Trânsito e crime
Fuga, confissão e fiança: a cronologia da prisão
Engenheiro ambiental é preso em Cuiabá após fugir da PM em alta velocidade na Av. Fernando Corrêa. Com cerveja e maconha no carro, ele pagou fiança de R$ 1,6 mil e foi solto. Delegado pede suspensão da CNH.
G. M. A. conduzia uma Amarok em alta velocidade na Fernando Corrêa; delegado pediu suspensão imediata da CNH após pagamento de fiança
Uma noite de imprudência na Avenida Brasília, em frente ao Shopping Três Américas, terminou na delegacia para o engenheiro ambiental G.M. A., de 36 anos. Flagrado pela Polícia Militar realizando manobras perigosas e fugindo em alta velocidade, ele foi preso na noite de terça-feira (20) com sinais de embriaguez e posse de drogas. Apesar da gravidade narrada no boletim de ocorrência, o condutor ganhou a liberdade menos de quatro horas depois, mediante pagamento de fiança.
O caso expõe, mais uma vez, o risco da mistura entre álcool, entorpecentes e direção nas vias movimentadas da capital.
A arrancada e a fuga
Eram 22h15 quando uma equipe do Batalhão de Trânsito (BPMTRAN) patrulhava a região do Jardim das Américas. Os policiais visualizaram uma caminhonete VW Amarok preta, parada no semáforo. Segundo o registro oficial, o motorista chamou a atenção ao sair “arrancando bruscamente com o veículo, ocasionando o arraste dos pneus”.
A manobra agressiva — popularmente conhecida como “cavalo de pau” ou arrancada brusca — motivou a ordem de parada. Gabriel ignorou. Iniciou-se ali um acompanhamento tático pela Avenida Fernando Corrêa da Costa, uma das artérias mais movimentadas de Cuiabá.
Os relatos dos policiais militares, anexados ao inquérito, descrevem uma tentativa de fuga arriscada. O engenheiro “passou a trafegar em alta velocidade, realizando manobras perigosas, ultrapassando outros veículos e colocando em risco a integridade física de terceiros”, conforme consta no termo de depoimento dos agentes. O cerco só terminou quilômetros à frente, próximo ao antigo Pronto-Socorro Municipal.
O “combo” no interior da picape
A abordagem revelou o que motivava a fuga. G. desceu do veículo sem nada ilícito no corpo, mas a revista na Amarok contou outra história. No porta-objetos da porta do motorista, os militares encontraram uma garrafa de cerveja aberta, consumida pela metade. Logo ao lado, havia uma porção de substância análoga à maconha e um envelope de papel seda aberto.
Aos policiais, ainda no local, o engenheiro admitiu a infração dupla. O boletim de ocorrência registra que ele “relatou ter fumado entorpecente e ingerido bebida alcoólica”.
Mesmo com a confissão informal e apresentando “visíveis sinais de embriaguez”, como olhos vermelhos e desordem nas vestes, Gabriel exerceu seu direito de recusar o teste do etilômetro (bafômetro). A recusa não impediu a prisão em flagrante, embasada no Artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e no termo de constatação de alteração psicomotora.
Liberdade na madrugada e risco à CNH
Conduzido à Central de Flagrantes sem uso de algemas, o engenheiro foi interrogado pelo delegado Alexandre da Silva Nazareth. Em seu despacho, a autoridade policial foi taxativa quanto ao perigo que o motorista representou para a coletividade naquela noite.
“A manutenção do direito de dirigir, neste contexto, potencializa risco de reiteração imediata, razão pela qual a suspensão cautelar da CNH é medida idônea”, escreveu o delegado.
Nazareth representou judicialmente pela suspensão da habilitação de G., argumentando haver “elementos objetivos no BO indicando risco atual à segurança viária”.
Apesar da representação dura, a legislação vigente permitiu que o engenheiro não passasse a noite na cela. O crime é afiançável. Às 01h48 da madrugada desta quarta-feira (21), menos de quatro horas após a perseguição, foi expedida a ordem de soltura. G. pagou uma fiança arbitrada em R$ 1.621,00 (um salário mínimo) e foi liberado.
