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Copa do Mundo

Títulos da França na Copa: seleção vai à semifinal e mira o tri

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títulos da França na Copa

Bicampeã mundial, a seleção francesa venceu o Marrocos por 2 a 0 e pode igualar a Argentina; marroquinos deixam o torneio ainda sem conquista

A França venceu o Marrocos por 2 a 0 nesta quinta-feira (9), em Foxborough, nos Estados Unidos, e avançou à semifinal da Copa do Mundo. A classificação recolocou em foco os títulos da França na Copa: são dois, e a seleção agora persegue o terceiro, que a igualaria à Argentina, atual campeã.

Os gols saíram no segundo tempo, num intervalo de seis minutos. Aos 15, Kylian Mbappé abriu o placar. Aos 21, Ousmane Dembélé ampliou. Antes disso, ainda na etapa inicial, o goleiro marroquino Yassine Bounou havia defendido um pênalti cobrado pelo próprio Mbappé, o que manteve o duelo aberto até a reta final. O Marrocos terminou com leve vantagem na posse de bola, 52% a 48%, mas finalizou pouco: a França somou 22 chutes, oito no alvo, contra cinco dos marroquinos, um deles na direção do gol.

Os títulos da França na Copa e a chance de igualar a Argentina

A seleção francesa soma dois títulos de Copa do Mundo. O primeiro veio em 1998, em casa, com a vitória por 3 a 0 sobre o Brasil, no Stade de France, em jogo marcado por dois gols de Zinedine Zidane. O segundo, vinte anos depois, na Rússia, com o 4 a 2 diante da Croácia. Aos troféus se juntam dois vice-campeonatos, ambos decididos nos pênaltis: em 2006, contra a Itália, após 1 a 1, e em 2022, contra a Argentina, depois do 3 a 3 no tempo normal e na prorrogação.

Naquela final no Catar, Mbappé marcou três vezes e ainda assim viu a taça ficar com os argentinos, que converteram as cobranças e conquistaram o tricampeonato. Foi a segunda vez que a França perdeu uma decisão de Copa nos pênaltis, repetindo o roteiro de 2006 diante dos italianos.

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Se levantar a taça em 2026, a França chega ao terceiro título e iguala a própria Argentina, atual campeã. Passaria a integrar o grupo das seleções com três ou mais conquistas, hoje formado por Brasil, com cinco, Alemanha e Itália, com quatro cada, e os argentinos, com três. Uruguai e a própria França têm dois. Inglaterra e Espanha, um.

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Oitava semifinal, terceira seguida

A vitória sobre o Marrocos levou a França à oitava semifinal de Copa em sua história, e à terceira consecutiva, marca inédita para o país. Nas sete anteriores, os franceses avançaram à decisão em quatro (1998, 2006, 2018 e 2022) e pararam nesta fase em três (1958, 1982 e 1986).

A seleção comandada por Didier Deschamps disputou as duas últimas decisões de Copa, com o título de 2018 e o vice de 2022. Agora tenta a terceira final seguida, algo que nenhuma geração francesa havia alcançado antes. O próprio Deschamps, capitão em 1998 e técnico desde 2012, tornou-se o rosto dessa sequência de campanhas longas.

Marrocos ainda persegue o primeiro título

O Marrocos encerrou a participação sem conquistar o Mundial, resultado que o país nunca obteve em sete edições disputadas. A melhor campanha continua sendo o quarto lugar de 2022, no Catar, quando os marroquinos se tornaram a primeira seleção africana e árabe a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo.

Naquele torneio, a campanha decisiva veio no mata-mata. Nas oitavas, Bounou defendeu duas cobranças e o Marrocos eliminou a Espanha nos pênaltis. Nas quartas, um gol de cabeça de Youssef En-Nesyri derrubou Portugal por 1 a 0 e levou a seleção à semifinal inédita, onde caiu diante da França por 2 a 0. A derrota desta quinta-feira repete o placar e o adversário daquela campanha histórica.

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Antes de 2022, o teto marroquino em Copas eram as oitavas de final de 1986, no México, quando a equipe terminou em primeiro no grupo à frente de Inglaterra, Polônia e Portugal. A estreia do país no torneio havia ocorrido em 1970.

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Caminhos distintos até as quartas

Em 2026, França e Marrocos chegaram ao confronto por caminhos diferentes no mata-mata. Os franceses passaram pelo Paraguai nas oitavas, com vitória por 1 a 0, em gol de pênalti de Mbappé. Os marroquinos precisaram das penalidades para despachar a Holanda nos dezesseis avos e depois golearam o Canadá por 3 a 0 nas oitavas.

A queda nas quartas encerra a trajetória marroquina na terceira participação consecutiva do país em Copas, série iniciada em 2018 e igualmente inédita. Antes de sediar a edição de 2030, ao lado de Portugal e Espanha, a seleção deixa o Mundial de 2026 com a tarefa de mostrar que a campanha de 2022 não foi episódio isolado.

A França volta a campo na próxima terça-feira (14), pela semifinal, em Dallas, às 16h de Brasília. O adversário sairá do confronto entre Espanha e Bélgica, que se enfrentam nesta sexta-feira (10), em Los Angeles.

