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SAÚDE

Conitec abre consultas públicas para novos protocolos de tratamento oncológico no SUS

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A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão de assessoramento do Ministério da Saúde, abriu consultas públicas para receber contribuições sobre 12 Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) voltados à assistência oncológica no Sistema Único de Saúde (SUS). As propostas abrangem diferentes tipos de câncer e buscam qualificar o acesso dos pacientes aos tratamentos incorporados na saúde pública.

Estão em consulta pública os PCDTs de carcinoma diferenciado da tireoide, câncer de mama, adenocarcinoma de próstata, adenocarcinoma de estômago, neoplasia maligna epitelial de ovário, mieloma múltiplo, câncer epidermoide de cabeça e pescoço, carcinoma de esôfago, linfoma de Hodgkin, carcinoma renal de células claras, linfoma folicular e melanoma cutâneo. Mais informações podem ser acessadas no site da Comissão.

As contribuições podem ser enviadas até 8 de setembro de 2026. Os protocolos, relatórios preliminares e formulários para participação estão disponíveis na página de Consultas Públicas da Conitec.

Os PCDTs são documentos que estabelecem critérios para diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes no SUS, a partir das melhores evidências científicas disponíveis. A atualização dos protocolos oncológicos permite incorporar às orientações clínicas as mudanças ocorridas na assistência, inclusive novos tratamentos e tecnologias incorporados ao SUS após a avaliação pela Conitec.

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Priscila Leite
Ministério da Saúde 

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Fonte: Ministério da Saúde

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Uso prolongado de tadalafila eleva risco de glaucoma e cegueira, indica estudo

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tadalafila e glaucoma

Pesquisa taiwanesa acompanhou quase 74 mil homens por cinco anos e encontrou aumento de 22% na incidência da doença

Homens que tomam tadalafila de forma contínua para tratar sintomas urinários ligados ao aumento da próstata apresentaram risco maior de desenvolver glaucoma, doença que pode levar à cegueira. É o que aponta estudo publicado em 4 de agosto no British Journal of Ophthalmology, conduzido por pesquisadores de Taiwan e liderado por Yun Hsia, do Hospital da Universidade Nacional de Taiwan, em Taipé.

Os autores usaram registros anonimizados da rede internacional TriNetX referentes a 73.854 homens de 40 anos ou mais, atendidos entre janeiro de 2012 e dezembro de 2022. Metade recebeu prescrição de tadalafila para sintomas do trato urinário inferior; a outra metade, formada por 36.927 pacientes com o mesmo quadro urinário, não usou nenhum inibidor de fosfodiesterase tipo 5. Os dois grupos foram pareados por idade, raça, tabagismo, transtornos relacionados ao álcool, comorbidades, função renal e uso de outros medicamentos. A média de idade era de 62 anos. Quem já tinha diagnóstico de glaucoma antes da entrada no estudo ficou de fora.

Ao fim de cinco anos, o grupo que usou tadalafila teve 22% mais casos de glaucoma. A diferença aparece também na hipertensão ocular, com aumento de 32%, e no início de tratamento contra o glaucoma, com 33%. Os casos de glaucoma primário de ângulo aberto, a forma mais comum da doença, seguiram a mesma tendência.

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Os pesquisadores não tratam o resultado como motivo para suspender o medicamento. Segundo eles, os achados não contraindicam a tadalafila, mas reforçam a necessidade de avaliação oftalmológica antes do início do tratamento e de acompanhamento periódico depois, principalmente em pacientes com glaucoma ou hipertensão ocular já diagnosticados, histórico familiar da doença, miopia alta ou indicação de uso prolongado.

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O estudo é observacional e retrospectivo, o que impede afirmar relação de causa e efeito. Os próprios autores ponderam que, mesmo com o pareamento estatístico entre os grupos, fatores não medidos podem ter influenciado o resultado.

Como o medicamento age

A tadalafila é um vasodilatador usado sobretudo no tratamento da disfunção erétil. O efeito vem da inibição da fosfodiesterase tipo 5, enzima ligada ao relaxamento dos vasos sanguíneos. Bloqueada a enzima, o fluxo de sangue nos corpos cavernosos aumenta e o pênis é estimulado a ficar ereto.

A substância também é indicada na hiperplasia prostática benigna, condição que dificulta a micção e atinge principalmente homens acima de 50 anos por causa do aumento da próstata. Nesse caso, o medicamento relaxa a musculatura da próstata e da bexiga, além de atuar sobre o fluxo sanguíneo. É essa indicação que envolve doses baixas tomadas todos os dias, por períodos longos — exatamente o perfil de uso analisado pelos taiwaneses.

Anvisa já havia alertado sobre uso recreativo

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Embora seja medicamento de uso clínico, a tadalafila é comprada com frequência sem prescrição e consumida para fins recreativos.

Em 5 de setembro de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou alerta de farmacovigilância sobre o consumo indiscriminado de sildenafila, tadalafila, vardenafila, udenafila e lodenafila. O documento cita risco de infarto, acidente vascular cerebral, hipotensão, perda de visão ou audição, ereção prolongada e dependência psicológica.

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A agência também registrou que essas substâncias não têm comprovação de eficácia e segurança para uso em atividades físicas, ganho de massa muscular ou melhora do desempenho sexual, e que só podem ser dispensadas mediante prescrição de profissional habilitado. Formulações irregulares, como gomas e suplementos com tadalafila, foram proibidas.

O que é glaucoma

O glaucoma atinge o nervo óptico e provoca perda de células da retina, segundo o Ministério da Saúde. O dano compromete o envio de impulsos nervosos dos olhos ao cérebro. A causa principal é o aumento da pressão intraocular.

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