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Hoje é Dia: veja os principais feriados de 2023

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Além de fazer planos para trabalho, estudo e sonhos adiados, uma atenção especial com a chegada do novo ano é se programar para os feriados. Em 2023, três deles (além da Sexta Feira Santa) vão ser colados nos finais de semana.  Outras duas datas caem em quintas-feiras, o que pode gerar potencial para que as folgas sejam emendadas, a depender dos calendários profissionais e estudantis de cada instituição.

Apenas um feriado do ano cai em um domingo. E é justamente o primeiro deles, o 1º de janeiro, Dia da Confraternização Universal, efetivamente de se celebrar o Ano Novo, e quando não se costuma dormir antes de meia-noite. Um bom presságio do calendário. Daí para diante, o feriado e também os pontos facultativos devem representar descanso durante a semana.

No mês de fevereiro, o período carnavalesco não é feriado em todo o país. Na verdade, de segunda-feira (20.2)  à Quarta de Cinzas (22.2), os dias são tidos como pontos facultativos. Uma exceção é no Rio de Janeiro, em que uma lei estadual prevê feriado na terça-feira (21.2).

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Feriados de três dias

Em abril, o feriado da Paixão de Cristo ou Sexta-Feira Santa cai no dia 7 de abril. Ainda no mesmo mês, o dia 21 (dia da morte de Tiradentes e, no Distrito Federal, também da celebração do aniversário de Brasília) será na sexta, o que promete feriadão. Outra data propícia para o possível descanso mais longo é o 1º de maio, Dia do Trabalho.

Quatro dias de folga, quem sabe…

A partir de junho, começam a surgir as datas especiais às quintas-feiras, o que prometem, em alguns contextos, período de descanso mais longo. Quem sabe, emendando quintas e sextas com seus respectivos finais de semana.

É isso o que pode ocorrer, por exemplo, a partir de um ponto facultativo, o de Corpus Christi (8 de junho), em todo o país. O feriado de Dia da Independência (7 de Setembro) também aparece em 2023 numa quinta.

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Se não bastasse, o feriado seguinte, o Dia de Nossa Senhora de Aparecida (12 de outubro), também pode gerar um feriadão. O Dia de Finados (2 de novembro) é outro que cai numa quinta, e que pode encher as estradas e aeroportos com programação para voltar somente no dia 5.

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Pausas chegando ao final de ano

Ainda em novembro, o dia 15, de Proclamação da República, é o único que cai em uma quarta-feira, a pausa de meio de semana.

A lista dos feriados nacionais de 2023 se encerra no dia 25 de dezembro (uma segunda-feira para comemorar o Natal). Em 2024, começa tudo de novo.

Confira a tabela do Hoje é Dia com os principais feriados de 2023

EBC

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82% dos brasileiros veem benefício em religião na escola pública, aponta pesquisa

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religião na escola pública

Levantamento do Datafolha para a UFF ouviu 1.500 pessoas e mostra que o apoio ao Estado laico acompanha o sentido que o entrevistado dá à palavra laicidade.

82% dos brasileiros acham benéfico que as escolas públicas ensinem as crianças a rezar, a orar e a acreditar em Deus. O apoio à religião na escola pública consta do survey nacional da pesquisa “Religião, Política e Valores dos Brasileiros: Entre Extremismos e Mediações”, coordenada por Christina Vital da Cunha, da Universidade Federal Fluminense, e Doriam Borges, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com execução do Instituto Datafolha. Foram 1.500 entrevistas domiciliares em municípios com mais de 20 mil habitantes de todas as regiões do país, realizadas em julho e agosto de 2024, com margem de erro de 3,0 pontos percentuais.

O que a lei permite de religião na escola pública

A Constituição prevê religião na escola pública, em moldura estreita. O artigo 210, parágrafo 1º, estabelece que “o ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”.