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Definidas novas regras de publicidade para empresas de apostas esportivas

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regras publicidade apostas

Portarias tornam obrigatórios alertas sobre riscos financeiros e proíbem o uso de especialistas ou influenciadores. Medidas entram em vigor em 17 de julho.

O Ministério da Fazenda anunciou nesta quinta-feira (9) regras mais duras para a publicidade de empresas de apostas esportivas online, as chamadas bets. As normas, que serão publicadas na sexta-feira (10) e passam a valer no dia 17 de julho, estabelecem a obrigatoriedade de advertências, restringem estratégias de marketing e reforçam a fiscalização sobre empresas irregulares.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a iniciativa busca ampliar a conscientização da população. “A gente faz restrições à publicidade de bets no país. Eu não preciso dizer, porque é chover no molhado, a nossa tolerância zero com as ilegais. Então, bet ilegal, em nenhuma medida está autorizada, e nem os publicitários, os veículos de comunicação estão autorizados a veicular qualquer publicidade envolvendo empresa não autorizada a operar no mercado”, declarou o ministro.

A proibição de divulgação alcança plataformas e os veículos responsáveis por veicular as campanhas. O desrespeito às regras sujeita as empresas a sanções administrativas.

Prazos e exigências iniciam em 17 de julho

A primeira portaria determina que a publicidade das operadoras autorizadas exiba mensagens semelhantes às utilizadas em propagandas de medicamentos e cigarros. As frases obrigatórias são: “Ministério da Fazenda adverte: apostar faz você perder dinheiro”; “Ministério da Fazenda adverte: apostar pode causar dependência”; e “Ministério da Fazenda adverte: aposta não é investimento”.

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A segunda portaria, elaborada com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, proíbe a apresentação das apostas como forma de ganho fácil de dinheiro ou de investimento. As campanhas também não podem criar senso de urgência ou mirar crianças e adolescentes. “Há tolerância zero à publicidade que, de alguma maneira, busque atingir criança e adolescente”, disse Durigan.

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A exibição de históricos de premiações ou de resultados anteriores também foi vetada pela nova norma. “Quando se mostra o histórico de premiação, se oculta o histórico de perdas”, afirmou o ministro da Fazenda.

Multas chegam a 20% do faturamento

O texto veda expressamente o uso de comentaristas ou influenciadores digitais para induzir o consumidor. “Todos os canais estão sujeitos a essas regras. Todo comentarista está proibido de induzir. Os comentaristas ou especialistas que comentam jogos ou mesas-redondas têm, para algumas pessoas, um tom de autoridade e, ao passar uma informação, também induzem ao jogo”, explicou Durigan.

As novas regras impedem o uso de análises técnicas como estratégia comercial. “Não é lícito nem regular induzir o consumidor a erro misturando o comentário de um especialista, dizendo que a melhor aposta é uma ou que o caminho é aquele, dando um verniz de respaldo técnico”, declarou.

As penalidades previstas para as infrações incluem multa de até 20% do faturamento da operadora, suspensão das atividades por até 180 dias e cassação da autorização de funcionamento nos casos de reincidência grave.

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Fiscalização derrubou 56 mil sites e 1 mil perfis

O governo apresentou um balanço das ações desde a regulamentação das apostas. A autorização legal para o funcionamento ocorreu em 2018, sem regulamentação, e o Congresso aprovou as regras gerais do setor em 2023. Em 2024, foi criada a Secretaria de Prêmios e Apostas no Ministério da Fazenda, com o início da cobrança de outorgas ocorrendo em 2025.

Segundo Durigan, a fiscalização já retirou 56 mil sites de apostas ilegais do ar e derrubou cerca de 1 mil perfis de influenciadores. Em 2026, 37 fintechs suspeitas de movimentar recursos ligados a bets ilegais foram notificadas.

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O Ministério da Fazenda informou que aproximadamente 1 milhão de apostadores tiveram autoexclusão determinada por não cumprirem requisitos legais. “Houve uma vedação de que beneficiários de programas do governo estão proibidos de acessar. Decisão do STF. E também das pessoas que aderem ao Desenrola”, explicou o ministro. As operadoras autorizadas colaboraram com denúncias envolvendo as plataformas clandestinas.

Glossário: Entenda os termos da matéria

  • Portaria: Documento oficial emitido por ministérios ou órgãos do governo para estabelecer regras, instruções ou determinações sobre a aplicação de leis.
  • Sanções administrativas: Punições (como multas ou suspensões) aplicadas pelo poder público a empresas ou indivíduos que descumprem regras, sem necessidade de processo judicial.
  • Fintechs: Empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros, como contas digitais e processamento de pagamentos.
  • Outorgas: Autorização ou permissão oficial dada pelo governo para que uma empresa explore determinado serviço regulamentado.
  • Autoexclusão: Bloqueio aplicado a usuários para impedi-los de acessar sistemas de apostas, geralmente por descumprirem regras ou pertencerem a grupos vetados.

 

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