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Economia

Banco Central estabelece bloqueio de até 72 horas para transações atípicas no Pix

Novas regras do Banco Central permitem a retenção de transferências via Pix por até 72 horas em casos de fraude e impõem limites noturnos.

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regras do Pix
O bloqueio cautelar retém valores e impede que transferências sob suspeita de irregularidade sejam concluídas rapidamente.. Foto: EBC

Mecanismo cautelar retém transferências sob suspeita de fraude; regras impõem limite de R$ 200 em novos celulares e teto de R$ 1.000 durante a noite.

O Banco Central implementou regras de segurança que autorizam o bloqueio automático de transferências via Pix por até 72 horas caso o sistema identifique movimentações financeiras fora do padrão. A diretriz foca em restringir a ação de golpistas nas operações bancárias cotidianas.

A alteração afeta a dinâmica do sistema instantâneo de pagamentos. Com o bloqueio cautelar, as instituições financeiras retêm o dinheiro enviado antes que ele fique acessível na conta do destinatário. A retenção corta o fluxo de capital derivado de possíveis golpes, impedindo que os valores suspeitos circulem de forma rápida entre diferentes titularidades.

O acionamento do mecanismo não provoca o cancelamento sumário da operação financeira. O envio do valor é interrompido temporariamente para que o banco execute uma avaliação obrigatória. Ao término da checagem, que deve respeitar o prazo máximo de três dias, a instituição decide o destino do dinheiro. O montante é liberado ao recebedor, caso a transação se prove legítima, ou devolvido de forma integral ao pagador, se o indício de fraude for confirmado.

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Limites em novos dispositivos e período noturno

O pacote de segurança bancária atinge contas acessadas a partir de aparelhos desconhecidos. Aparelhos de telefone celular novos, que ainda não passaram por validação de segurança pelo cliente junto à instituição financeira, enfrentam limitações. Nesses dispositivos, os usuários conseguem transferir até o teto de R$ 200 por operação, com a soma diária restrita a R$ 1.000.

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A limitação de valores opera também de acordo com a faixa de horário. Durante o período noturno, que concentra parte das ocorrências de irregularidades, as transferências de pessoas físicas possuem limite reduzido. Entre as 20h e as 6h, o sistema permite transações de até R$ 1.000.

A adoção das barreiras pelo Banco Central responde ao aumento na utilização da ferramenta de pagamentos no país. O sistema financeiro aplica o rigor técnico às contas para conter fraudes, sem alterar o funcionamento instantâneo das movimentações consideradas seguras.

 

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Suíte Penthouse: conheça o hotel de luxo citado por ex-sócio de Flávio Bolsonaro em mensagens sobre “festinhas”

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A reportagem não diz em qual apartamento do Grand Hyatt Rio ocorreram os encontros, e o candidato do PL à Presidência ignorou a pergunta de jornalistas sobre o caso.

Alexandre Santini, ex-sócio do senador Flávio Bolsonaro, guardou mensagens e fotos de festinhas com garotas de programa, algumas delas no Grand Hyatt Rio, hotel cinco estrelas da Barra da Tijuca, segundo reportagem publicada em 29 de setembro. O hotel tem uma suíte Penthouse de 195 metros quadrados com piscina privativa, mas a reportagem não afirma que os encontros ocorreram nela. Flávio, candidato do PL à Presidência, ignorou a pergunta de jornalistas sobre o caso.

Veja as fotos no final da matéria.

O que o ex-sócio guardou

Santini e Flávio se conheceram no começo dos anos 2000, no Rio de Janeiro, e foram sócios na Bolsotini Chocolates e Café, franquia da Kopenhagen num shopping da Barra da Tijuca. A loja foi fechada depois de investigada pelo Ministério Público do Rio no caso das rachadinhas, apuração arquivada por decisão do Judiciário.

Santini rompeu com o senador e passou a cobrar dinheiro. Em 28 de setembro de 2023, enviou ao gabinete de Flávio uma notificação extrajudicial de R$ 1,4 milhão, sob a alegação de prejuízo com o fechamento da loja. Flávio não respondeu à notificação.