Em 27 de setembro de 2017, o Supremo Tribunal Federal julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade 4439 e assentou que esse ensino pode ter conteúdo confessional, desde que preservadas a matrícula facultativa e a igualdade de acesso e tratamento a todas as confissões religiosas. A decisão foi do Tribunal Pleno, e o acórdão saiu em 21 de junho de 2018.

O artigo 19, inciso I, fixa o outro lado da moldura. Ele veda à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”.

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O sumário apresenta o resultado dos 82% como percentual dos que acham benéfico que as escolas públicas ensinem as crianças a rezar, a orar e a acreditar em Deus. Não há, nessa formulação, menção a disciplina, a ensino fundamental ou a matrícula facultativa.

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A fé como critério, e o limite do púlpito

Os 82% não aparecem sozinhos, 74% dos brasileiros acham que acreditar em Deus torna as pessoas melhores, e 81% consideram importante que candidatos a cargos políticos acreditem em Deus.

Os três indicadores saem de um país de maioria religiosa em que, mesmo entre os autodeclarados sem religião, permanecem fortes as referências católicas, evangélicas, afro-religiosas e de tradições espiritualistas orientais ou xamânicas.

No mesmo bloco de perguntas, 83,5% dos brasileiros dizem confiar mais em Deus do que na ciência. E 93% consideram a ciência importante para o desenvolvimento da humanidade.

O questionário levou em média 30 minutos e cobriu experiência e identidade religiosa, valores sociais e morais, percepções sobre democracia e autoritarismo, questões de gênero, sexualidade, raça e violência, e atitudes políticas com posicionamento no espectro esquerda-direita. O trabalho é apresentado pela coordenação como o primeiro levantamento nacional sobre religião, política e valores a incorporar a orientação sexual entre as variáveis de análise.

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Outro item do levantamento mede o limite dessa aceitação. 74% dos brasileiros discordam que “líderes religiosos devem tentar influenciar a forma como as pessoas votam nas eleições”. Na pesquisa, esse item foi tratado como rejeição ao abuso de autoridade religiosa, entendido como o uso da projeção e da autoridade espiritual de um líder para influenciar politicamente seus seguidores.

Os dois percentuais convivem no mesmo questionário. Um mede a importância atribuída à fé de quem se candidata. O outro mede a rejeição a que líderes religiosos orientem o voto dos fiéis.

Laicidade: entendimento e apoio caminham juntos

Entre quem define laicidade como “garantia de direitos iguais para todas as religiões”, 86,3% são favoráveis ao Estado laico. Entre quem a define como “não misturar religião e política”, o apoio é de 58,6%, e 40% se declaram contra.

A distância entre os dois grupos é de 27,7 pontos percentuais, diferença calculada a partir dos dois percentuais de apoio registrados no levantamento.

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Quem adota a segunda definição não é minoria dispersa. Evangélicos pentecostais e católicos estão entre os que mais associam laicidade à ideia de que não pode misturar religião e política, com 69,7% e 71%, respectivamente.

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O que a pesquisa conclui

Para a coordenação da pesquisa, quem vê o Estado laico como garantia ativa de direitos tende a apoiar sua manutenção, enquanto quem associa laicidade a uma separação mais rígida se divide mais, o que pode refletir narrativas religiosas que denunciam a laicidade como tentativa de excluir a religião da vida pública.

Nas conclusões, o sumário afirma que a sociedade brasileira, em sua maioria, aceita a separação entre religião e Estado como princípio organizador da democracia, e que o peso da tradição religiosa cristã, sobretudo pentecostal e católica, introduz tensões nessa aceitação.

Em outra passagem, o documento distingue duas coisas. De um lado, a religião como força social produtora de sentidos de vida, que não trata como problema a ser combatido. De outro, formas de obscurantismo presentes em alguns coletivos político-religiosos, que descreve como ameaças reais a direitos garantidos por lei e ao avanço de direitos de minorias políticas.

 

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