O veículo foi entregue à esposa do acusado, R. G. M., que compareceu à delegacia e testou negativo no bafômetro (0,00 mg/L) antes de levar a Amarok para casa. O caso agora segue para o Judiciário e para a Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran).
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Lucas do Rio Verde
Rota do saneamento é apresentada a empresários e colaboradores
A Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Lucas do Rio Verde, em parceria com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), realizou nesta sexta-feira (23) a primeira Rota do Saneamento de 2026. Desta vez, a ação foi voltada a empresários e colaboradores que atuam município, que também contou com a presença e articulação do Green Future Hub.
A programação contou com visitas aos pontos de captação e distribuição de água, à Estação de Tratamento de Esgoto e ao Ecoponto Municipal, onde é feita a triagem dos resíduos sólidos domésticos coletados na cidade. O objetivo foi mostrar, na prática, como funciona todo o sistema de saneamento e reforçar a importância da conscientização ambiental.
Para o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Felipe Palis a iniciativa é uma forma simples e direta de levar conhecimento para quem pode repassar essa informação à população. “A rota do saneamento surgiu no ano passado, levando professores para conhecer o sistema. Agora estamos ampliando para os empresários, que também são multiplicadores e podem ajudar a melhorar esse processo no município”, afirmou.
Segundo ele, a gestão de resíduos e o cuidado com o meio ambiente dependem do envolvimento de todos. “O poder público faz a sua parte, mas a população e as empresas também precisam colaborar. Educação ambiental é algo que precisa ser trabalhado todos os dias”, completou.
O Diretor do Saae, Paulo Nunes destacou que a Rota do Saneamento permite que as pessoas vejam de perto um trabalho que normalmente acontece longe do olhar da população.“No dia a dia, muita gente só abre a torneira ou dá descarga e não imagina tudo o que existe por trás disso. A rota mostra esse caminho, desde a captação da água até o tratamento do esgoto e dos resíduos”, explicou.
Segundo ele, quando o processo é conhecido, a responsabilidade aumenta. “A partir do momento que a pessoa entende como tudo funciona, ela passa a usar melhor a água, descartar corretamente o lixo e ajudar mais o sistema como um todo”, completou.
A ideia da Rota do Saneamento aos empresários partiu do Green Hub, que articulou e organizou a ação junto à Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente.
Segundo Karina Marvejol, representante do Green Hub, a proposta é envolver também o setor empresarial nesse processo. “A gente entende que não são só as escolas que podem apoiar. As empresas também podem ajudar para que a cidade avance e seja cada vez mais sustentável”, afirmou.
Ela explicou que a ação faz parte do Ciclo Verde, que promove eventos voltados à gestão de resíduos. “A ideia é mostrar que o resíduo pode virar oportunidade e que as empresas podem apoiar a cidade nesse caminho”, destacou.
Entre as participantes esteve o Sicredi, que já desenvolve ações ligadas à sustentabilidade. Para Kauany Ewald, analista de sustentabilidade da cooperativa, iniciativas como essa fortalecem o trabalho conjunto. “Nós temos um programa interno de lixo zero e somos parceiros do Saae e da Prefeitura. Além de cuidar do nosso resíduo, buscamos atuar na comunidade, mostrando a importância do descarte correto e da economia circular”, afirmou.
A edição da Rota do Saneamento voltada ao setor empresarial contou com a participação de empresas e instituições ligadas ao agronegócio, serviços, comunicação e sustentabilidade. Estiveram presentes representantes do Sicredi Ouro Verde MT, Amazônia Máquinas, Laboratório Exame, GGF, ADM do Brasil, Cortesia Agro, Rotary Clube, Agro FM, Teoria Verde, Eco Supply e da Casa da Amizade.
A expectativa é que novas edições da Rota do Saneamento sejam realizadas, ampliando o alcance da educação ambiental no município.
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