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Santini guardou mensagens de texto, áudios, documentos e fotos e entregou parte do material a pessoas com influência em Brasília. Uma das conversas é com uma agenciadora de garotas de programa do Rio. Santini pediu a ela que marcasse outra festinha igual à do Grand Hyatt, com os mesmos amigos e com Flávio, a quem chamava de meu filho, de acordo com a reportagem de Rodrigo Rangel.

 

Reprodução:Platô

Na conversa, Santini exigiu sigilo por causa da época de eleição e pediu que as mulheres indicadas fossem novidade. O dinheiro dos encontros teria circulado entre os dois desde a sociedade na loja. Os encontros seriam coletivos e incluiriam, por vezes, outros amigos da dupla. Santini teria organizado vários deles.

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A suíte Penthouse e o apartamento das fotos

O Grand Hyatt Rio fica entre o mar e a Lagoa de Marapendi, na Barra da Tijuca. Algumas das fotos mostradas por Santini à mulher de Flávio, Fernanda Bolsonaro, teriam sido feitas no hotel, num dos apartamentos mais exclusivos, com diária de R$ 3 mil, ampla varanda e vista panorâmica. Uma foto da varanda, tirada por Santini no dia de um dos encontros, no começo de 2022, foi publicada na reportagem.

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A categoria desse apartamento não é informada. No site do hotel, a Penthouse aparece com 195 metros quadrados, terraço de área quase igual à da suíte, piscina privativa de borda infinita, dois closets no quarto principal, banheira de imersão com televisão, cozinha gourmet e mesa de jantar. A vista alcança a praia da Barra e a Lagoa de Marapendi.

As imagens que ilustram o texto mostram uma suíte de luxo, sem confirmação de que retratem o exato apartamento usado nos encontros.

A crise no casamento e a mensagem de Flávio

Santini mostrou fotos e mensagens a Fernanda Bolsonaro, o que abriu uma crise no casamento do senador. A crise durou semanas, e Fernanda acabou aceitando as desculpas de Flávio.

Flávio escreveu a Santini por WhatsApp. Pediu que ele se afastasse definitivamente de Fernanda e o mandou embora de Brasília. Na mesma mensagem, disse que se arrependeu de muitas escolhas erradas e que não voltaria a errar com a família. Escreveu também que Deus usou Santini para fazer dele um pai, um marido e uma pessoa melhor, e que não imaginava receber justamente dele um tiro nas costas. Santini respondeu que acreditava que Flávio havia enviado a mensagem à pessoa errada.

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Rolex, academia e o gabinete de Kassio

A nota fiscal de um Rolex Submariner Date de ouro branco, comprado em 10 de fevereiro de 2022 por R$ 305 mil, está em nome do advogado Alan Belaciano. Registros guardados por Santini, incluindo mensagens, indicariam que o relógio era para Flávio. Belaciano também teria pago mais de R$ 90 mil em equipamentos de academia para a casa que Flávio comprou em Brasília, por R$ 5,9 milhões declarados.

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Reprodução:Platô

Quando as primeiras notas fiscais dos equipamentos vieram a público, Flávio afirmou que um amigo de longa data comprou os itens como empréstimo pessoal, que estaria sendo pago.

No fim de 2023, Santini escreveu a Flávio que ele teria tratado diretamente com o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, de interesses de um cliente com processo no gabinete do ministro. O gabinete respondeu que é praxe atender parlamentares de todos os partidos, sem responder especificamente sobre pedidos de Flávio.

Flávio marcou uma conversa numa terça-feira, às 15h, no gabinete dele. Santini avisou depois aos contatos que o assunto estava encerrado, sem que se saiba o que foi acertado.

A reação de Flávio Bolsonaro

Em declaração anterior sobre o ex-sócio, Flávio disse que Santini lhe mandava recados esquisitos, que pediu dinheiro e não recebeu, e que ele não pretendia dar importância a quem chamou de maluco.

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Em 29 de setembro, numa agenda em São Paulo, Flávio ignorou a pergunta de jornalistas sobre a reportagem. A campanha de Flávio não quis se manifestar.

O espaço segue aberto para manifestação de Flávio Bolsonaro, de Alexandre Santini e de Alan Belaciano.

 

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