15.5, acima do piso atual de 15.1. Estão na faixa de risco o iPhone 6s, o 6s Plus, o SE de primeira geração, o 7 e o 7 Plus, além do iPad Air 2 e do iPad mini 4.

Nenhum deles perde o aplicativo. Todos alcançam o iOS 15.8.8, bem acima do exigido, e o problema se resolve em Ajustes, Geral, Atualização de Software. A diferença entre as duas datas está no tipo de corte. No Android, uma geração inteira de celulares sem caminho de atualização perde o aplicativo. No iOS, quem atualiza continua.

Quantos aparelhos isso alcança no Brasil

Os dados de uso ajudam a dimensionar o alcance da mudança. Medição do StatCounter Global Stats para julho de 2026 lista as seis versões de Android mais usadas em celulares no país. Aparecem a 16.0, com 24,9% de participação, a 15.0, com 21,99%, e a 13.0, com 15,16%. Vêm depois a 14.0, com 14,02%, a 12.0, com 7,53%, e a 11.0, com 6,07%. Nenhuma versão do Lollipop entra na lista. Todo o resto, do Android 5 ao 10, divide os 10,33% que sobram.

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Mesmo uma fatia pequena, porém, representa muita gente num país onde o aplicativo virou infraestrutura de comunicação. Pesquisa da Opinion Box de 2025, feita com 1.126 usuários adultos, mostrou que 97% acessam o WhatsApp pelo menos uma vez por dia e 61% abrem o aplicativo várias vezes ao longo do dia.

A concentração maior está em quem tem menos condição de trocar de aparelho. Celular parado no Android 5 costuma ser o de entrada, comprado por volta de 2015, mantido em uso por falta de dinheiro para substituir. Aparelhos dessa geração seguem comuns na Índia, no Brasil, no Paquistão e em partes do Sudeste Asiático e da África.

O golpe que vem junto

O golpe da falsa atualização já circula no país, e o prazo anunciado dá a ele um gancho novo. O modelo já em circulação é a mensagem que avisa sobre bloqueio iminente da conta e oferece link para uma atualização de emergência. O link leva a páginas que imitam a Google Play ou a App Store e instalam arquivo APK fora da loja oficial.

A regra de segurança é simples. O WhatsApp não manda mensagem privada pedindo atualização, e atualização legítima só sai da Google Play e da App Store. Quem instala APK de terceiro para tentar burlar o requisito mínimo entrega o aparelho, e junto com ele o acesso ao aplicativo bancário e à lista de contatos.

Pequeno negócio corre risco de perder canal de venda no fim do ano

O corte pesa também sobre o comércio. Entra na conta o aparelho antigo que muita loja pequena mantém dedicado só ao atendimento, com o número divulgado na fachada e no perfil da rede social. Esse celular de balcão, que ninguém troca porque cumpre uma única função, é justamente o candidato a ter ficado no Android 5.

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Perder o número de atendimento às vésperas do Natal é prejuízo comercial antes de ser problema técnico. A migração exige backup, aparelho compatível e restauração da conta, procedimento que leva tempo e costuma ser adiado até o dia em que o aplicativo não abre mais.

As duas datas anunciadas até o fechamento da matéria são 8 de setembro, para o Android, e 30 de novembro, para iPhone e iPad. A revisão dos sistemas compatíveis é feita uma vez por ano pela empresa, o que coloca o próximo corte na agenda de 2027.

 

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